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INSS muda regras e exige documento obrigatório para poder depositar a aposentadoria

A partir de 2028, o INSS aceitará apenas a Carteira de Identidade Nacional (CIN) para solicitação e manutenção de benefícios.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) anunciou que, a partir de 1º de janeiro de 2028, somente a Carteira de Identidade Nacional (CIN) será aceita como documento oficial com biometria para solicitar ou manter benefícios. A medida faz parte de um processo de padronização nacional e de combate a fraudes.

O Decreto nº 12.561 estabelece um cronograma gradual de implementação. Desde 21 de novembro de 2025, todos os novos pedidos de benefícios já devem incluir uma biometria válida. Até lá, ainda serão aceitas biometrias da CIN, da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) ou do Título de Eleitor.

Por que o INSS implementa a mudança

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Segundo o INSS, a exigência da CIN visa reforçar a segurança na identificação dos cidadãos. O objetivo é proteger os dados pessoais e assegurar que os benefícios sejam pagos apenas a quem tem direito, evitando fraudes e erros de pagamento.

Especialistas em segurança pública afirmam que a padronização permitirá:

  • Reduzir o uso de documentos falsos;
  • Evitar saques indevidos de benefícios;
  • Garantir autenticidade em requerimentos online;
  • Facilitar o cruzamento de dados entre órgãos públicos.

Cronograma de implementação

O processo será gradual, seguindo estas etapas:

  • 21 de novembro de 2025: todos os novos pedidos de benefícios exigem biometria. Até então, CIN, CNH ou Título de Eleitor ainda são aceitos;
  • 1º de maio de 2026: cidadãos sem biometria em nenhum documento deverão emitir a CIN;
  • 1º de janeiro de 2028: apenas a nova identidade nacional será aceita, tanto para novos pedidos quanto para a manutenção de benefícios já ativos.

Quem precisa se preocupar com a mudança

Atualmente, aposentados e pensionistas que já recebem benefícios não serão afetados de forma imediata. O INSS informa que não haverá bloqueio automático de pagamentos. Atualizações biométricas, quando necessárias, serão solicitadas individualmente, e o cidadão será avisado com antecedência.

Quem está dispensado da exigência

O governo definiu alguns grupos que não precisarão cumprir a obrigatoriedade até que alternativas adequadas sejam oferecidas:

  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Indivíduos com dificuldade de locomoção comprovada;
  • Moradores de áreas de difícil acesso, atendidas pelo programa PREVBarco;
  • Migrantes, refugiados e apátridas;
  • Brasileiros residentes no exterior.

Além disso, haverá dispensa temporária — até 30 de abril de 2026 — para quem solicitar:

  • Salário-maternidade;
  • Benefício por incapacidade temporária;
  • Pensão por morte.

Como obter a nova Carteira de Identidade Nacional

A CIN é um documento unificado que integra biometria, QR Code e padrões internacionais de segurança. Para emitir a CIN, é necessário agendar atendimento nos órgãos competentes, apresentar documentação básica e, quando exigido, realizar coleta de biometria.

Especialistas recomendam que cidadãos que ainda não possuem a CIN antecipem o processo para evitar contratempos em 2026 e 2028.

Vantagens da padronização

O sistema integrado permitirá:

  • Maior agilidade no atendimento presencial e digital;
  • Redução de fraudes e uso indevido de benefícios;
  • Facilitação no cruzamento de dados com órgãos públicos, aumentando a segurança;
  • Modernização dos serviços públicos, alinhando o Brasil a padrões internacionais.

Impactos para aposentados e pensionistas

Apesar da exigência, os aposentados e pensionistas não precisam se preocupar imediatamente. A atualização biométrica será solicitada caso a caso, com orientações claras do INSS.

No entanto, é recomendado que beneficiários mantenham seus dados atualizados, principalmente aqueles que ainda não possuem CIN, CNH ou Título de Eleitor com biometria, para garantir que o pagamento de benefícios não seja afetado futuramente.

Possíveis desafios

Alguns especialistas apontam que o principal desafio será alcançar populações em áreas remotas e cidadãos com dificuldade de locomoção. Programas como PREVBarco e medidas de atendimento especial serão fundamentais para garantir inclusão e acesso à CIN.

Perguntas frequentes (FAQ)

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O que muda no INSS a partir de 2028?

A partir de 1º de janeiro de 2028, apenas a Carteira de Identidade Nacional (CIN) será aceita para solicitar ou manter benefícios. Outros documentos com biometria deixarão de ser válidos.

Quem está dispensado da exigência da CIN?

Pessoas com mais de 80 anos, cidadãos com dificuldade de locomoção comprovada, moradores de áreas remotas atendidas pelo PREVBarco, migrantes, refugiados, apátridas e brasileiros residentes no exterior estão dispensados temporariamente.

E quem já recebe aposentadoria ou pensão?

Atualmente, não haverá bloqueio automático. Atualizações biométricas serão solicitadas individualmente, com aviso prévio e orientações do INSS.

Quando será obrigatória a CIN para novos pedidos?

A obrigatoriedade inicia em 1º de maio de 2026 para quem ainda não possui biometria em nenhum documento. A partir de 1º de janeiro de 2028, a exigência será definitiva.

Como emitir a Carteira de Identidade Nacional?

A CIN pode ser emitida nos órgãos de identificação competentes, mediante agendamento e apresentação de documentos básicos. A biometria será coletada no processo.

Quais benefícios temporários têm dispensa até abril de 2026?

Salário-maternidade, benefício por incapacidade temporária e pensão por morte têm dispensa temporária da exigência de biometria até 30 de abril de 2026.

Considerações finais

A mudança promovida pelo INSS representa um passo importante na modernização do sistema de benefícios, visando segurança, agilidade e prevenção de fraudes. A padronização nacional da Carteira de Identidade Nacional com biometria integrada promete simplificar o processo de solicitação e manutenção de benefícios, garantindo que os recursos cheguem efetivamente a quem tem direito.

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Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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