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Prévia da inflação desacelera para 0,06% em julho e fica abaixo das expectativas

Prévia da inflação desacelera para 0,06% em julho de 2026. Veja o que mais subiu, o que ficou mais barato e o acumulado do IPCA-15.

Jessica CassanaPor Jessica Cassana5 min de leitura
Prévia da inflação desacelera para 0,06% em julho e fica abaixo das expectativas

A prévia da inflação oficial do Brasil praticamente ficou estável em julho de 2026. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou alta de 0,06%, resultado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O percentual ficou abaixo das projeções do mercado financeiro, que esperava um avanço próximo de 0,20%.

Apesar da desaceleração, alguns itens importantes para o orçamento das famílias continuaram pressionando os preços, principalmente a energia elétrica e as passagens aéreas. Por outro lado, a queda dos alimentos ajudou a conter o índice e evitou uma inflação mais elevada no mês.

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O que é o IPCA-15?

inflação julho
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

O IPCA-15 é considerado a prévia da inflação oficial do país.

Calculado pelo IBGE, o indicador acompanha a variação dos preços de produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e 40 salários mínimos nas principais regiões metropolitanas do Brasil.

Embora não seja exatamente o índice oficial do mês, ele costuma antecipar a tendência do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), utilizado como referência para a meta de inflação definida pelo Banco Central.

Inflação desacelera e surpreende o mercado

O resultado de julho ficou abaixo das expectativas de economistas e instituições financeiras.

Confira a comparação:

  • IPCA-15 de julho de 2026: 0,06%;
  • Expectativa do mercado: entre 0,19% e 0,21%;
  • IPCA-15 de junho de 2026: 0,41%;
  • IPCA-15 de julho de 2025: 0,33%.

O desempenho mostra uma desaceleração significativa em relação aos meses anteriores e reforça um cenário de inflação mais controlada.

Energia elétrica foi a maior pressão sobre a inflação

Mesmo com o índice praticamente estável, a habitação foi o grupo que mais contribuiu para a alta dos preços.

O segmento registrou avanço de 0,97%, impulsionado principalmente pela energia elétrica residencial.

A conta de luz apresentou aumento de 3,03%, tornando-se o item com maior impacto individual sobre o IPCA-15 de julho.

A energia elétrica costuma exercer forte influência sobre a inflação por fazer parte do orçamento de praticamente todas as famílias brasileiras.

Passagens aéreas também ficaram mais caras

Outro destaque entre os aumentos foi o grupo dos transportes, que registrou alta de 0,11%.

O principal responsável foi o preço das passagens aéreas, que subiram 11,70% no período.

As elevações refletem fatores como:

  • maior demanda por viagens;
  • custos operacionais das companhias aéreas;
  • variações cambiais;
  • ajustes tarifários.

Saúde e despesas pessoais também tiveram alta

Além da habitação, outros grupos apresentaram elevação moderada.

Saúde e cuidados pessoais

O grupo avançou 0,28%, refletindo reajustes em diversos produtos e serviços ligados ao setor.

Despesas pessoais

Registraram aumento de 0,08%, contribuindo de forma mais discreta para o resultado geral da inflação.

Alimentos ficaram mais baratos e ajudaram a conter o índice

A principal razão para a inflação praticamente estável em julho foi a queda dos preços dos alimentos.

O grupo Alimentação e bebidas registrou deflação de 0,66%.

Já a alimentação consumida dentro de casa caiu 1,14%.

Entre os produtos com maior redução de preços destacam-se:

  • tomate: -19,95%;
  • batata-inglesa: -10,03%;
  • café moído: -3,13%.

A redução desses alimentos compensou parte dos aumentos observados em energia elétrica e transporte.

Vestuário também registrou queda

Outro grupo que contribuiu para reduzir o índice foi o de vestuário.

Os preços das roupas e acessórios apresentaram recuo de 0,33% em julho.

Também houve pequenas quedas nos grupos:

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  • Educação: -0,04%;
  • Comunicação: -0,02%.

Qual é a inflação acumulada em 2026?

Mesmo com a desaceleração registrada em julho, o acumulado da inflação continua acima de 3% no ano.

Segundo o IBGE:

  • Acumulado em 2026: 3,51%;
  • Acumulado em 12 meses: 4,52%.

Esses indicadores são acompanhados de perto pelo Banco Central, pois influenciam decisões sobre a taxa básica de juros (Selic) e a política monetária.

Como a inflação afeta o dia a dia?

Inflação
Imagem: Edição/ Seu Crédito Digital

A inflação mede a variação média dos preços de produtos e serviços consumidos pela população.

Quando ela desacelera, significa que os preços continuam subindo, mas em ritmo menor.

Na prática, isso pode representar:

  • menor pressão sobre o orçamento das famílias;
  • maior previsibilidade para empresas;
  • ambiente mais favorável para consumo e investimentos.

Entretanto, aumentos em itens essenciais, como energia elétrica, ainda impactam significativamente o custo de vida.

O que esperar para os próximos meses?

O comportamento da inflação dependerá de fatores como:

  • preços dos combustíveis;
  • custo da energia elétrica;
  • produção agrícola;
  • câmbio;
  • cenário internacional;
  • política monetária.

A continuidade da queda nos preços dos alimentos pode ajudar a manter a inflação sob controle. Por outro lado, reajustes em serviços públicos ou novas pressões sobre combustíveis e energia podem voltar a acelerar o índice.

Prévia indica inflação mais comportada em julho

O resultado de 0,06% no IPCA-15 de julho mostra uma desaceleração importante da inflação brasileira, surpreendendo positivamente o mercado financeiro.

Embora a alta da energia elétrica e das passagens aéreas tenha pressionado o índice, a queda expressiva dos alimentos foi suficiente para manter a inflação praticamente estável. O desempenho reforça um cenário de menor pressão inflacionária no curto prazo, mas a evolução dos preços continuará sendo acompanhada de perto por consumidores, empresas e autoridades econômicas.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Jessica Cassana

Autor

Jessica Cassana

Jéssica Cassana é especialista em benefícios sociais e atua como redatora no portal Seu Crédito Digital. Com linguagem acessível e conteúdo direto ao ponto, compartilha orientações práticas sobre o Bolsa Família, CadÚnico, CRAS, Caixa Tem e demais programas do governo. Sua missão é ajudar os leitores a entender e acessar seus direitos com mais autonomia, segurança e clareza.

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