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Itaú se manifesta de forma polêmica a respeito da taxa Selic

O Itaú Unibanco se manifestou de forma polêmica a respeito da taxa Selic, nesta quarta-feira (8); entenda o que aconteceu.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Letreiro do Banco Itaú

Nesta quarta-feira (8), o Itaú se manifestou de forma polêmica ao manter a sua projeção de 12,50% para a Selic, a taxa básica de juros do Brasil, até o final deste ano. A previsão do banco, entretanto, é que em 2024 ela sofra uma leve queda, recuando para o patamar dos 10,0%.

Diante da pressão do governo federal para a queda dos juros — considerando os pedidos efetuados por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas últimas semanas ao Banco Central—, diversas instituições se posicionaram a favor da queda da Selic, mantida em 13,75%. Além disso, para o Itaú não há espaço para um corte na taxa atualmente.

Por que Itaú quer manter a Selic alta?

Segundo o relatório divulgado pelo Itaú para o mercado financeiro, não há espaço para a queda da Selic neste momento, considerando o cenário econômico vivido pelo Brasil e a piora nas expectativas para a inflação.

A instituição indica que os juros só poderão ser baixados a partir do momento que o governo se comprometer a baixar a inflação e diminuir o risco da dívida pública, algo que afeta todo o sistema econômico. 

No entanto, o relatório divulgado pelo banco Itaú ainda aponta a pressão ao Banco Central como uma “solução simplista”, destacando que reduzir a taxa antes do necessário só levaria ao aumento da inflação, prejudicando a economia do país. Ademais, a próxima reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), responsável pro definir a taxa básica de juros do país, acontecerá no próximo dia 21 e 22 de março.

Lula pede por queda da Selic

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Desde que assumiu a Presidência da República, Lula pede pelo fim do ciclo da alta da taxa básica de juros, destacando que com ela em patamares elevados, não será possível retomar o desenvolvimento financeiro do Brasil.

A pressão ao Banco Central foi feita até mesmo por outros nomes do governo. A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), destacaram que ao retomar a reoneração dos impostos federais sobre os combustíveis, cumpriram uma das exigências do BC para baixar a Selic.

Imagem: Everson Mayer/ Shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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