Em outubro de 2021, umas das unidades da Johnson & Johnson, a subsidiária LTL Management, protocolou um pedido de falência com o intuito de barrar os mais de 40 mil processos judiciais que a farmacêutica enfrenta devido a seu famoso talco para bebês, que é acusado pelos consumidores de ser cancerígeno.
Johnson & Johnson enfrenta crise e deixa de fabricar talco
A Johnson & Johnson enfrenta diversos processos devido a seu talco, que em breve não estará mais nas prateleiras ao redor do mundo. Confira!
No entanto, o tribunal de apelação americano derrubou o pedido. Explicando que a falência se destina a empresas que estão com dificuldades financeiras, o que não é o caso da empresa.
Manobra
À vista disso, a manobra aplicada pela Johnson & Johnson é batizada de “Texas two-step” e já foi usada por outras empresas no país. Em síntese, primeiramente, a companhia cria uma subsidiária para onde transfere passivos judiciais e outras responsabilidades. Após, decreta falência para proteger-se de execuções.
Talco cancerígeno
Assim, no caso da Johnson & Johnson, os consumidores do talco baby da marca afirmam que o produto possui partículas de amianto que causaram câncer. Além disso, alegam que a empresa mente acerca da segurança da fórmula no rótulo.
Dessa forma, a empresa já interrompeu a venda de seu talco nos Estados Unidos e no Canadá e irá retirar do resto do mundo, de forma gradual, ainda em 2023. Contudo, afirma que as acusações não têm base e que o consumo do talco é seguro.
Condenada pelo júri
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Em suma, a crise teve seu ápice em 2018, quando a Johnson & Johnson foi condenada pelo júri do Missouri a pagar cerca de US$ 4,7 bilhões em indenização a mais de 20 mulheres que foram acometidas pelo câncer após o uso do talco Johnson.
No entanto, na ocasião, a empresa recorreu da decisão e conseguiu que a sentença fosse revisada. Contudo, ainda teve que desembolsar mais de US$ 2 bilhões neste caso e US$ 1,5 bilhão em outros processos.
Imagem: shutterstock.com
