A tecnologia, que deveria facilitar o acesso ao dinheiro e melhorar a vida dos beneficiários do INSS, foi transformada em ferramenta de fraudes. Criminosos passaram a utilizar selfies retiradas de redes sociais e dados pessoais vazados para autorizar empréstimos consignados sem o consentimento das vítimas. O golpe sofisticado vem sendo aplicado há anos, resultando em prejuízos bilionários.
Golpe no INSS envolve bilhões em fraudes com selfies e consignados – Descubra o esquema
Fraude com selfies no INSS desvia bilhões em consignados. Entenda aqui como o golpe funciona e o que o governo está fazendo para combater!
Entre 2019 e 2024, estima-se que o rombo provocado por essas fraudes ultrapasse os R$ 6,3 bilhões. A resposta do governo tem sido a adoção de novas tecnologias de segurança e o bloqueio emergencial de empréstimos. No entanto, os criminosos continuam encontrando brechas e milhões de aposentados seguem vulneráveis.

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Como o novo golpe do INSS funciona: selfies, dados e fraudes
A combinação perfeita para o crime digital
Os golpistas utilizam selfies postadas em redes como Facebook e Instagram, combinando-as com dados pessoais obtidos por meio de vazamentos ou compra no mercado negro. Com essas informações, falsificam autorizações de crédito consignado, realizando contratos sem conhecimento das vítimas.
Falhas de autenticação são a porta de entrada
Os sistemas antigos de autorização para empréstimos permitiam que imagens estáticas fossem usadas como comprovação de identidade. Sem verificação biométrica rigorosa, criminosos conseguiam driblar a segurança de bancos e plataformas públicas.
Técnicas mais usadas pelos criminosos
- Coleta de selfies em perfis públicos;
- Compra de dados como CPF e número de benefício;
- Criação de empresas fantasmas para intermediar contratos;
- Uso de softwares para simular interações reais.
Escala do golpe: bilhões desviados e milhões afetados
Crescimento alarmante dos consignados
Em 2021, os empréstimos consignados movimentaram R$ 57,5 bilhões. Em 2023, esse valor subiu para R$ 89,2 bilhões. Parte significativa desse crescimento está ligada à ação de redes criminosas que se infiltraram no sistema.
Prejuízo estimado de R$ 6,3 bilhões
Segundo a Polícia Federal, o golpe causou perdas bilionárias entre 2019 e 2024. Milhares de aposentados tiveram parte de seus benefícios descontados sem autorização, comprometendo despesas com alimentação e remédios.
Vítimas relatam dificuldades
A maioria das vítimas só percebe o golpe ao consultar o extrato bancário. O reembolso, quando ocorre, leva meses e exige ações judiciais. A Defensoria Pública da União viu crescer os pedidos de cancelamento de contratos e devolução de valores.
Medidas emergenciais: bloqueio dos consignados
Governo age para conter novas fraudes
Em 8 de maio de 2025, o governo federal anunciou o bloqueio de novos contratos de crédito consignado. A medida visa impedir que novos golpes sejam aplicados até que o sistema esteja totalmente seguro.
Operação Sem Desconto: combate direto à fraude
Lançada em 2024, a Operação Sem Desconto une o INSS, o Ministério da Previdência, o TCU, o Banco Central e a Polícia Federal. O foco é revisar contratos, identificar empresas fantasmas e devolver o dinheiro aos lesados.
Avanços da operação até agora
- Milhares de contratos cancelados;
- Reembolsos efetuados a centenas de vítimas;
- Acesso de financeiras suspeitas bloqueado.
Reconhecimento facial: nova barreira contra os golpistas
Como funciona a verificação biométrica
A nova etapa para liberar um empréstimo exige que o usuário escaneie seu rosto em tempo real via o aplicativo Meu INSS. Isso impede que fotos estáticas sejam usadas como comprovação de identidade.
Etapas do processo de verificação
- Captura de imagem ao vivo;
- Comparação com dados da base biométrica do governo;
- Rejeição de imagens não dinâmicas;
- Relatórios de tentativas fraudulentas.
Desafios da nova tecnologia
Muitos idosos têm dificuldades com smartphones ou com o uso de aplicativos. Para contornar isso, o governo prevê a criação de novos pontos de atendimento presencial e parceria com prefeituras para suporte em zonas rurais.
Papel dos bancos: conivência ou negligência?
Instituições na mira das investigações
Auditorias conduzidas pelo Banco Central revelaram falhas graves em grandes bancos que operam crédito consignado. Em alguns casos, funcionários teriam colaborado com golpistas.
Reações das instituições
- Adoção de autenticação dupla;
- Reforço nos sistemas de monitoramento de contratos;
- Treinamento específico para prevenir fraudes.
Avanços tecnológicos para reforçar a segurança
Inteligência artificial na prevenção
Novos algoritmos de IA estão sendo testados para detectar padrões suspeitos. Se um mesmo CPF fizer múltiplas tentativas em um curto período, o sistema gera um alerta automático.
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Campanhas educativas
A conscientização também é prioridade. Beneficiários são orientados a evitar o compartilhamento de selfies, dados sensíveis e a denunciar contatos suspeitos.
Ações em andamento
- Oficinas presenciais;
- Vídeos informativos no YouTube;
- Atendimento via 135 e canais digitais do INSS.
Investigação federal em curso
Prisões e desmantelamento de quadrilhas
A Polícia Federal realizou dezenas de prisões entre 2024 e 2025. Empresas fantasmas foram fechadas e ativos bloqueados. Parte do dinheiro desviado foi rastreado até contas no exterior.
Colaboração internacional
O combate ao esquema envolve cooperação com autoridades estrangeiras para localizar e repatriar recursos desviados.
Beneficiários mais vulneráveis
Dificuldades enfrentadas pelos idosos
A digitalização dos serviços, embora necessária, trouxe obstáculos. Beneficiários com menor familiaridade digital, ou sem acesso à internet, enfrentam barreiras tecnológicas.
Soluções em análise
- Criação de centros de apoio digital;
- Atendimento móvel em regiões isoladas;
- Parcerias com associações de aposentados.
Monitoramento contínuo e transparência
Alertas em tempo real para beneficiários
O INSS está finalizando um sistema de alerta instantâneo, que notificará o segurado sobre qualquer movimentação em seu benefício.
Integração de dados
A proposta é unificar bancos de dados do INSS, Polícia Federal, bancos e o Banco Central, criando uma malha de proteção mais eficaz.

O golpe dos consignados envolvendo selfies expôs uma grave fragilidade no sistema de proteção dos beneficiários do INSS. Com R$ 6,3 bilhões desviados em cinco anos, a fraude afeta não apenas aposentados e pensionistas, mas também a credibilidade dos serviços públicos. A resposta do governo, embora tardia, avança com medidas concretas como o bloqueio emergencial de empréstimos e a adoção de reconhecimento facial.
Ainda assim, o sucesso dessas iniciativas depende da cooperação entre órgãos públicos, instituições financeiras e da conscientização da população. O caminho para a segurança digital é longo, mas com monitoramento contínuo, tecnologia de ponta e suporte aos mais vulneráveis, é possível virar o jogo contra os golpistas.
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