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Internet da Starlink cresce no Brasil e deixa TIM para trás em ranking de banda larga

Avatar de Jéssica Cassana Jéssica Cassana · · 8 min de leitura
STARLINK TIM

A Starlink alcançou um novo marco no mercado brasileiro de internet e ultrapassou a TIM em número de acessos de banda larga fixa. Os dados mais recentes, referentes a agosto de 2026, mostram a empresa de internet via satélite com 936.807 conexões ativas, enquanto a TIM aparece logo atrás, com 929.882.

Com o resultado, a Starlink assume a nona colocação entre as maiores empresas de banda larga do país, considerando o número de acessos registrados. A TIM caiu para a décima posição, embora também tenha apresentado crescimento no período.

Os números ajudam a mostrar como o mercado brasileiro de internet fixa vem mudando rapidamente, com avanço de provedores regionais, expansão da fibra óptica e aumento da presença de soluções por satélite em áreas onde a infraestrutura tradicional ainda enfrenta limitações.

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Starlink ultrapassa a TIM no Brasil

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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

A diferença entre Starlink e TIM ainda é pequena, mas suficiente para alterar a posição das duas empresas no ranking nacional.

Em agosto de 2026, a Starlink registrou 936,8 mil acessos, equivalentes a aproximadamente 1,62% do mercado brasileiro de banda larga fixa. A TIM ficou com cerca de 929,8 mil conexões, ou 1,61% do total.

O avanço chama ainda mais atenção quando observado o desempenho mensal. A Starlink adicionou aproximadamente 65 mil conexões em agosto, sendo uma das empresas com maior crescimento no período.

A TIM também aumentou sua base, com cerca de 11 mil novas ativações, mas o ritmo foi insuficiente para impedir a ultrapassagem.

Como ficou o ranking das maiores empresas de banda larga?

Apesar do crescimento da Starlink, o topo do mercado brasileiro continua distante para a companhia.

A Claro mantém ampla liderança, com aproximadamente 10,87 milhões de acessos e participação próxima de 18,8% do mercado. Em segundo lugar aparece a Vivo, com cerca de 8,54 milhões de conexões e participação de 14,76%.

Na terceira posição está a Nio, empresa que sucedeu a operação da Oi Fibra, com aproximadamente 3,46 milhões de acessos.

Confira as 20 maiores empresas de banda larga no Brasil em agosto de 2026:

PosiçãoEmpresaAcessosParticipação
1ºClaro10.877.03618,79%
2ºVivo8.543.69214,76%
3ºNio3.465.5065,99%
4ºBrisanet1.587.1282,74%
5ºBrasil Tecpar1.384.0202,39%
6ºVero1.291.7382,23%
7ºGiga Mais Fibra1.287.6422,22%
8ºDesktop1.194.3072,06%
9ºStarlink936.8071,62%
10ºTIM929.8821,61%
11ºUnifique892.0301,54%
12ºAlgar833.9241,44%
13ºAlares798.1131,38%
14ºSky/Zaaz508.1890,88%
15ºKore Brasil363.0700,63%
16ºLigga Telecom354.4430,61%
17ºMhnet Telecom333.2940,58%
18ºValenet222.9540,39%
19ºSurf Telecom193.6510,33%
20ºAtel Telecom174.9030,30%

Por que a Starlink está crescendo tanto?

O principal diferencial da Starlink está no modelo de conexão.

Enquanto grande parte das operadoras depende da instalação de cabos de fibra óptica, redes metropolitanas ou outras estruturas terrestres, a empresa utiliza uma constelação de satélites em órbita baixa para oferecer acesso à internet.

Isso permite alcançar propriedades rurais, pequenas localidades e regiões afastadas onde a expansão da fibra pode ser mais cara ou demorada.

Esse perfil torna o serviço especialmente competitivo fora dos grandes centros urbanos. Para moradores de áreas onde existem poucas opções de banda larga fixa, a internet via satélite pode representar uma alternativa a conexões de rádio, redes móveis ou serviços de menor velocidade.

A expansão da base mostra que esse modelo deixou de ocupar apenas um nicho muito restrito e passou a disputar espaço diretamente com grandes marcas do setor de telecomunicações.

Starlink já havia alcançado 1 milhão de clientes

A companhia já havia anunciado anteriormente a marca de 1 milhão de clientes no Brasil.

Esse número, no entanto, não precisa coincidir exatamente com a quantidade de acessos registrada pela Anatel. A metodologia regulatória contabiliza conexões informadas pelas prestadoras dentro do Serviço de Comunicação Multimídia, enquanto dados divulgados comercialmente por empresas podem utilizar conceitos diferentes de clientes, assinantes ou serviços ativos.

Por isso, para comparar empresas no mercado brasileiro, os dados regulatórios de acessos são uma referência mais adequada.

A Anatel reúne essas informações a partir das declarações enviadas pelas próprias prestadoras, dentro das regras estabelecidas para a coleta de dados do setor de telecomunicações.

Mercado brasileiro passa de 57 milhões de acessos

O crescimento não está restrito à Starlink.

O Brasil registrou aproximadamente 57,49 milhões de acessos de banda larga fixa em agosto de 2026. No mesmo mês do ano anterior, eram cerca de 54,79 milhões.

Isso representa um crescimento aproximado de 2,7 milhões de conexões em um período de 12 meses.

A própria Anatel já vinha registrando expansão ao longo do ano. Em julho de 2026, por exemplo, o país contabilizava aproximadamente 56,8 milhões de acessos de banda larga fixa.

O avanço mostra que, apesar da ampla utilização de internet móvel no Brasil, a conexão fixa continua crescendo e ganhando novos assinantes.

Provedores regionais ganham espaço no ranking

Outro aspecto importante do ranking é a força das empresas regionais.

Brisanet, Brasil Tecpar, Vero, Giga Mais Fibra, Desktop e Unifique aparecem entre as maiores prestadoras do país, muitas delas com atuação concentrada em determinadas regiões.

Esse movimento acompanha a expansão da fibra óptica promovida nos últimos anos por milhares de pequenos e médios provedores.

Segundo a Anatel, o Brasil possui aproximadamente 21 mil prestadoras de banda larga fixa. O número ajuda a explicar por que a participação de mercado é muito mais pulverizada nesse segmento do que na telefonia móvel.

Mesmo a Claro, líder isolada, concentra menos de 20% dos acessos nacionais.

Claro continua muito à frente da Starlink

Apesar da repercussão da ultrapassagem sobre a TIM, ainda existe uma diferença expressiva entre a Starlink e as primeiras colocadas.

A Claro possui mais de 10,8 milhões de acessos, uma base aproximadamente 11 vezes maior que a da companhia de internet via satélite.

A Vivo também continua bastante distante, com mais de 8,5 milhões.

Isso significa que o avanço da Starlink é relevante sobretudo por colocá-la entre as maiores prestadoras do país, mas ainda não representa uma ameaça imediata às líderes em volume total de clientes.

A disputa mais próxima ocorre justamente entre empresas que possuem entre aproximadamente 800 mil e 1,2 milhão de acessos.

Fibra óptica ainda domina a expansão da banda larga

Internet
Imagem: Reprodução / Seu Crédito Digital

Embora a Starlink tenha chamado atenção pelo crescimento acelerado, a fibra óptica continua sendo uma das principais tecnologias responsáveis pela expansão da banda larga fixa brasileira.

Provedores nacionais e regionais vêm ampliando redes de fibra tanto em grandes cidades quanto no interior.

O mercado também passa por consolidação. Empresas maiores têm comprado operações regionais ou ampliado sua presença em mercados onde antes possuíam participação menor.

Esse cenário pode modificar novamente o ranking nos próximos meses.

Claro ampliou presença com compra da Desktop

Um dos movimentos recentes do setor envolve justamente a Desktop, atual oitava colocada no ranking.

A Claro concluiu a aquisição do controle da empresa, que possui forte presença principalmente no interior e no litoral de São Paulo.

A operação foi avaliada em aproximadamente R$ 1,75 bilhão.

Mesmo com a aquisição, os números regulatórios ainda podem aparecer separados conforme a estrutura empresarial e a forma como os acessos são reportados à Anatel.

No médio prazo, a consolidação dessas operações pode aumentar ainda mais a participação do grupo Claro no mercado brasileiro de banda larga.

Nio ocupa a terceira posição

Outro nome que chama atenção na lista é a Nio.

A empresa ocupa a terceira posição, com cerca de 3,46 milhões de acessos e quase 6% do mercado nacional.

A marca assumiu a operação que anteriormente era conhecida como Oi Fibra e passou a disputar o segmento de internet fixa sob nova identidade.

A distância para Claro e Vivo ainda é grande, mas a companhia possui uma base consideravelmente superior à dos grupos que aparecem a partir da quarta colocação.

Ultrapassagem mostra avanço da internet via satélite

Passar a TIM possui principalmente um significado simbólico para a Starlink.

A companhia deixou de ser apenas uma alternativa para consumidores localizados em áreas remotas e passou a figurar oficialmente entre as dez maiores prestadoras de banda larga fixa do Brasil.

O desafio agora será descobrir até onde esse crescimento pode continuar.

A fibra óptica permanece muito competitiva nas áreas urbanas, principalmente porque costuma oferecer planos com altas velocidades e mensalidades menores em localidades onde existe ampla oferta de provedores.

A Starlink, por outro lado, possui uma vantagem estrutural em regiões onde levar cabos e infraestrutura terrestre é mais difícil.

Essa combinação indica que as duas tecnologias devem continuar crescendo em mercados parcialmente diferentes, embora a concorrência entre elas também esteja aumentando.

Starlink pode subir ainda mais no ranking

A distância para a Desktop, atual oitava colocada, ainda é relevante.

A Desktop possui pouco mais de 1,19 milhão de acessos, cerca de 257 mil a mais que a Starlink. Entretanto, se a empresa de internet via satélite mantiver um ritmo elevado de crescimento, essa diferença poderá diminuir nos próximos levantamentos.

Logo abaixo da TIM também existe disputa apertada. A Unifique possui aproximadamente 892 mil acessos, enquanto a Algar aparece com cerca de 834 mil.

Isso significa que pequenas variações mensais podem mudar várias posições intermediárias do ranking.

Por enquanto, o dado mais importante é claro: em agosto de 2026, a Starlink ultrapassou oficialmente a TIM em número de acessos registrados de banda larga fixa no Brasil e entrou na nona posição entre as maiores prestadoras do país.

A marca reforça a rápida expansão da internet via satélite no mercado brasileiro e mostra como a competição por novos assinantes está deixando de envolver apenas as grandes empresas tradicionais de telecomunicações.

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