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Troca de celular pode levar 6 em cada 10 consumidores a recorrer ao crédito

Avatar de Jéssica Cassana Jéssica Cassana · · 6 min de leitura
celular consumidores

A decisão de trocar de celular está diretamente relacionada à idade e às condições financeiras do consumidor. Uma pesquisa realizada pela datatudo, plataforma de estudos da meutudo, em agosto de 2026, identificou diferenças importantes entre jovens e idosos na intenção de comprar um novo aparelho.

Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados com idade entre 18 e 29 anos pretendem trocar de celular nos próximos 12 meses. Entre as pessoas com 65 anos ou mais, esse percentual cai para apenas 14%, indicando uma diferença significativa no comportamento dos participantes.

A pesquisa também mostra que o orçamento influencia diretamente a escolha do aparelho. Para muitos consumidores, comprar um smartphone exige reduzir as expectativas, escolher modelos mais baratos ou recorrer ao parcelamento para conseguir realizar a compra.

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Jovens têm maior intenção de trocar de celular

Serviço
Imagem: Freepik

Os resultados da pesquisa mostram que a vontade de adquirir um novo smartphone diminui conforme a idade dos entrevistados aumenta. Enquanto mais de um terço dos jovens adultos considera realizar a troca dentro de um ano, entre os idosos essa intenção é consideravelmente menor.

A diferença entre os dois grupos chega a 21 pontos percentuais. Na prática, isso significa que a intenção declarada de troca entre os jovens pesquisados é duas vezes e meia maior do que entre os participantes com 65 anos ou mais.

Intenção de trocar de celular nos próximos 12 meses

0%10%20%30%40%18 a 29 anos65 anos ou mais

Fonte: datatudo/meutudo, pesquisa realizada em agosto de 2026 com leitores do blog.

O levantamento também indica que consumidores mais velhos tendem a permanecer por mais tempo com o mesmo aparelho. Esse comportamento pode estar relacionado à preferência por manter um dispositivo que continua atendendo às necessidades diárias, evitando gastos desnecessários.

É importante destacar que a pesquisa foi realizada com leitores do blog da meutudo. Portanto, os resultados representam o comportamento dos participantes consultados e não devem ser interpretados automaticamente como um retrato de toda a população brasileira.

Orçamento influencia a compra de celular de 82% dos entrevistados

O preço aparece como um dos principais fatores considerados na escolha de um novo smartphone. Segundo a datatudo, a condição financeira influenciou a decisão de compra de 82% dos participantes, considerando diferentes formas de adaptação ao orçamento.

Nesse grupo estão consumidores que escolheram aparelhos mais baratos, recorreram ao parcelamento ou utilizaram crédito para adquirir o modelo desejado. O resultado mostra que a compra de um celular vai além das preferências por marcas, câmeras e funcionalidades.

Idosos são os que mais escolhem aparelhos baratos

A pesquisa identificou que 64% dos entrevistados com 65 anos ou mais precisaram escolher um celular mais barato para adequar a compra à própria realidade financeira.

Entre os jovens de 18 a 29 anos, esse percentual foi de 40%. Embora o preço também seja importante para os consumidores mais novos, o impacto da limitação orçamentária na escolha de modelos econômicos foi maior entre os idosos pesquisados.

Esses dados mostram que a idade pode estar associada a diferentes prioridades de consumo. Entretanto, não permitem concluir que todos os idosos têm menos recursos ou que os jovens gastam mais, já que fatores como renda, necessidades profissionais e condições de pagamento também influenciam as decisões.

Preço, câmera e armazenamento estão entre os principais critérios de escolha

Além da intenção de compra, a pesquisa investigou quais características são mais importantes para os consumidores na hora de escolher um smartphone.

O preço foi apontado como principal critério por 24% dos participantes. Em seguida aparecem a capacidade de armazenamento, com 16%, o desempenho, com 12%, e a duração da bateria, com 11%.

Quando o assunto é o motivo da troca, a qualidade da câmera ganha destaque. Entre os entrevistados de 30 a 64 anos, aproximadamente 27% mencionaram o desejo de tirar fotografias melhores. No grupo acima de 65 anos, o índice chegou a 25%.

Entre os jovens de 18 a 29 anos, melhorar a câmera foi citado por 20%, enquanto 19% mencionaram problemas de lentidão e travamentos. Os resultados indicam que desempenho e funcionalidades práticas continuam relevantes na decisão de compra.

Pagamento à vista lidera, mas parcelamento ganha força entre idosos

Aposentado
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A forma de pagamento também apresentou diferenças importantes entre as faixas etárias. No resultado geral, 30% dos participantes informaram utilizar dinheiro, Pix ou cartão de débito para comprar o celular.

O parcelamento oferecido pelas lojas apareceu com 24%, seguido pelo cartão de crédito, com 20%. Já o uso direto de empréstimos para adquirir um aparelho representou 5% das respostas.

Entre os consumidores com 65 anos ou mais, entretanto, o parcelamento oferecido pelo estabelecimento alcançou 56%. Para comparação, apenas 15% dos participantes entre 18 e 29 anos mencionaram essa modalidade.

Essa diferença evidencia a importância das condições de pagamento para o público mais velho. Entretanto, parcelar diretamente com uma loja não significa necessariamente pagar menos, sendo fundamental verificar a existência de juros e encargos.

Pesquisa revela que 60% consideram usar crédito para comprar celular

Outro resultado relevante envolve a disposição dos participantes para contratar empréstimos destinados à compra de smartphones.

Segundo o levantamento, 60% demonstraram algum nível de abertura ao uso dessa modalidade. Desse total, 21% afirmaram já ter utilizado empréstimos para comprar celular, enquanto 24% considerariam essa possibilidade e outros 15% dependeriam das condições oferecidas.

A resistência foi maior entre os entrevistados com 65 anos ou mais. Nesse grupo, 58% disseram que não utilizariam empréstimos para adquirir um aparelho.

Por outro lado, entre os participantes de 30 a 45 anos, 67% afirmaram já ter utilizado, considerar ou poder considerar essa alternativa. Os números mostram diferentes níveis de aceitação do crédito, mas não significam que todos esses consumidores efetivamente contratarão financiamentos.

Como saber se vale a pena trocar de celular?

Antes de comprar um aparelho novo, o consumidor deve avaliar se o dispositivo atual realmente deixou de atender às suas necessidades. Problemas de bateria, falta de armazenamento e falhas frequentes podem justificar a troca, mas nem sempre exigem a compra imediata.

Em alguns casos, substituir a bateria, liberar espaço de armazenamento ou realizar manutenção pode prolongar a vida útil do smartphone. Também é importante verificar se o aparelho continua recebendo atualizações de segurança.

Para quem decidiu comprar, comparar preços e condições de pagamento é fundamental. Um celular anunciado por R$ 1.500 à vista, por exemplo, pode custar R$ 1.800 se for parcelado em 12 prestações de R$ 150.

Nesse cenário hipotético, o consumidor pagaria R$ 300 adicionais, uma diferença de 20% em relação ao preço à vista. Ao recorrer a empréstimos, também é necessário analisar o Custo Efetivo Total (CET), que reúne juros e outros encargos da operação.

O levantamento da datatudo reforça que a idade influencia o comportamento dos consumidores entrevistados, mas o orçamento permanece como elemento central da decisão. Independentemente da faixa etária, avaliar a necessidade da troca e o custo final da compra é essencial para evitar dificuldades financeiras.

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