Em meio à transformação digital, o Itaú Unibanco decidiu ampliar a estratégia de redução de agências físicas em todo o país. A movimentação reflete uma mudança de perfil do setor bancário, que busca cada vez mais operar no universo digital para reduzir custos e atender novas demandas de clientes conectados.
Itaú vai leiloar agências bancárias em todo o Brasil; veja detalhes
Itaú vai leiloar agências em 13 cidades! Descubra quais imóveis estão na lista e qual será o impactado para os clientes. Saiba mais aqui!!
Agora, o banco aposta no leilão de 24 imóveis próprios, que antes funcionavam como agências bancárias em 13 cidades. A expectativa é arrecadar ao menos R$ 85 milhões, com destaque para o prédio em Ipanema, no Rio, avaliado em mais de R$ 19 milhões.

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Por que o Itaú está vendendo suas agências?
Contexto da digitalização bancária
O fechamento de agências físicas não é um fenômeno isolado do Itaú. Nos últimos anos, todo o setor bancário brasileiro tem acelerado a transição para o ambiente digital. Aplicativos cada vez mais completos permitem que clientes façam transferências, investimentos e contratem produtos sem sair de casa.
Além disso, o custo operacional de uma agência física é alto. Envolve aluguel (quando não é imóvel próprio), contas de consumo, equipe e manutenção constante. O fechamento reduz despesas fixas e otimiza os lucros.
Crescimento do mobile banking
Segundo dados da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), mais de 70% das transações bancárias em 2024 foram feitas por aplicativos. Com isso, manter agências pouco movimentadas já não faz mais sentido econômico.
A digitalização também democratizou o acesso a serviços financeiros. Hoje, pequenos empreendedores, trabalhadores autônomos e até aposentados realizam operações diárias pelo celular, algo impensável há 10 anos.
O que será leiloado?
Diversidade de imóveis
O leilão inclui prédios comerciais, lojas térreas, terrenos, casas residenciais e até garagens. Essa diversidade reflete o histórico de expansão física do banco, que ao longo de décadas instalou unidades em pontos estratégicos para atrair clientes de alto potencial.
Agora, imóveis que não têm mais função operacional podem se tornar ativos lucrativos. O leilão ocorrerá online, facilitando a participação de investidores e interessados de várias regiões do país.
O imóvel mais valioso
Entre os destaques está a antiga agência da Visconde de Pirajá, em Ipanema, bairro de alto padrão na Zona Sul do Rio de Janeiro. O prédio de dois andares, desativado há mais de um ano, tem lance inicial de R$ 19,2 milhões, valor considerado compatível com o preço do metro quadrado local.
O imóvel fica próximo à Praça General Osório, área de grande movimento, comércio diversificado e forte demanda por espaços comerciais. Especialistas acreditam que, mesmo com o valor alto, o prédio deve receber disputas entre investidores imobiliários.
Como funciona o leilão do Itaú?
Parceria com leiloeira especializada
Para garantir segurança jurídica e transparência, o Itaú fechou parceria com uma empresa de leilões com experiência no segmento. O edital detalha as condições de venda, prazos de pagamento e possibilidade de vistoria dos imóveis antes da disputa.
Cada imóvel possui um lote específico, com valor mínimo de lance, documentação necessária e descrição detalhada. Interessados devem fazer cadastro prévio no site da leiloeira e apresentar garantias financeiras.
Pagamento e escrituração
Após o arremate, o comprador tem um prazo determinado para quitar o valor. Em alguns casos, é possível parcelar uma parte do pagamento, mas as condições variam conforme o imóvel.
A transferência de propriedade é feita por escritura pública. O comprador assume todas as despesas cartoriais, impostos e taxas relacionadas.
Quais cidades terão agências leiloadas?
Imóveis em 13 cidades
Além do Rio de Janeiro, outras capitais e cidades de médio porte fazem parte do leilão. Entre os destaques estão São Paulo, Belo Horizonte, Salvador, Porto Alegre, Recife e Campinas.
Em São Paulo, por exemplo, há imóveis comerciais em regiões valorizadas como a Zona Oeste e o Centro. Já em Salvador, uma antiga agência no bairro da Pituba, área de forte fluxo comercial, está entre os mais disputados.
Impacto local
Para o mercado imobiliário, imóveis de uso comercial em localizações privilegiadas podem atrair desde investidores até empresas que buscam abrir novas unidades. Há ainda quem compre para transformar em coworking, clínicas médicas ou escritórios.
Tendência de fechar agências continuará?
Transformação irreversível
Especialistas afirmam que o fechamento de agências é uma tendência irreversível. A digitalização bancária avança em ritmo acelerado e novos serviços digitais, como bancos 100% online e fintechs, já competem com os grandes bancos tradicionais.
O Banco Central também incentiva a modernização do sistema, como o Pix e o Open Finance, que tornam o relacionamento bancário mais transparente e eficiente.
Empregos afetados
O fechamento de agências gera impactos diretos na força de trabalho. Com menos unidades, a demanda por funcionários presenciais diminui. Por outro lado, surgem novas vagas em áreas como tecnologia, atendimento digital e cibersegurança.
Vale a pena investir em imóveis de leilão?
Oportunidade para investidores
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Leilões de imóveis são atrativos para quem busca bons negócios. Muitas vezes, é possível adquirir propriedades abaixo do valor de mercado, principalmente se o comprador tiver liquidez imediata para pagamento à vista.
No caso de imóveis do Itaú, há a vantagem de serem bens com documentação regular, já que pertencem a uma grande instituição financeira, reduzindo o risco de dívidas ocultas.
Cuidados necessários
No entanto, especialistas alertam para alguns cuidados. É fundamental:
- Verificar se há ocupantes no imóvel.
- Conferir eventuais pendências de IPTU ou taxas de condomínio.
- Solicitar uma avaliação profissional para confirmar o estado de conservação.
O que acontece com o dinheiro arrecadado?
Reinvestimento no digital
A expectativa é que os valores obtidos no leilão reforcem o caixa do banco para investimentos em tecnologia, novos produtos e expansão de canais digitais.
Com a venda, o Itaú segue uma lógica de desmobilizar ativos físicos para fortalecer áreas estratégicas como inteligência artificial, Big Data e segurança de dados.
O que dizem especialistas do setor?
Avaliação do mercado
Para analistas do setor bancário, o Itaú sinaliza alinhamento com as tendências globais. Nos Estados Unidos e na Europa, o fechamento de agências também avançou após a pandemia, com clientes migrando quase totalmente para o atendimento remoto.
O Brasil acompanha esse movimento, mas com desafios adicionais, como a inclusão digital em regiões mais carentes.
Futuro das agências físicas
Apesar do fechamento em massa, as agências físicas não devem desaparecer completamente. Elas ainda são importantes para atendimento consultivo, negociações complexas e para públicos que resistem à digitalização.

Fim de uma era para o Itaú?
O leilão de agências do Itaú ilustra uma transformação silenciosa, mas profunda, do sistema financeiro brasileiro. Com o avanço das tecnologias, manter grandes estruturas físicas se tornou inviável para quem deseja ser competitivo.
Para investidores, é uma chance de adquirir imóveis bem localizados, enquanto para o banco é uma forma de se reinventar no ambiente digital. O futuro aponta para menos tijolos e mais bytes — e quem não acompanhar essa evolução pode ficar para trás.
