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Itaú confirma distribuição de R$ 3,99 bilhões aos acionistas

Itaú aprova pagamento de R$ 3,99 bilhões em JCP. Confira valor por ação, datas de corte, pagamento e quem terá direito.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes5 min de leitura
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Os acionistas do Itaú Unibanco receberam uma nova notícia positiva sobre a remuneração dos investimentos. O Conselho de Administração do banco aprovou o pagamento de R$ 3,99 bilhões em Juros sobre o Capital Próprio (JCP), reforçando a estratégia da instituição de distribuir parte dos seus resultados aos investidores.

O anúncio interessa especialmente aos detentores das ações ITUB3 e ITUB4, papéis que estão entre os mais negociados da bolsa brasileira. Com a aprovação, os investidores que mantiverem ações dentro da data estabelecida terão direito a receber os valores previstos ainda em 2026.

A distribuição ocorre em um momento em que muitos investidores buscam ativos capazes de combinar potencial de valorização e geração de renda passiva, especialmente por meio de dividendos e JCP.

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O que foi aprovado pelo Itaú?

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

O Conselho de Administração do Itaú aprovou o pagamento de Juros sobre o Capital Próprio no valor bruto total de R$ 3,99 bilhões, referente ao exercício social de 2026.

O montante será distribuído aos acionistas da seguinte forma:

  • R$ 0,36188 por ação ordinária (ITUB3);
  • R$ 0,36188 por ação preferencial (ITUB4).

Após a incidência do Imposto de Renda retido na fonte, o valor líquido a ser recebido pelos investidores será de aproximadamente R$ 0,298551 por ação.

Quem terá direito ao pagamento?

Terão direito ao recebimento dos JCP os investidores que estiverem posicionados nas ações do Itaú ao final do pregão de 18 de junho de 2026.

Essa data é conhecida pelo mercado como “data-com”, ou seja, o último dia em que a compra das ações garante participação na distribuição anunciada.

O que significa ação “ex-direito”?

A partir de 19 de junho de 2026, as ações do Itaú passarão a ser negociadas na condição “ex-direito”.

Na prática, isso significa que quem comprar os papéis a partir dessa data não terá direito ao recebimento dos Juros sobre o Capital Próprio anunciados.

Por esse motivo, investidores interessados na remuneração precisam observar atentamente o calendário divulgado pela companhia.

Quando o pagamento será realizado?

Segundo o comunicado divulgado pelo banco, o pagamento ocorrerá até o dia 31 de agosto de 2026.

Embora a empresa tenha estabelecido essa data-limite, o crédito poderá ser efetuado antes, conforme a programação interna da instituição financeira e os procedimentos adotados pela B3 e pelas corretoras.

O que são Juros sobre o Capital Próprio?

Os Juros sobre o Capital Próprio são uma forma de remuneração utilizada por empresas brasileiras para distribuir parte dos lucros aos acionistas.

Diferentemente dos dividendos, os JCP possuem tratamento tributário específico.

Como funciona a tributação?

Sobre o valor dos JCP incide Imposto de Renda retido na fonte.

No anúncio do Itaú, a retenção informada é de 17,5%, percentual que reduz o valor efetivamente recebido pelo investidor.

Por isso, embora o valor bruto aprovado seja de R$ 0,36188 por ação, o valor líquido estimado chega a R$ 0,298551 por papel.

Qual a diferença entre dividendos e JCP?

Embora ambos tenham o objetivo de remunerar acionistas, existem diferenças importantes:

Dividendos

  • São isentos de Imposto de Renda para pessoas físicas;
  • Distribuídos diretamente a partir do lucro da empresa;
  • Não geram dedução fiscal para a companhia.

Juros sobre o Capital Próprio

  • Sofrem retenção de Imposto de Renda;
  • Podem gerar benefícios fiscais para a empresa;
  • Também representam uma forma de compartilhar resultados com os investidores.

Por esse motivo, muitas companhias listadas na bolsa utilizam uma combinação de dividendos e JCP ao longo do ano.

Quanto um investidor poderá receber?

O valor recebido dependerá da quantidade de ações mantidas na data-base.

Veja alguns exemplos:

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Investidor com 100 ações

  • Valor bruto: R$ 36,19
  • Valor líquido aproximado: R$ 29,86

Investidor com 1.000 ações

  • Valor bruto: R$ 361,88
  • Valor líquido aproximado: R$ 298,55

Investidor com 10.000 ações

  • Valor bruto: R$ 3.618,80
  • Valor líquido aproximado: R$ 2.985,51

Os exemplos servem apenas como referência e não consideram eventuais particularidades tributárias de cada investidor.

Itaú mantém histórico de remuneração aos acionistas

O Itaú é tradicionalmente reconhecido pelo mercado como uma das empresas que mais distribuem proventos aos acionistas no Brasil.

A instituição costuma realizar pagamentos recorrentes de dividendos e JCP ao longo do ano, característica que atrai investidores focados em geração de renda.

Além da distribuição frequente de resultados, o banco se destaca por apresentar lucros consistentes, elevada participação no sistema financeiro nacional e forte presença nos segmentos de varejo, crédito, investimentos e serviços bancários.

O que o investidor deve observar?

Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Embora o anúncio de proventos seja um fator positivo, especialistas recomendam que as decisões de investimento não sejam tomadas exclusivamente com base em pagamentos de dividendos ou JCP.

Aspectos como:

  • Qualidade da empresa;
  • Crescimento dos lucros;
  • Endividamento;
  • Eficiência operacional;
  • Perspectivas para o setor financeiro;

também devem fazer parte da análise.

No caso do Itaú, o novo pagamento de R$ 3,99 bilhões em Juros sobre o Capital Próprio reforça a política de remuneração da instituição e representa mais uma oportunidade de retorno para os acionistas que estiverem posicionados até a data de corte definida pelo banco.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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