Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Itaú quer Pix offline para acelerar digitalização

O uso offline do Pix, isto é, sem precisar que o usuário esteja conectado à internet, pode acelerar a digitalização dos pagamentos.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
Itaú Pix

Embora o Pix tenha tido uma ótima aceitação no Brasil, seu impacto sobre o volume de dinheiro em espécie em circulação ainda é baixo. A avaliação é de Ivo Mósca, superintendente de open finance, pagamentos digitais e critpo do Itaú.

De acordo com Mósca, a implementação de funções de uso offline do Pix, isto é, sem precisar que o usuário esteja conectado à internet, está entre as principais evoluções da ferramenta que podem acelerar a digitalização dos pagamentos.

Pix offline pode diminuir o dinheiro físico em circulação

“Estamos longe de ver o dinheiro físico partindo e, para isso, a gente talvez tenha que pensar em algumas evoluções regulatórias e por parte das instituições permitindo que não só pessoas com acesso a um hardware online possam fazer transações financeiras”, disse Mósca durante o Fórum Meios de Pagamento.

Entre julho de 2021 e julho de 2022, o volume de dinheiro em circulação no Brasil teve queda de 4%. “O QR Code offline ou até mesmo a tecnologia NFC [que permite os pagamentos por aproximação] podem ser grandes ferramentas para a gente reduzir o numerário, alavancando ainda mais as transações puramente digitais”, destacou.

Novos serviços do Pix para o setor financeiro

Ademais, o Itaú foi selecionado para participar do Lift Lab 2022, projeto do Banco Central e da Federação Nacional de Associações dos Servidores do BC (Fenasbac), que cria protótipos de novos produtos e serviços para o setor financeiro, com dois projetos. Um deles é sobre a utilização do Pix com NFC e QR Code offline.

De acordo com Mósca, para que haja uma substituição considerável dos boletos, é preciso que o Pix Cobrança abranja também possibilidades de negativação e protesto. 

Além disso, ele comentou que o uso do Pix offline poderia acelerar a substituição do cartão de débito.

Mósca ainda observou que o pagamento instantâneo diminuiu a circulação de cheques. Porém, eles ainda seguem com uma forte utilização em cidades menores e em alguns negócios específicos.

Extinção do DOC

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Por fim, Mósca destacou que os maiores afetados pelo Pix até o momento foram a TED, modelo que hoje tem um número baixo de transações, porém de valor expressivo, e o DOC. Para ele, essa modalidade deveria ser extinta.

“É uma transação [DOC] com sistema legado bastante antigo, que traz custos para todas as instituições que ainda trabalham com DOC. As grandes instituições de pagamento digitais todas nasceram já sem efetuar transação de DOC, só trabalham com TED”, afirmou.

Segundo ele, a tendência é que as próprias instituições financeiras passem a tirar o DOC de suas funcionalidades.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom/shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

Topicos relacionados