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Calendário do IR 2026: saiba quando declarar e quando sai a restituição

A expectativa em torno do calendário do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 cresce à medida que o início do ano avança e milhões de brasileiros começa

Bruna MachadoPor Bruna Machado8 min de leitura
Imposto de Renda ir

A expectativa em torno do calendário do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) de 2026 cresce à medida que o início do ano avança e milhões de brasileiros começam a se organizar para prestar contas à Receita Federal. Embora o Fisco ainda não tenha divulgado oficialmente as datas de entrega da declaração referente ao ano-calendário de 2025, o histórico recente permite antecipar um cenário bastante consistente para os contribuintes.

Nos últimos anos, o prazo para envio da declaração deixou de terminar em abril e passou a se estender até o fim de maio. O que começou como uma medida excepcional durante a pandemia da Covid-19 acabou sendo incorporado à rotina da Receita Federal, principalmente para viabilizar o uso mais amplo da declaração pré-preenchida, considerada uma das maiores inovações do sistema.

Enquanto a confirmação oficial não vem, especialistas reforçam que o momento é ideal para planejamento, especialmente diante das profundas mudanças promovidas na tabela do Imposto de Renda em 2026, que ampliaram a faixa de isenção e criaram um novo imposto mínimo para a alta renda.

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Imposto de Renda 2026: Regras, isenções e quem deve declarar

Calendário do Imposto de Renda 2026: o que esperar

Mesmo sem a publicação oficial do calendário, o comportamento adotado pela Receita Federal nos últimos exercícios fiscais serve como um forte indicativo de como será o cronograma em 2026.

Padrão consolidado entre março e maio

Desde 2023, a Receita Federal passou a adotar definitivamente o intervalo entre março e maio para a entrega da declaração do Imposto de Renda.

Como foi em anos anteriores

Em 2025, o prazo teve início em 17 de março e se encerrou em 30 de maio, com ajuste da data inicial para o primeiro dia útil após 15 de março.
Em 2024, o envio ocorreu entre 15 de março e 31 de maio, com uma prorrogação excepcional até agosto apenas para contribuintes de municípios do Rio Grande do Sul afetados por calamidade climática.

Antes desse período, entre 2020 e 2022, os prazos foram alterados diversas vezes em razão da pandemia, o que reforça a ideia de que, na ausência de eventos extraordinários, o modelo atual tende a se manter.

Quando deve começar a declaração em 2026

Especialistas avaliam que a declaração do Imposto de Renda 2026 deve seguir exatamente esse padrão, com abertura em meados de março e encerramento no fim de maio. A expectativa é que o prazo comece entre os dias 15 e 17 de março, dependendo do calendário e dos dias úteis.

Confirmação oficial depende do Diário Oficial

Apesar das projeções, a confirmação oficial do calendário do Imposto de Renda 2026 só ocorre após a publicação da Instrução Normativa da Receita Federal no Diário Oficial da União.

O que traz a Instrução Normativa

Tradicionalmente, esse ato normativo detalha:

  • Datas de início e fim da entrega
  • Obrigatoriedade de declaração
  • Formas de envio
  • Regras específicas do ano
  • Novidades no programa da Receita

A publicação costuma ocorrer nos primeiros meses do ano, geralmente entre fevereiro e março.

Por que não deixar para a última hora

Enquanto o calendário oficial não é divulgado, a recomendação dos especialistas é clara: não deixar a organização para os últimos dias. Informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas, gastos com educação, dados bancários e registros de bens devem ser separados com antecedência.

Esse cuidado reduz o risco de erros, atrasos e multas, além de acelerar o processamento da restituição para quem tem direito.

Nova tabela do Imposto de Renda 2026 amplia a isenção

Desde 1º de janeiro de 2026, entrou em vigor a nova tabela mensal do Imposto de Renda, trazendo mudanças relevantes para milhões de brasileiros. A principal novidade é a isenção total para quem recebe até R$ 5 mil por mês.

Objetivo da reformulação do IR

A medida faz parte de uma reformulação mais ampla do sistema tributário do Imposto de Renda e busca aliviar a carga sobre trabalhadores, aposentados e a classe média, mantendo o equilíbrio fiscal por meio de ajustes na tributação da alta renda.

Quem fica totalmente isento do Imposto de Renda em 2026

Com a nova regra, passam a ficar isentos do Imposto de Renda mensal os contribuintes cuja renda não ultrapasse R$ 5 mil.

Quem se enquadra na isenção total

  • Trabalhadores com carteira assinada
  • Servidores públicos
  • Aposentados e pensionistas do INSS
  • Beneficiários de regimes próprios de previdência

A Receita Federal alerta, no entanto, que contribuintes com mais de uma fonte de renda podem ter imposto a pagar na declaração anual, mesmo que cada rendimento individual esteja dentro do limite mensal de isenção.

Redução parcial do imposto para rendas até R$ 7.350

Para quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês, a legislação prevê uma redução gradual do imposto devido.

Como funciona o desconto progressivo

Quanto mais próxima a renda estiver de R$ 5 mil, maior será o desconto aplicado. À medida que o salário se aproxima de R$ 7.350, o benefício diminui até ser completamente eliminado.

Essa regra também se aplica ao 13º salário, o que pode gerar impacto positivo no valor líquido recebido ao final do ano.

Fórmula da redução mensal em 2026

  • Até R$ 5 mil: redução de até R$ 312,89, zerando o imposto
  • De R$ 5.000,01 a R$ 7.350:
    R$ 978,62 – (0,133145 × renda mensal)
  • Acima de R$ 7.350,01: não há redução

Tabela tradicional segue válida para rendas mais altas

Para rendimentos acima de R$ 7.350, continuam em vigor as faixas e alíquotas tradicionais do Imposto de Renda.

Faixas mensais do IRPF

  • Até R$ 2.428,80: isento
  • De R$ 2.428,81 a R$ 2.826,65: 7,5%
  • De R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05: 15%
  • De R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68: 22,5%
  • Acima de R$ 4.664,68: 27,5%

Essas alíquotas continuam sendo aplicadas normalmente para quem não se beneficia da nova faixa de redução.

Mudanças também afetam a apuração anual

Além da tabela mensal, o governo instituiu novas regras para o cálculo anual do Imposto de Renda, o que impacta diretamente a declaração de ajuste anual.

Novos limites anuais de isenção

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  • Isenção total para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026
  • Redução gradual para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil
  • Acima desse valor, não há desconto adicional

O redutor anual é limitado ao imposto devido, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição extra automática.

Imposto mínimo atinge contribuintes de alta renda

Para compensar a ampliação da isenção e a redução da carga tributária sobre a classe média, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM).

Quem será afetado pelo imposto mínimo

A nova regra alcança contribuintes com renda anual superior a R$ 600 mil, com alíquota progressiva que pode chegar a 10% para rendimentos acima de R$ 1,2 milhão.

Segundo estimativas do governo federal, cerca de 141 mil contribuintes serão impactados. A cobrança começará a ser apurada apenas na declaração de 2027.

Deduções permanecem sem alterações em 2026

A reforma do Imposto de Renda não modificou as principais deduções permitidas, que seguem com os mesmos limites.

Principais deduções mantidas

  • Dependentes: R$ 189,59 por mês
  • Desconto simplificado mensal: até R$ 607,20
  • Gastos com educação: até R$ 3.561,50 por pessoa ao ano
  • Desconto simplificado anual: até R$ 17.640

Essas deduções continuam sendo fundamentais para reduzir o imposto devido ou aumentar o valor da restituição.

Impacto esperado para os contribuintes

De acordo com o governo, as mudanças devem beneficiar cerca de 16 milhões de brasileiros, ampliando a faixa de isenção e reduzindo a carga tributária sobre a classe média.

Ao mesmo tempo, o novo modelo reforça a tributação sobre a alta renda, buscando maior equilíbrio no sistema fiscal.

Como se preparar para o Imposto de Renda 2026

Mesmo sem o calendário oficial divulgado, algumas medidas práticas podem facilitar a vida do contribuinte.

Organização antecipada faz diferença

  • Separe informes de rendimentos
  • Guarde recibos médicos e educacionais
  • Atualize dados bancários
  • Revise informações de bens e investimentos

Essa preparação reduz o risco de cair na malha fina e agiliza a restituição.

Considerações finais

A expectativa em torno do calendário do Imposto de Renda 2026 é acompanhada por mudanças profundas nas regras de tributação, que ampliam a isenção, reduzem a carga para a classe média e criam novos mecanismos de compensação fiscal. Embora a Receita Federal ainda não tenha divulgado oficialmente as datas, o padrão recente indica que a declaração deve ocorrer entre março e maio.

Enquanto isso, planejamento, organização e atenção às novas regras são fundamentais para evitar erros e aproveitar ao máximo os benefícios da nova legislação.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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