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Itaú abre o jogo para as varejistas brasileiras; confira

O banco Itaú BBA acaba de abrir o jogo sobre a chegada da gigante asiática Shein ao mercado têxtil nacional. Saiba mais.

Avatar de Ana Ferreira Ana Ferreira · · 2 min de leitura
Shein

Preparados para um novo capítulo na história do varejo de moda brasileiro? O banco Itaú BBA acaba de abrir o jogo sobre a chegada da gigante asiática Shein ao mercado têxtil nacional. 

Enquanto empresas como Lojas Renner, Riachuelo e C&A temem a concorrência, o Itaú traz uma visão otimista para as varejistas locais. Ele desmistifica que a vinda da empresa será uma ameaça ao comércio brasileiro. Venha conferir!

Shein irá nacionalizar as suas vendas

Nesta segunda-feira (24/4), o banco Itaú BBA divulgou um relatório que examina os efeitos da “nacionalização” das vendas da Shein no mercado de vestuário brasileiro. 

A empresa asiática pretende investir R$ 750 milhões para fabricar 85% de suas peças no Brasil em três anos. A qual contará com a colaboração da Coteminas, um grupo liderado por Josué Gomes, presidente da Fiesp. 

A Coteminas vai intermediar a contratação de 2 mil fornecedores para a Shein, o que levou a um aumento de 100% nas ações da Coteminas e 70% nas ações da Springs Global, subsidiária da empresa, no início desta tarde.

Itau abre o jogo com empresas brasileiras

De acordo com o relatório do Itaú BBA, a “nacionalização” da produção da Shein não deve ser vista como uma ameaça direta às varejistas locais no mercado de moda. Pelo contrário, ela cria uma competição justa no Brasil. 

Até o ano passado, a Shein era a terceira maior vendedora de moda no país, com um faturamento de R$8 bilhões. Havia a expectativa de que a empresa dobrasse o seu volume de vendas, ultrapassando as líderes Lojas Renner e Riachuelo.

Já o analista Thiago Macruz, do Itaú BBA, discorda um pouco dessa ideia. Ele afirma que a entrada do gigante chines pode ter um impacto ligeiramente negativo nas varejistas nacionais, já que o mercado de moda brasileiro é altamente competitivo e a presença de um novo concorrente que investirá no país a médio prazo tornará o cenário ainda mais desafiador. 

No entanto, ele recorda que a Shein terá que cumprir as mesmas leis e regulamentações que as empresas brasileiras, o que torna o mercado local mais bem posicionado para competir com a varejista asiática.

Imagem: Jonathan Weiss / Shutterstock.com

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