A inadimplência do Itaú em cartão de crédito foi alvo de análise dos analistas do Citi . Embora o banco não revele esse dado, ele abre a carteira conforme a classificação exigida pelo Banco Central por qualidade de crédito, em uma escala que vai da letra A até a H. Dessa forma, de acordo com cálculos do Citi, a inadimplência (mais renegociações) alcançou 7,5% no segundo trimestre, de 4,7% no mesmo período do ano passado.
Itaú tem alta inadimplência em cartão de crédito
A inadimplência (mais renegociações) do Itaú alcançou 7,5% no segundo trimestre, de 4,7% no mesmo período do ano passado
“No geral, ficamos surpresos ao ver que a qualidade dos ativos nos cartões de crédito é pior do que os níveis pré-covid, sendo compensado principalmente pelo bom desempenho nas outras linhas. Neste momento, já temos maiores despesas de provisão em nossos números (no topo do guidance do Itaú) e esperamos que sejam compensadas por uma maior margem financeira, mas parece ser um ponto de atenção”, afirmou o Citi.
Inadimplência nos cartões de crédito Itaú
Em síntese, a carteira de cartão de crédito do Itaú é composta por:
- 68,6% de cartões próprios, via Itaucard;
- 14,4% em parceria com o Magazine Luiza;
- 9,5% da Hipercard (em parceria com varejistas, especialmente supermercados); e
- 7,6% em parceria com o Pão de Açúcar.
Assim, a linha com o Magazine Luíza foi onde houve o maior aumento da inadimplência em 2022, de 2,9 pontos porcentuais, chegando a 10,1%. Em segundo lugar ficou a linha Itaucard, com um crescimento de 1,9 ponto, a 8,0%. Logo após vem a linha com o Pão de Açúcar, com alta de 1,6 ponto, a 9,9%. Por fim, ficou a linha da Hipercard, com alta de 1,4 ponto, a 8,9%.
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De acordo com o Citi, a alta da inadimplência em cartões acontece em um momento de crescimento dessa linha na carteira total de crédito, que atualmente está retornando para os índices históricos, a 16,1%. “No geral, acreditamos que isso deve levar a maiores provisões nos próximos trimestres, o que já está incorporado nos nossos números, mas vale a pena acompanhar de perto. Mantemos nossa visão positiva do Itaú, pois esperamos que o forte crescimento da carteira de crédito combinado com margens mais elevadas deve levar a um ROE maior para 2023 (estimamos em 21,1%, contra 20,6% em 2022)”.
Portanto, o Citi recomenda “compra” para as ações do Itaú, com preço-alvo de R$ 30,00.
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