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IRPF aprovado: isenção sobe para R$ 7.350; veja se você para de pagar Imposto de Renda

Nova tabela do Imposto de Renda eleva isenção para R$ 5 mil e traz descontos progressivos até R$ 7.350. Entenda como calcular.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
IMPOSTO DE RENDA 6 CANVA ir

A nova tabela do Imposto de Renda foi aprovada pelo Senado Federal e agora aguarda sanção presidencial. O texto eleva a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês e cria uma cobrança progressiva para rendas até R$ 7.350. A medida deve entrar em vigor em 2026 e impactará diretamente a declaração do IR de 2027.

Com a atualização, o governo busca corrigir distorções acumuladas pela inflação e aliviar o peso tributário sobre os contribuintes de menor renda. A proposta foi aprovada por unanimidade e faz parte do compromisso de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reduzir a carga tributária sobre os trabalhadores.

“A nova tabela do IR representa um alívio real no bolso do brasileiro e uma correção necessária após anos de defasagem”, destacou um dos parlamentares durante a votação.

Leia mais: Nova tabela do Imposto de Renda: veja quanto vai pagar

Como funciona a nova tabela do Imposto de Renda

O projeto aprovado traz uma mudança estrutural na forma de cálculo do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF). A partir da nova regra, quem ganha até R$ 5.000 mensais será totalmente isento. Já quem recebe entre R$ 5.001 e R$ 7.350 terá descontos progressivos, com base em um cálculo que reduz gradualmente o valor do imposto.

De acordo com o contador Rogério Alexandre Gonçalves, professor da FIA Business School, o desconto é calculado pela fórmula:

Desconto = R$ 978,62 – (0,133145 x renda tributável)

Isso significa que, quanto maior a renda dentro da faixa intermediária, menor será o desconto aplicado.

Impacto do novo Imposto de Renda por faixa salarial

Os efeitos práticos da medida podem ser observados nas simulações feitas por especialistas:

  • Quem ganha R$ 5.500: redução de R$ 603,77 para R$ 357,45 por mês
  • R$ 6.000: de R$ 741,27 para R$ 561,52
  • R$ 6.500: de R$ 878,77 para R$ 765,59
  • R$ 7.000: de R$ 1.016,27 para R$ 969,67
  • Acima de R$ 7.350: mantém a cobrança integral de 27,5%

Esses cálculos mostram que a economia anual pode ultrapassar R$ 3.200 para quem ganha R$ 5,5 mil, considerando o décimo terceiro salário.

Além de beneficiar diretamente os trabalhadores assalariados, o novo modelo deve movimentar o consumo interno, já que aumenta a renda disponível de milhões de brasileiros.

Por que a atualização do Imposto de Renda é necessária

A defasagem da tabela do Imposto de Renda é um tema recorrente nas discussões econômicas. Desde 2015, a tabela não era reajustada de forma significativa, o que fez com que muitos brasileiros passassem a pagar imposto mesmo com rendas relativamente baixas.

Segundo dados do Sindifisco Nacional, a defasagem acumulada nos últimos anos ultrapassa 150%. Em outras palavras, a tabela atual não acompanha o aumento do custo de vida.
A nova política busca corrigir parte desse problema, trazendo um modelo mais justo e escalonado de tributação.

Impacto econômico e social da medida

Economistas apontam que o impacto fiscal da medida será significativo, mas administrável. A perda de arrecadação será compensada por ajustes em outras áreas, segundo o governo federal.

A médio prazo, a expectativa é que o aumento da renda líquida das famílias estimule o consumo e o crescimento econômico.

“Quando se reduz o imposto sobre a renda, há uma melhora direta no poder de compra, especialmente entre as classes médias e baixas”, explica Gonçalves.

Como o contribuinte deve se preparar para 2027

A mudança no Imposto de Renda começará a valer apenas em 2026, afetando a declaração feita em 2027. Até lá, a Receita Federal deve divulgar novas instruções e atualizações do programa IRPF 2027.

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Veja algumas dicas práticas para os contribuintes:

  1. Atualize seus dados cadastrais no portal da Receita Federal.
  2. Organize documentos e comprovantes de renda ao longo do ano.
  3. Simule o novo desconto progressivo para avaliar o impacto no seu salário líquido.
  4. Verifique se vale a pena declarar como simplificado ou completo.
  5. Acompanhe as novas regras assim que o projeto for sancionado.

O que muda para quem está acima da nova faixa

Os contribuintes com rendimentos superiores a R$ 7.350 continuarão sendo tributados na alíquota máxima de 27,5%. Contudo, especialistas avaliam que o governo poderá avaliar novas faixas em 2027, caso haja espaço fiscal.

Além disso, a Receita Federal planeja reforçar a fiscalização sobre grandes rendimentos e isenções indevidas, o que pode equilibrar a arrecadação diante da ampliação da faixa de isenção.

Expectativa pela sanção presidencial

A proposta segue agora para sanção do presidente Lula, que já sinalizou apoio integral à medida. Com a assinatura, o texto deve ser publicado no Diário Oficial da União, oficializando a nova tabela do Imposto de Renda.

A expectativa é que o reajuste beneficie mais de 13 milhões de brasileiros, reduzindo a desigualdade tributária e fortalecendo a política de redistribuição de renda.

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Com informações de: Terra

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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