Com a posse do presidente, Janja, a nova primeira-dama, promete atuação com a mesma dedicação que teve em todos os seus 40 anos dedicados ao Partido dos Trabalhadores.
Janja promete atuação intensa em governo de Lula
Após contribuir significativamente durante a campanha e na transição, Janja promete atuação igualmente dedicada durante governo. Saiba mais!
Rosângela Lula da Silva filiou-se ao PT em1983 e teve um papel extremamente importante durante a campanha de Lula, bem como no processo de transição do governo.
Janja será uma primeira-dama engajada
Formada em Ciências Sociais e com bastante experiência profissional, Janja discutirá pautas importantes durante o governo e terá bastante autonomia para realizar melhorias sociais. Segundo o futuro presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, Janja é “uma militante fundamental em nosso processo”.
Além disso, Mercadante afirma que “pela primeira vez na história, tivemos uma primeira-dama tão participativa (no período de transição)”.
Com a posse do presidente Lula concluída, existe grande expectativa em relação à atuação de Janja nas pastas de combate à violência contra a mulher e de campanhas antirracistas, assim como de projetos de sustentabilidade do meio ambiente.
Uma de suas intervenções conhecidas foi o episódio de barrar a indicação do deputado Pedro Paulo (PSD) para a pasta de Turismo. O que motivou a atitude foram as denúncias de agressão contra a ex-esposa entre 2008 e 2010, cujo caso foi arquivado em 2016 pela Procuradoria-Geral.
Protagonismo de primeira-dama é considerado histórico
Como Janja promete atuação significativa, muitos estudiosos do âmbito da política se mostram surpreendidos. É o caso da professora Dayanny Rodrigues, cuja pesquisa de dez anos envolve o protagonismo da primeira-dama em governos.
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“Se, por um lado, alimenta-se esta possibilidade de protagonismo, por outro precisamos lembrar que primeiras-damas costumam ter um papel muito engessado no imaginário popular, refletindo um aprisionamento da figura social ancorado nas relações de gênero”, argumenta a professora.
Esse posicionamento mais ativo atingiu a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, no fim do mandato do então presidente, Jair Bolsonaro (PL), que buscava a reeleição. Segundo Dayanny, foi no intuito de chamar para si “a responsabilidade de formar a opinião de outras mulheres como esposa exemplar e cumpridora de suas obrigações religiosas”.
Entretanto, assim como a maior parte das antecessoras, Michelle dava um cunho mais conservador à atuação. Era como uma esposa apoiando um esposo, não como uma colíder auxiliando na manutenção do governo.
Imagem: Antonio Scorza/shutterstock.com
