Em novembro de 2025, a Itaú Asset Management deu um passo estratégico ao lançar o GLDI11, seu primeiro fundo de índice (ETF) atrelado ao ouro, marcando também sua entrada no mercado de commodities via ETFs. Com esse movimento, o maior gestor de recursos do Brasil amplia o leque de opções para os investidores que buscam diversificação e proteção patrimonial em um cenário global de incertezas e volatilidade.
Itaú estreia no segmento de commodities com ETF de ouro — prepare sua carteira
Itaú Asset lança o GLDI11, seu primeiro ETF de ouro, com aplicação mínima de R$ 50 e foco em descorrelação e proteção cambial.
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O que é o GLDI11?
Exposição ao ouro com segurança do Tesouro Selic
O GLDI11 é um ETF que tem como objetivo espelhar a performance do contrato futuro de ouro negociado nos Estados Unidos, mas com um diferencial importante: sem exposição ao câmbio. A estratégia combina a rentabilidade do metal com a segurança da LFT (Letra Financeira do Tesouro), também conhecida como Tesouro Selic, um dos ativos mais conservadores da renda fixa nacional.
Estrutura híbrida: ouro + renda fixa
Na prática, o fundo permite ao investidor capturar os ganhos do ouro — considerado uma reserva de valor global — somado ao diferencial de juros entre Brasil e EUA, através da aplicação na LFT. Isso proporciona proteção cambial embutida, uma característica rara entre os fundos de commodities disponíveis no mercado brasileiro.
Por que investir em ouro agora?
Descorrelação: um ativo que se comporta de forma diferente
O ouro tem se destacado por sua capacidade de manter valor em momentos de crise, funcionando como proteção contra inflação, instabilidade econômica e geopolítica. Segundo Renato Eid, superintendente de estratégias indexadas e investimento responsável da Itaú Asset, o metal “costuma se comportar diferente de outros ativos e, muitas vezes, até de títulos de renda fixa. Essa descorrelação é o coração de uma tese equilibrada de investimentos”.
Em outras palavras, o ouro tende a subir quando ativos tradicionais como ações e títulos caem, ajudando a suavizar perdas e manter a estabilidade da carteira ao longo do tempo.
Baixa correlação com outros ativos
Esse comportamento independente do ouro em relação a classes tradicionais de investimento — como ações, fundos multimercado e títulos públicos — justifica sua inclusão em estratégias de longo prazo voltadas à diversificação e proteção.
Características técnicas do GLDI11
Aplicação mínima acessível
- Investimento inicial: R$ 50,00
- Taxa de administração: 0,40% ao ano
- Liquidez: D+2 (dois dias úteis após a venda)
- Código de negociação: GLDI11
- Bolsa de negociação: B3 (Bolsa de Valores brasileira)
A proposta é democratizar o acesso ao ouro, que historicamente era limitado a grandes investidores via mercado internacional ou compra física do metal.
Custódia e segurança
Como um ETF listado na B3, o GLDI11 é negociado como uma ação, com transparência, liquidez e regulamentação da CVM. A custódia é garantida por uma instituição financeira autorizada, e o investidor pode acompanhar a performance em tempo real.
Qual é a composição da carteira?
O fundo investe em uma estrutura conhecida como “cash & carry”, que combina dois ativos principais:
- Contratos futuros de ouro: negociados na COMEX, parte da Bolsa de Mercadorias de Nova York (CME Group).
- Tesouro Selic (LFT): aplicação em renda fixa com alta liquidez e segurança, usada para viabilizar o hedge cambial.
Essa combinação gera uma rentabilidade equivalente à do ouro, somada à taxa Selic, descontada da taxa de juros dos EUA, sem a volatilidade do dólar.
Como funciona o hedge cambial?
Proteção contra variação do dólar
O diferencial do GLDI11 é oferecer exposição ao ouro com proteção contra a variação cambial. Normalmente, investimentos atrelados a commodities internacionais são afetados diretamente pelo câmbio. No caso do GLDI11, o hedge permite que o retorno seja derivado exclusivamente da performance do ouro e dos juros relativos entre os países.
Esse mecanismo é importante especialmente para o investidor brasileiro, que deseja proteção patrimonial, mas não quer se expor à oscilação do dólar — que pode tanto ampliar ganhos quanto gerar prejuízos inesperados.
GLDI11 na composição da carteira de investimentos
Papel estratégico do ETF de ouro
O ouro cumpre uma função estratégica de amortecer perdas em cenários adversos. Com o GLDI11, é possível inserir essa proteção na carteira de forma simples, acessível e líquida. Além disso, o ETF é isento de Imposto de Renda para quem realiza vendas mensais de até R$ 20 mil, seguindo a regra aplicável aos ETFs e ações negociados na B3.
Diversificação eficiente
O lançamento do GLDI11 surge em um momento em que muitos investidores buscam alternativas para proteger o portfólio da inflação, dos riscos políticos e da desaceleração econômica mundial. Como ativo descorrelacionado, o ouro tende a contribuir para uma melhor relação risco-retorno da carteira.
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Comparação com outros ETFs
Atualmente, há poucos ETFs com exposição direta ao ouro disponíveis na B3. A maioria dos investidores precisava recorrer a fundos cambiais, ETFs no exterior ou compra de ouro físico. O GLDI11 oferece uma solução simplificada e adaptada ao mercado local.
Oportunidade de longo prazo
Ouro valorizado em 2025
Em 2025, o ouro vem registrando alta significativa, impulsionado por:
- Juros reais negativos nos EUA e Europa
- Tensões geopolíticas (guerra no Oriente Médio, instabilidade na Ásia)
- Demanda crescente por reservas alternativas por bancos centrais
- Busca global por ativos considerados seguros
Cenário atrativo para o investidor brasileiro
Para o investidor brasileiro, o momento é propício para incluir ouro na carteira — especialmente por meio de um produto como o GLDI11, que mitiga riscos cambiais e oferece praticidade operacional.
Como investir no GLDI11?
Passo a passo
- Abra conta em uma corretora que permita negociação de ativos na B3.
- Busque o código GLDI11 na plataforma da corretora.
- Informe o valor desejado (mínimo de R$ 50,00) e execute a compra.
- Acompanhe o desempenho pela corretora, home broker ou sites financeiros.
Perfil ideal de investidor
O GLDI11 é recomendado para:
- Investidores moderados a arrojados
- Quem busca proteção contra crises e inflação
- Quem deseja diversificação internacional sem variação cambial
- Investidores de longo prazo preocupados com risco sistêmico
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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