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Itaú estreia no segmento de commodities com ETF de ouro — prepare sua carteira

Itaú Asset lança o GLDI11, seu primeiro ETF de ouro, com aplicação mínima de R$ 50 e foco em descorrelação e proteção cambial.

Vitória MonckesPor Vitória Monckes6 min de leitura
Itau

Em novembro de 2025, a Itaú Asset Management deu um passo estratégico ao lançar o GLDI11, seu primeiro fundo de índice (ETF) atrelado ao ouro, marcando também sua entrada no mercado de commodities via ETFs. Com esse movimento, o maior gestor de recursos do Brasil amplia o leque de opções para os investidores que buscam diversificação e proteção patrimonial em um cenário global de incertezas e volatilidade.

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O que é o GLDI11?

Exposição ao ouro com segurança do Tesouro Selic

O GLDI11 é um ETF que tem como objetivo espelhar a performance do contrato futuro de ouro negociado nos Estados Unidos, mas com um diferencial importante: sem exposição ao câmbio. A estratégia combina a rentabilidade do metal com a segurança da LFT (Letra Financeira do Tesouro), também conhecida como Tesouro Selic, um dos ativos mais conservadores da renda fixa nacional.

Estrutura híbrida: ouro + renda fixa

Na prática, o fundo permite ao investidor capturar os ganhos do ouro — considerado uma reserva de valor global — somado ao diferencial de juros entre Brasil e EUA, através da aplicação na LFT. Isso proporciona proteção cambial embutida, uma característica rara entre os fundos de commodities disponíveis no mercado brasileiro.

Por que investir em ouro agora?

Descorrelação: um ativo que se comporta de forma diferente

O ouro tem se destacado por sua capacidade de manter valor em momentos de crise, funcionando como proteção contra inflação, instabilidade econômica e geopolítica. Segundo Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset, o metal “costuma se comportar diferente de outros ativos e, muitas vezes, até de títulos de renda fixa. Essa descorrelação é o coração de uma tese equilibrada de investimentos”.

Em outras palavras, o ouro tende a subir quando ativos tradicionais como ações e títulos caem, ajudando a suavizar perdas e manter a estabilidade da carteira ao longo do tempo.

Baixa correlação com outros ativos

Esse comportamento independente do ouro em relação a classes tradicionais de investimento — como ações, fundos multimercado e títulos públicos — justifica sua inclusão em estratégias de longo prazo voltadas à diversificação e proteção.

Características técnicas do GLDI11

Aplicação mínima acessível

  • Investimento inicial: R$ 50,00
  • Taxa de administração: 0,40% ao ano
  • Liquidez: D+2 (dois dias úteis após a venda)
  • Código de negociação: GLDI11
  • Bolsa de negociação: B3 (Bolsa de Valores brasileira)

A proposta é democratizar o acesso ao ouro, que historicamente era limitado a grandes investidores via mercado internacional ou compra física do metal.

Custódia e segurança

Como um ETF listado na B3, o GLDI11 é negociado como uma ação, com transparência, liquidez e regulamentação da CVM. A custódia é garantida por uma instituição financeira autorizada, e o investidor pode acompanhar a performance em tempo real.

Qual é a composição da carteira?

O fundo investe em uma estrutura conhecida como “cash & carry”, que combina dois ativos principais:

  1. Contratos futuros de ouro: negociados na COMEX, parte da Bolsa de Mercadorias de Nova York (CME Group).
  2. Tesouro Selic (LFT): aplicação em renda fixa com alta liquidez e segurança, usada para viabilizar o hedge cambial.

Essa combinação gera uma rentabilidade equivalente à do ouro, somada à taxa Selic, descontada da taxa de juros dos EUA, sem a volatilidade do dólar.

Como funciona o hedge cambial?

Proteção contra variação do dólar

O diferencial do GLDI11 é oferecer exposição ao ouro com proteção contra a variação cambial. Normalmente, investimentos atrelados a commodities internacionais são afetados diretamente pelo câmbio. No caso do GLDI11, o hedge permite que o retorno seja derivado exclusivamente da performance do ouro e dos juros relativos entre os países.

Esse mecanismo é importante especialmente para o investidor brasileiro, que deseja proteção patrimonial, mas não quer se expor à oscilação do dólar — que pode tanto ampliar ganhos quanto gerar prejuízos inesperados.

GLDI11 na composição da carteira de investimentos

Papel estratégico do ETF de ouro

O ouro cumpre uma função estratégica de amortecer perdas em cenários adversos. Com o GLDI11, é possível inserir essa proteção na carteira de forma simples, acessível e líquida. Além disso, o ETF é isento de Imposto de Renda para quem realiza vendas mensais de até R$ 20 mil, seguindo a regra aplicável aos ETFs e ações negociados na B3.

Diversificação eficiente

O lançamento do GLDI11 surge em um momento em que muitos investidores buscam alternativas para proteger o portfólio da inflação, dos riscos políticos e da desaceleração econômica mundial. Como ativo descorrelacionado, o ouro tende a contribuir para uma melhor relação risco-retorno da carteira.

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Comparação com outros ETFs

Atualmente, há poucos ETFs com exposição direta ao ouro disponíveis na B3. A maioria dos investidores precisava recorrer a fundos cambiais, ETFs no exterior ou compra de ouro físico. O GLDI11 oferece uma solução simplificada e adaptada ao mercado local.

Oportunidade de longo prazo

Ouro valorizado em 2025

Em 2025, o ouro vem registrando alta significativa, impulsionado por:

  • Juros reais negativos nos EUA e Europa
  • Tensões geopolíticas (guerra no Oriente Médio, instabilidade na Ásia)
  • Demanda crescente por reservas alternativas por bancos centrais
  • Busca global por ativos considerados seguros

Cenário atrativo para o investidor brasileiro

Para o investidor brasileiro, o momento é propício para incluir ouro na carteira — especialmente por meio de um produto como o GLDI11, que mitiga riscos cambiais e oferece praticidade operacional.

Como investir no GLDI11?

Passo a passo

  1. Abra conta em uma corretora que permita negociação de ativos na B3.
  2. Busque o código GLDI11 na plataforma da corretora.
  3. Informe o valor desejado (mínimo de R$ 50,00) e execute a compra.
  4. Acompanhe o desempenho pela corretora, home broker ou sites financeiros.

Perfil ideal de investidor

O GLDI11 é recomendado para:

  • Investidores moderados a arrojados
  • Quem busca proteção contra crises e inflação
  • Quem deseja diversificação internacional sem variação cambial
  • Investidores de longo prazo preocupados com risco sistêmico

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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Vitória Monckes

Autor

Vitória Monckes

Vitória Monckes é turismóloga, comissária de voo e futura enfermeira. No Seu Crédito Digital, atua como redatora especializada na tradução clara e acessível de políticas públicas, direitos sociais, previdência, programas assistenciais e medidas econômicas. Sua missão é transformar temas governamentais complexos em conteúdos compreensíveis e úteis para os brasileiros, contribuindo para decisões mais conscientes no dia a dia.

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