Em entrevista à TV Record na última quinta-feira, 23 de março de 2023, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) reclamou de devolver as armas que recebeu dos Emirados Árabes Unidos, que, segundo ele, foram presentes.
Jair Bolsonaro reclama de devolver armas dos Emirados Árabes
Em entrevista realizada na quinta (23), Jair Bolsonaro reclamou de ter que devolver armas e joias para a União. Saiba mais.
Durante a entrevista, o ex-presidente disse vai devolver os artefatos “com dor no coração”. O capitão reformado ainda afirmou que pagaria pelos “presentes”, porém, não deseja “criar polêmica” sobre o caso.
Além disso, Jair Bolsonaro também comentou sobre o caso envolvendo as joias da Arábia Saudita. Vale destacar que o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou a devolução de todos esses itens no último dia 15 de março.
Devolução dos “presentes” de Jair Bolsonaro
Durante a entrevista, Jair Bolsonaro fez questão de afirmar que se apegou às duas armas que ganhou do Governo dos Emirados Árabes Unidos. “Confesso, com dor no coração, vou entregar as armas, com dor no coração, tá o meu nome lá, eu pagaria o que tenho no meu bolso aqui por aquelas duas armas”, comentou o capitão reformado.
Além disso, o político afirmou que não pretende desaparecer com as joias masculinas da Arábia Saudita, que estão em seu acervo pessoal. Tais itens foram trazidas em comitiva liderada pelo então ministro, Bento Albuquerque, em 2021, do país do Oriente Médio.
Bolsonaro ainda declarou que a ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro (PL), não tinha conhecimento sobre os “presentes” da Arábia Saudita. Segundo ele, “minha esposa não tem nada a ver com isso. A caixa que seria para ela (es)tava na Receita”. Simultaneamente, fez questão de dizer que fez a “coisa certa de acordo com a lei”.
Decisão do TCU
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O Tribunal de Contas da União determinou, no dia 15 de março de 2023, que os “presentes” de Jair Bolsonaro deveriam ser entregues à Secretaria-Geral da Presidência da República.
Segundo Bruno Dantas, ministro do TCU, para que um presente seja incorporado em patrimônio privado, o Estado deve considerar como item personalíssimo. Além disso, o valor deve ser baixo, algo que não ocorre com os itens do capitão reformado.
Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
