No dia 6 de outubro, o Itaú Unibanco anunciou taxa zero de corretagem em investimentos na Bolsa. Dessa forma, a corretora, que está entre as líderes do varejo (pessoa física), segundo dados da B3 e da Anbima, agradou a seus clientes.
Itaú zera taxa de corretagem em renda variável e ameaça a XP
No dia 6 de outubro, o Itaú Unibanco anunciou taxa zero de corretagem em investimentos na Bolsa, o que agradou a seus clientes
Embora a isenção de tarifas não seja novidade, pois desde 2017, as plataformas fazem promoções desse tipo para atrair clientes, o tema é incomum entre os grandes bancos. Assim, no segmento das plataformas, a taxa zero ocorre em alguns produtos. Contudo, há ganhos de escala e receitas em outros produtos e serviços dentro do pacote disponibilizado aos clientes.
De acordo com analistas de mercado, as plataformas estão incomodando os bancos. Dessa forma, o Itaú decidiu abrir mão do faturamento com corretagem.
Zero taxa
Portanto, para competir com as plataformas, o Itaú zerou a taxa de corretagem na negociação de ações, BDRs (recibos de ações estrangeiras), ETFs (fundos negociados em Bolsa) e opções para clientes de todos os segmentos do banco (agências, Uniclass, Personnalité e Private) que negociam exclusivamente através de canais digitais no home broker da Itaú Corretora ou pelo aplicativo íon Itaú. Antes, a taxa era fixa em R$ 4,90 por ordem para corretagem e R$ 2,90 em operações day trade.
“O nosso objetivo é proporcionar aos investidores a melhor e mais completa experiência em suas jornadas de alocação, com transparência, e acesso facilitado a um portfólio completo de produtos”, disse o diretor de Produtos de Investimento e Previdência do Itaú Unibanco, Claudio Sanches.
Ademais, o Itaú informou que a iniciativa é válida somente para os canais digitais. Assim, as taxas de corretagem continuam a ser cobradas para os clientes atendidos pela mesa de operações ou por telefone, independente do segmento.
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Concorrência
Diante do corte das taxas de corretagem do Itaú, as plataformas têm enfrentado dificuldades. De modo que, na última terça-feira (11), por exemplo, as ações da XP em Nova York (EUA) tiveram queda de 9,25% em seu pior pregão em dois meses, devido aos temores de recessão global e do pessimismo no mercado norte-americano. Já no Brasil, o recibo da ação da XP negociado na B3 (XPBR31) fechou com perdas de 8,15%, a R$ 100,91 por BDR.
Imagem: Diego Thomazini/shutterstock.com
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