O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) realizou nos dias 15 e 16 de agosto de 2026 uma nova força-tarefa para ampliar a capacidade de atendimento e acelerar a análise de benefícios que dependem de perícia médica ou avaliação social.
A ação disponibilizou 10,3 mil vagas em Agências da Previdência Social de diferentes estados. Segundo o Ministério da Previdência Social, os atendimentos foram destinados principalmente a perícias médicas e avaliações sociais, etapas necessárias em pedidos de benefícios previdenciários e assistenciais.
A iniciativa faz parte de uma estratégia que vem sendo utilizada ao longo de 2026 para enfrentar a demanda acumulada. Em julho, por exemplo, outro mutirão ofereceu 17,8 mil vagas em 19 estados, incluindo atendimentos presenciais e por perícia conectada.
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Quem foi atendido pelo mutirão do INSS?
As vagas de agosto foram destinadas a pessoas que precisavam realizar perícia médica ou avaliação social para dar continuidade à análise de seus requerimentos.
Entre os casos contemplados estão pedidos relacionados ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e ao benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença. No caso do BPC para pessoa com deficiência, a avaliação médica e a avaliação social fazem parte da análise necessária para verificar o direito ao benefício.
O mutirão não significou atendimento sem agendamento. Para participar, o cidadão precisava ter um horário marcado previamente pelo Meu INSS ou pela Central 135.
A abertura extraordinária das agências aos sábados e domingos permite utilizar a estrutura disponível fora do expediente regular e ampliar o número de atendimentos realizados em um período mais curto.
Por que o INSS está fazendo tantos mutirões?
A realização de forças-tarefas está relacionada à necessidade de reduzir o tempo de espera em determinadas regiões e ampliar a capacidade de atendimento da Perícia Médica Federal.
A estratégia também inclui o uso de perícia conectada, modalidade em que o atendimento pode ser realizado por videoconferência em unidades preparadas para esse serviço. Em julho, o Ministério da Previdência informou que essa alternativa estava sendo utilizada justamente para ampliar o acesso em localidades com menor disponibilidade de profissionais.
Outro exemplo ocorreu em agosto, quando o INSS abriu mais de 5,8 mil vagas exclusivamente para avaliações sociais relacionadas ao BPC.
Portanto, o mutirão de 15 e 16 de agosto não deve ser interpretado como uma ação isolada. Ele integra uma sequência de medidas destinadas a aumentar a quantidade de atendimentos e reduzir gargalos.
Como consultar o resultado da perícia do INSS?
Quem participou do mutirão deve acompanhar o pedido pelo Meu INSS, aplicativo ou site oficial.
O segurado pode entrar com a conta Gov.br e consultar a área de acompanhamento dos requerimentos para verificar a movimentação do processo. O resultado também pode ser consultado pelos canais digitais quando estiver disponível.
É importante lembrar que a realização da perícia não significa aprovação automática do benefício. O profissional responsável avalia a documentação e as condições apresentadas, enquanto o INSS realiza a análise administrativa do pedido.
No caso do benefício por incapacidade temporária, por exemplo, o Instituto exige a comprovação de incapacidade para o trabalho ou atividade habitual por mais de 15 dias consecutivos, além da qualidade de segurado e dos demais requisitos aplicáveis.
Quais documentos levar para a perícia?
Quem ainda terá atendimento agendado deve levar documentos pessoais e toda a documentação médica relacionada ao problema de saúde.
O INSS orienta que o segurado apresente documentos médicos originais, como laudos, exames e receitas, além de documento oficial com foto e CPF.
Mais do que simplesmente apresentar o diagnóstico, é importante que os documentos permitam compreender a condição do paciente e suas consequências para o trabalho. Relatórios médicos atualizados podem ajudar o profissional responsável pela avaliação a analisar o caso.
Para pedidos relacionados ao BPC para pessoa com deficiência, a documentação necessária pode variar conforme a etapa do processo e a situação do requerente.
E se o INSS pedir documentos adicionais?
O segurado deve ficar atento ao status do processo no Meu INSS.
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Quando existe uma exigência, significa que o Instituto identificou a necessidade de informações ou documentos adicionais para concluir a análise. Nesse caso, o interessado deve observar exatamente o que foi solicitado e cumprir o prazo indicado.
O INSS informa que, em processos administrativos, a exigência pode estabelecer prazo de 30 dias para apresentação da documentação complementar, embora seja importante conferir o prazo exibido especificamente no processo.
Ignorar uma exigência pode prejudicar a análise do pedido. Por isso, depois da perícia ou avaliação social, não basta esperar uma mensagem: o ideal é consultar periodicamente o andamento do requerimento.
O que fazer se não conseguiu comparecer?
O não comparecimento à perícia pode trazer consequências para o pedido. O INSS informa que, quando o segurado não consegue comparecer, é possível solicitar uma remarcação, uma única vez, pela Central 135 ou pelo Meu INSS.
Atualmente, a orientação oficial estabelece prazo de até sete dias após a data marcada para solicitar essa remarcação.
Quem simplesmente deixa de comparecer sem providenciar a remarcação pode ficar impedido de solicitar novamente o benefício por determinado período, conforme as regras aplicáveis ao caso.
Por isso, se houve algum imprevisto no fim de semana do mutirão, o mais seguro é procurar imediatamente os canais oficiais do INSS.
Atestmed pode evitar uma nova perícia presencial?

Em determinadas situações, sim.
O benefício por incapacidade temporária por análise documental permite que o segurado apresente atestado e documentação médica digitalmente, desde que os critérios exigidos sejam atendidos. Segundo o INSS, essa modalidade está disponível pelo Meu INSS para segurados que estejam em localidades nas quais o tempo de espera para perícia presencial seja superior a 30 dias.
Isso não significa que todos os pedidos possam ser resolvidos dessa forma. O benefício e os documentos precisam atender às regras específicas da análise documental.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital



