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Novas regras do Imposto de Renda devem impulsionar consumo local

Nova lei do Imposto de Renda amplia isenção em Roraima, beneficia 48,4 mil contribuintes e reduz imposto para rendas intermediárias.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes4 min de leitura
Imposto de Renda

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) já começa a produzir efeitos concretos no bolso dos contribuintes de Roraima. Segundo dados da Receita Federal, a mudança impacta diretamente 35,4 mil roraimenses: 21,5 mil deixam de pagar o imposto integralmente, enquanto outros 13,9 mil passam a recolher um valor menor, com desconto parcial.

Com a nova legislação, o número de pessoas totalmente isentas do Imposto de Renda no estado quase dobrou. Até o ano passado, eram 26,8 mil contribuintes livres da cobrança. Agora, o total sobe para 48,4 mil, representando um alívio fiscal significativo para trabalhadores de baixa e média renda.

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Quando a mudança começa a valer

Parte dos contribuintes já percebeu a diferença no contracheque de janeiro, especialmente aqueles com renda mensal próxima ao novo limite de isenção. No entanto, para a maioria dos trabalhadores, a vigência prática da nova regra começa a partir deste mês, quando os sistemas de retenção do imposto passam a refletir integralmente as mudanças aprovadas em lei.

Na prática, isso significa menos desconto mensal ou, em muitos casos, nenhum desconto de IR na folha de pagamento.

O que diz a nova lei do Imposto de Renda

A lei que ampliou a faixa de isenção foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em novembro de 2025. A norma estabelece:

  • Isenção total do IRPF para quem ganha até R$ 5 mil por mês;
  • Redução proporcional do imposto para contribuintes com renda um pouco acima desse valor;
  • Aumento da tributação para rendas altas como forma de compensação fiscal.

O objetivo, segundo o governo federal, é aliviar a carga tributária sobre trabalhadores de menor renda sem comprometer o equilíbrio das contas públicas.

Quem passa a pagar mais imposto

Para compensar a ampliação da isenção, a nova legislação instituiu uma cobrança adicional sobre rendimentos elevados. Contribuintes com renda anual acima de R$ 600 mil passam a pagar um imposto extra, aplicado gradualmente.

A alíquota máxima chega a 10% sobre os rendimentos e deve atingir cerca de 140 mil pessoas em todo o país. De acordo com o Ministério da Fazenda, essa progressividade garante justiça tributária e evita perda de arrecadação para o financiamento de políticas públicas essenciais.

O que não entra na nova regra de isenção

Apesar do avanço, nem todos os rendimentos são contemplados pela nova faixa de isenção. A lei deixa claro que determinados valores continuam sujeitos à tributação normal, independentemente da renda mensal do contribuinte.

Ficam fora do benefício:

  • Ganhos de capital, como lucro na venda de imóveis ou veículos;
  • Heranças e doações;
  • Rendimentos recebidos acumuladamente (RRA);
  • Aplicações financeiras isentas e poupança;
  • Indenizações de qualquer natureza.

Essas exceções exigem atenção redobrada na hora de preencher a declaração anual, já que erros podem levar à malha fina.

Limites de imposto e restituição

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Outro ponto relevante da nova legislação é a criação de limites para a soma dos impostos pagos ao longo do ano. Caso o valor retido mensalmente ultrapasse os tetos definidos, o contribuinte terá direito à restituição na declaração anual do Imposto de Renda.

Na prática, isso funciona como um mecanismo de correção, evitando que o trabalhador pague mais imposto do que o devido ao longo do exercício fiscal.

Histórico de correções na tabela do IR

O projeto de isenção para quem ganha até R$ 5 mil foi aprovado por unanimidade pelo Congresso Nacional no ano passado. A medida dá continuidade a um processo de atualização da tabela do Imposto de Renda iniciado em 2023.

Antes disso, a tabela ficou seis anos sem qualquer correção, o que aumentou a carga tributária real sobre os salários devido à inflação. As atualizações de 2023 e 2024 já haviam ampliado a isenção, mas a mudança de 2025 representa o maior salto recente em termos de alcance social.

Impacto direto no orçamento das famílias

Em estados como Roraima, onde a renda média é menor que a de grandes centros do país, a ampliação da isenção tem efeito imediato no consumo e no planejamento financeiro das famílias. O valor que antes era descontado mensalmente pode agora ser direcionado para despesas essenciais, quitação de dívidas ou formação de reserva financeira.

Especialistas avaliam que a medida tende a estimular a economia local, especialmente no comércio e no setor de serviços, ao aumentar a renda disponível da população.

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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