A instituição financeira Itaú é alvo de processo movido pelos irmãos Leandro e Thiago Camargo Ramos, fundadores do e-commerce Kabum. A motivação teria sido um possível favorecimento do banco dado ao grupo Magazine Luiza na venda da empresa.
Itaú sofre processo por venda do Kabum para o Magalu
Venda do e-commerce Kabum para o grupo Magalu resulta em processo contra o Itaú Unibanco. Entenda a situação.
Os fundadores do Kabum alegam ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) que o Magalu teria sido beneficiado no processo de compra e pedem que a aquisição seja anulada. Siga na leitura para entender a situação.
Fundadores da Kabum acusam Itaú de favorecer Magalu em negociação
A Kabum se consolidou como a maior empresa de comércio eletrônico de informática do Brasil. Após a venda, seus produtos passaram a ser vendidos no site do Magalu. A negociação, que aconteceu em meados de 2021, foi fechada no valor de R$ 3,5 bilhões. Parte do montante, sendo R$ 1 bilhão, teria sido pago à vista pela varejista.
No entanto, o processo aberto pelos fundadores da companhia afirma que o Itaú teria conduzido a negociação para que a proposta aprovada fosse a do Magazine Luiza. Para eles, o contrato era “mal negociado e desvantajoso” apesar de a princípio o valor impressionar. Os ex-donos destacam que o processo precisaria ter sido mais competitivo.
“O Itaú, seja por condutas omissivas, seja por condutas comissivas, manobrou para que propostas ou negociações com outros interessados fossem sabotadas, minadas ou abandonadas de modo que os autores fechassem negócio com o Magazine Luiza” afirma a defesa dos irmãos.
O que diz o banco sobre o caso?
O processo aberto pelos ex-donos da Kabum pede que os documentos entre o Itaú e o Magalu que envolvem a negociação sejam avaliados. Diante da situação, a defesa do Itaú afirma que as acusações são abusivas por visarem acessar informações sigilosas, além de indeterminadas.
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“O pleito, além de abusivo, em razão da tentativa de obtenção de informações protegidas por sigilo e que violam a privacidade dos envolvidos (direito fundamental), é também ostensivamente genérico e indeterminado”, afirmam os advogados da instituição financeira.
O caso foi publicado na última segunda-feira (27) pelo Valor Econômico. No mesmo dia, os irmãos Leandro e Thiago Camargo Ramos foram demitidos da empresa que os mesmos fundaram, mas que agora pertence ao Magalu.
Imagem: Everson Mayer/ Shutterstock
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