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Reabertura de negociação termina com Banco do Brasil mantendo condições anteriores

O Banco do Brasil reafirmou que a proposta apresentada para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico é a última e que não haverá novos avanços nas reivindicações dos funcionários. A posição foi apresentada na reabertura das negociações, realizada após a maioria das assembleias de trabalhadores ocorridas em 4 de setembro aprovar a […]

Avatar de Melissa Barbosa Melissa Barbosa · · 10 min de leitura
Banco do Brasil

O Banco do Brasil reafirmou que a proposta apresentada para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) específico é a última e que não haverá novos avanços nas reivindicações dos funcionários.

A posição foi apresentada na reabertura das negociações, realizada após a maioria das assembleias de trabalhadores ocorridas em 4 de setembro aprovar a retomada das tratativas.

Durante a reunião, o banco afirmou que chegou ao limite da proposta apresentada anteriormente. Entre os argumentos utilizados pela instituição estão as restrições relacionadas à legislação eleitoral e os limites jurídicos para determinadas medidas em ano de eleições.

A reabertura também serviu para esclarecer pontos que ainda geravam dúvidas entre os funcionários, principalmente sobre o reconhecimento financeiro de R$ 3 mil, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), a Cassi e outras medidas previstas no acordo.

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Banco do Brasil diz que proposta chegou ao limite

Banco do Brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A retomada das negociações ocorreu por decisão das assembleias realizadas nas bases sindicais. A expectativa dos representantes dos funcionários era buscar melhorias em pontos que ainda estavam em discussão.

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, afirmou que os trabalhadores aprovaram a reabertura justamente porque entendiam que ainda havia espaço para negociação.

Na nova reunião, porém, o BB manteve a proposta anterior.

Segundo o banco, não haverá novos avanços nos itens negociados. A instituição também citou as restrições impostas pela legislação eleitoral como um dos fatores que limitam possíveis alterações.

A legislação eleitoral estabelece restrições à revisão geral da remuneração de agentes públicos em determinados períodos que antecedem as eleições. No caso das empresas estatais, a aplicação de cada regra depende da natureza da medida e do enquadramento jurídico correspondente.

Por isso, a justificativa apresentada pelo BB representa a posição da instituição sobre os limites para a negociação neste momento.

O que acontece com a PLR dos funcionários do BB?

A PLR é um dos pontos que mais chamam a atenção dos funcionários porque está diretamente relacionada ao calendário de pagamentos.

O Banco do Brasil informou que não poderá realizar o processamento da PLR sem a assinatura que garanta juridicamente o crédito do valor. A instituição também afirmou que não é possível realizar dois processamentos em datas diferentes.

Segundo o banco, a decisão está relacionada a uma autuação anterior por pagamentos realizados em datas distintas.

Na prática, os funcionários que não estiverem abrangidos pela assinatura do ACT no momento do processamento não receberão a antecipação prevista para setembro, de acordo com a explicação apresentada pelo BB.

Haverá outro pagamento em fevereiro de 2027, mas, conforme informado pelo banco, sem direito à parcela de setembro referente à antecipação.

A proposta estabelece ainda que a PLR seja creditada em até 72 horas após a assinatura do ACT por todas as bases.

A data definitiva da assinatura deverá ser informada posteriormente pelos sindicatos.

Quem poderá receber os R$ 3 mil do Banco do Brasil?

Outro ponto esclarecido durante a reabertura foi o reconhecimento financeiro de R$ 3 mil previsto na Campanha de Adimplência 2026.

Segundo o Banco do Brasil, aproximadamente 71,5 mil funcionários fazem parte do público-alvo do pagamento.

Estão incluídos trabalhadores lotados em áreas de negócio e apoio. Funcionários de áreas táticas e estratégicas não fazem parte do público definido para o bônus.

O BB também esclareceu que os R$ 3 mil não representam uma nova meta individual.

O indicador de adimplência já está estabelecido para as unidades do banco. Caso o índice previsto na campanha seja alcançado, todos os funcionários que estiverem dentro do público-alvo receberão o reconhecimento financeiro, respeitadas as regras estabelecidas.

A representação sindical informou que, durante as negociações, havia uma estimativa de 85% de probabilidade de o indicador ser alcançado.

Quando será pago o bônus de R$ 3 mil?

A previsão apresentada é de que o pagamento ocorra após a divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2026.

A expectativa é que o crédito seja realizado em fevereiro de 2027.

O valor, entretanto, está condicionado ao cumprimento do indicador previsto na Campanha de Adimplência 2026. Portanto, o pagamento não deve ser tratado como automático antes da confirmação do resultado e do cumprimento das regras.

Cassi terá adiantamento de R$ 360 milhões

A proposta também prevê um impacto financeiro relevante para a Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi).

O banco propôs um adiantamento de R$ 360 milhões da contribuição patronal para o Plano de Associados da Cassi.

A medida está relacionada às discussões sobre o custeio e a sustentabilidade financeira da assistência à saúde dos funcionários.

Durante a negociação, a Comissão de Empresa também pediu esclarecimentos sobre a contratação da Cassi para atendimento do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).

O banco informou que pretende priorizar a contratação da Cassi sempre que houver possibilidade.

Licença-paternidade pode passar de 20 para 35 dias

Entre os avanços previstos no ACT está a ampliação da licença-paternidade.

A proposta prevê que o período passe de 20 para 35 dias.

A mudança será aplicável aos pais de filhos nascidos a partir de 30 dias após a assinatura do acordo, conforme as condições estabelecidas na proposta.

A ampliação representa 15 dias adicionais de licença em relação ao período atualmente previsto no acordo específico.

Auxílio para filhos com deficiência terá aumento

Outro benefício previsto é o reajuste do auxílio destinado aos funcionários com filhos com deficiência.

O valor passará de R$ 760,48 para R$ 874,55, segundo a proposta.

O aumento corresponde a aproximadamente 15%.

A medida faz parte de um conjunto de mudanças relacionadas à inclusão e ao apoio aos trabalhadores que possuem dependentes com deficiência.

Salário de referência das centrais de relacionamento aumenta

A proposta também prevê alteração no salário de referência para funcionários das centrais de relacionamento.

O valor passará de R$ 4.795,12 para R$ 6.302,77, a partir de janeiro de 2027.

A mudança representa uma elevação de cerca de R$ 1,5 mil no salário de referência.

Quais outros benefícios estão previstos no ACT?

Além dos principais pontos financeiros, a proposta reúne mudanças em carreira, inclusão, saúde e condições de trabalho.

Entre os itens apresentados estão:

  • Carreira: compromisso de realizar estudos para revisão dos critérios do Plano de Carreira e Remuneração;
  • PCDs: financiamento sem juros, em até 96 meses, para pais de filhos com deficiência;
  • PCDs: cinco jornadas para reparos em equipamentos;
  • Anbima: abono de até cinco dias para deslocamento e realização das provas;
  • Violência doméstica: estabilidade na função comissionada por seis meses após o retorno à função nos casos relacionados à Lei Maria da Penha;
  • Ações afirmativas: inclusão de políticas que priorizam mulheres, pessoas com deficiência e pessoas não brancas nos processos seletivos internos;
  • 31 de dezembro: abono da ausência na data;
  • Assalto: indenização de até R$ 550,5 mil em caso de morte decorrente de assalto;
  • Endividamento: apresentação de novo modelo para enfrentar o endividamento dos funcionários;
  • Doenças crônicas: revisão dos exames complementares;
  • Programa Bem Viver: inclusão de egressos de bancos incorporados, condicionada à expansão do atendimento nas CliniCassi;
  • SESMT: possibilidade de contratação da Cassi para atendimento;
  • União estável: abono de oito dias para formalização.

Banco do Brasil terá programa para riscos psicossociais

A proposta também envolve a participação dos sindicatos no Programa de Gerenciamento de Riscos Psicossociais.

A medida está relacionada à atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que passou a tratar de maneira mais específica dos fatores psicossociais relacionados ao trabalho.

O objetivo é identificar e reduzir situações que possam contribuir para o adoecimento dos trabalhadores, incluindo problemas relacionados à organização do trabalho, excesso de cobrança e pressão profissional.

Segundo o que foi informado durante a negociação, o Banco do Brasil cumprirá a cláusula da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) que prevê a participação dos sindicatos nesse processo.

O que acontece agora com o acordo dos funcionários do BB?

A próxima etapa será a avaliação da proposta pelas bases sindicais que ainda não aprovaram o acordo.

Os sindicatos dessas regiões deverão convocar novas assembleias para apresentar aos funcionários a resposta do Banco do Brasil sobre a reabertura das negociações.

A situação pode, portanto, variar entre as diferentes bases de representação.

Outro ponto que permanecia sem resposta era o pedido de prorrogação da chamada ultratividade. Até a atualização mais recente, o banco ainda não havia apresentado uma posição definitiva sobre o assunto.

O Banco do Brasil vai aumentar a proposta?

Até o momento, não.

Na reabertura das negociações, o Banco do Brasil reafirmou que a proposta anteriormente apresentada representa o limite da instituição e que não pretende avançar nas reivindicações.

Isso significa que, caso não haja uma nova mudança de posição, os trabalhadores deverão avaliar a proposta nos termos atualmente apresentados.

O que o funcionário deve fazer agora?

O funcionário do Banco do Brasil deve acompanhar os comunicados do sindicato responsável por sua base e verificar a convocação para eventuais assembleias.

Também é importante observar as condições específicas para cada benefício.

No caso dos R$ 3 mil, por exemplo, o pagamento depende do cumprimento do indicador da Campanha de Adimplência e da inclusão do trabalhador no público-alvo.

Já no caso da PLR, a assinatura do ACT tem impacto direto sobre o processamento da antecipação, conforme os esclarecimentos apresentados pelo banco.

O que está em jogo para os funcionários?

Banco do Brasil
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A proposta do Banco do Brasil combina ganhos em benefícios e condições de trabalho com pontos que continuam sem atendimento integral às reivindicações dos trabalhadores.

Entre os principais avanços estão a possibilidade de R$ 3 mil de reconhecimento financeiro, a ampliação da licença-paternidade para 35 dias, o aumento do auxílio para filhos com deficiência, mudanças nas centrais de relacionamento e o adiantamento de R$ 360 milhões para a Cassi.

A PLR, por outro lado, é um dos pontos que exigem maior atenção no calendário imediato, já que o banco condicionou o processamento à assinatura do acordo.

Com o BB afirmando que não pretende apresentar uma proposta melhor, a decisão agora volta para as bases sindicais. Os funcionários deverão avaliar os termos apresentados antes da conclusão da negociação e da assinatura do novo ACT.

Conclusão

Com a decisão do Banco do Brasil de manter a proposta apresentada, a negociação do ACT entra em uma etapa decisiva. O banco afirma que não pretende avançar nos termos oferecidos, enquanto as bases sindicais ainda precisam avaliar a resposta e definir os próximos passos.

Para os funcionários, os principais pontos de atenção são o processamento da PLR, o reconhecimento financeiro de R$ 3 mil para o público elegível, as mudanças nos benefícios e as medidas relacionadas à Cassi, carreira, inclusão e saúde no trabalho.

Agora, a orientação é acompanhar as assembleias e os comunicados do sindicato de cada base. A assinatura do ACT será determinante para a formalização dos novos direitos e também para o calendário dos pagamentos previstos no acordo.

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