A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) já começa a produzir efeitos concretos no bolso dos contribuintes de Roraima. Segundo dados da Receita Federal, a mudança impacta diretamente 35,4 mil roraimenses: 21,5 mil deixam de pagar o imposto integralmente, enquanto outros 13,9 mil passam a recolher um valor menor, com desconto parcial.
Novas regras do Imposto de Renda devem impulsionar consumo local
Nova lei do Imposto de Renda amplia isenção em Roraima, beneficia 48,4 mil contribuintes e reduz imposto para rendas intermediárias.
Com a nova legislação, o número de pessoas totalmente isentas do Imposto de Renda no estado quase dobrou. Até o ano passado, eram 26,8 mil contribuintes livres da cobrança. Agora, o total sobe para 48,4 mil, representando um alívio fiscal significativo para trabalhadores de baixa e média renda.
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Quando a mudança começa a valer
Parte dos contribuintes já percebeu a diferença no contracheque de janeiro, especialmente aqueles com renda mensal próxima ao novo limite de isenção. No entanto, para a maioria dos trabalhadores, a vigência prática da nova regra começa a partir deste mês, quando os sistemas de retenção do imposto passam a refletir integralmente as mudanças aprovadas em lei.
Na prática, isso significa menos desconto mensal ou, em muitos casos, nenhum desconto de IR na folha de pagamento.
O que diz a nova lei do Imposto de Renda
A lei que ampliou a faixa de isenção foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2025. A norma estabelece:
- Isenção total do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil por mês;
- Redução proporcional do imposto para contribuintes com renda um pouco acima desse valor;
- Aumento da tributação para rendas altas como forma de compensação fiscal.
O objetivo, segundo o governo federal, é aliviar a carga tributária sobre trabalhadores de menor renda sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.
Quem passa a pagar mais imposto
Para compensar a ampliação da isenção, a nova legislação instituiu uma cobrança adicional sobre rendimentos elevados. Contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil passam a pagar um imposto extra, aplicado gradualmente.
A alíquota máxima chega a 10% sobre os rendimentos e deve atingir cerca de 140 mil pessoas em todo o país. De acordo com o Ministério da Fazenda, essa progressividade garante justiça tributária e evita perda de arrecadação para o financiamento de políticas públicas essenciais.
O que não entra na nova regra de isenção
Apesar do avanço, nem todos os rendimentos são contemplados pela nova faixa de isenção. A lei deixa claro que determinados valores continuam sujeitos à tributação normal, independentemente da renda mensal do contribuinte.
Ficam fora do benefício:
- Ganhos de capital, como lucro na venda de imóveis ou veículos;
- Heranças e doações;
- Rendimentos recebidos acumuladamente (RRA);
- Aplicações financeiras isentas e poupança;
- Indenizações de qualquer natureza.
Essas exceções exigem atenção redobrada na hora de preencher a declaração anual, já que erros podem levar à malha fina.
Limites de imposto e restituição
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Outro ponto relevante da nova legislação é a criação de limites para a soma dos impostos pagos ao longo do ano. Caso o valor retido mensalmente ultrapasse os tetos definidos, o contribuinte terá direito à restituição na declaração anual do Imposto de Renda.
Na prática, isso funciona como um mecanismo de correção, evitando que o trabalhador pague mais imposto do que o devido ao longo do exercício fiscal.
Histórico de correções na tabela do IR
O projeto de isenção para quem ganha até R$ 5 mil foi aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional no ano passado. A medida dá continuidade a um processo de atualização da tabela do Imposto de Renda iniciado em 2023.
Antes disso, a tabela ficou seis anos sem qualquer correção, o que aumentou a carga tributária real sobre os salários devido à inflação. As atualizações de 2023 e 2024 já haviam ampliado a isenção, mas a mudança de 2025 representa o maior salto recente em termos de alcance social.
Impacto direto no orçamento das famílias
Em estados como Roraima, onde a renda média é menor que a de grandes centros do país, a ampliação da isenção tem efeito imediato no consumo e no planejamento financeiro das famílias. O valor que antes era descontado mensalmente pode agora ser direcionado para despesas essenciais, quitação de dívidas ou formação de reserva financeira.
Especialistas avaliam que a medida tende a estimular a economia local, especialmente no comércio e no setor de serviços, ao aumentar a renda disponível da população.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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