O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou na quarta-feira (10) a Lei nº 15.201, que institui o Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB). A medida tem como objetivo acelerar a revisão de benefícios do INSS e reduzir a fila de espera por pagamentos previdenciários e assistenciais.
INSS: governo anuncia medidas para agilizar processos e reduzir fila
Lei cria Programa de Gerenciamento de Benefícios para acelerar revisões do INSS e reduzir fila de espera.
A iniciativa decorre da Medida Provisória 1.296/25, aprovada pelo Senado Federal em 12 de agosto, e pretende tornar os processos administrativos mais eficientes, garantindo que os cidadãos recebam seus benefícios em menor tempo. Além disso, a lei prevê o pagamento de bônus aos servidores que atuarem no programa, incentivando o engajamento na execução das atividades.
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O que é o Programa de Gerenciamento de Benefícios

O PGB será responsável por priorizar revisões e reavaliações de benefícios previdenciários e assistenciais, especialmente aqueles cujo prazo de análise já tenha ultrapassado 45 dias. Entre os serviços incluídos no programa estão:
- Avaliações sociais e biopsicossociais do Benefício de Prestação Continuada (BPC);
- Perícias em unidades do INSS que atualmente não oferecem determinados serviços;
- Atendimento em agências cujo prazo máximo de agendamento seja superior a 30 dias;
- Análises de processos judiciais vencidos e documentação em horários fora do expediente, incluindo após as 18h e em dias não úteis.
O programa não poderá comprometer o atendimento regular nas agências da Previdência Social. As atividades serão realizadas pelos servidores além de sua carga habitual de trabalho.
Quem poderá participar e valores de bônus
Podem integrar o Programa de Gerenciamento de Benefícios:
- Servidores da Carreira do Seguro Social do INSS – bônus de R$ 68,00 por atividade;
- Servidores das Carreiras de Perito Médico Federal, Supervisor Médico-Pericial e Perito Médico da Previdência Social – bônus de R$ 75,00 por atividade.
O incentivo financeiro busca garantir que os profissionais participem de forma ativa e eficiente, sem comprometer os demais atendimentos da rede de previdência.
Como será organizada a prioridade de análise
A ordem de prioridade para revisão de processos, realização de perícias médicas e análise documental será definida por ato conjunto do Ministério da Previdência Social, do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) e da Casa Civil.
Além disso, o normativo irá regulamentar:
- Procedimentos operacionais do PGB;
- Critérios para adesão dos servidores;
- Monitoramento e controle de atingimento das metas estipuladas.
Essa estrutura garante que o programa tenha funcionamento organizado, eficiente e transparente, com metas claras e acompanhamento contínuo.
Comitê de Acompanhamento do PGB
A lei também institui o Comitê de Acompanhamento do PGB, que será coordenado por um representante do MPS e terá quatro membros titulares:
- Representante da Perícia Médica Federal;
- Representante da Casa Civil;
- Representante do MGI;
- Representante do INSS.
O comitê terá como função avaliar e monitorar as atividades do PGB, sugerir melhorias e assegurar que os objetivos do programa sejam alcançados. Suas atividades deverão ser encerradas até um mês após o término do programa.
Prazo e vigência do programa
O PGB terá duração inicial de 12 meses, contados a partir da publicação da Medida Provisória nº 1.296/25. A lei permite uma única prorrogação, desde que a vigência não ultrapasse 31 de dezembro de 2026.
Essa programação permite que o programa seja avaliado ao longo do tempo, possibilitando ajustes e medidas corretivas, se necessário, para atender às demandas do INSS e dos beneficiários.
Impactos esperados para os beneficiários

O Programa de Gerenciamento de Benefícios deve trazer impactos positivos diretos para os cidadãos que dependem do INSS:
- Redução do tempo de espera para análise de benefícios;
- Maior eficiência na reavaliação de processos pendentes;
- Atendimento mais rápido em unidades que antes não ofereciam determinados serviços;
- Maior clareza e transparência na concessão de benefícios, incluindo BPC e aposentadorias.
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Especialistas destacam que o programa também poderá desafogar as filas judiciais, já que processos administrativos serão resolvidos mais rapidamente, diminuindo a necessidade de ação judicial.
Pagamento de bônus como incentivo
O pagamento de bônus aos servidores é uma medida estratégica para aumentar o engajamento e a produtividade dentro do programa. Com incentivos de R$ 68 a R$ 75 por atividade, o governo espera acelerar a análise de processos sem prejudicar o atendimento regular.
Além do incentivo financeiro, a lei busca valorizar o trabalho dos servidores, reconhecendo que a eficiência na gestão de benefícios é fundamental para o bem-estar social de milhões de brasileiros.
Avaliações sociais e BPC
Um ponto importante do PGB é a integração de avaliações sociais e biopsicossociais do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Essa medida busca garantir que os beneficiários do programa atendam aos critérios estabelecidos e recebam o auxílio conforme previsto na legislação.
Transparência e monitoramento
O Comitê de Acompanhamento do PGB terá papel crucial na transparência do programa. Com representantes do MPS, INSS, MGI, Casa Civil e Perícia Médica Federal, o comitê avaliará:
- Eficiência na execução das atividades;
- Cumprimento das metas estabelecidas;
- Recomendações de melhorias;
- Garantia de atendimento regular e organizado para todos os beneficiários.
O Programa de Gerenciamento de Benefícios representa uma iniciativa estratégica do governo para otimizar a prestação de serviços do INSS, reduzir a fila de espera por benefícios e melhorar a experiência do cidadão no atendimento previdenciário.
Ao combinar revisão de processos, perícias médicas, análise documental e bônus para servidores, o PGB busca eficiência operacional, valorização dos profissionais e, principalmente, agilidade no atendimento a milhões de brasileiros que dependem do INSS.
Com informações de: Agência Gov
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