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Juros do Tesouro Direto estão em queda; entenda por quê

Os juros do Tesouro Direto voltam a ficar abaixo de 13% ao ano. Compreenda por que está acontecendo essa queda

Liliana LuísaPor Liliana Luísa2 min de leitura
Foto do site do Tesouro Direto

O mercado financeiro encara grandes mudanças nesta quinta-feira (29) devido aos anúncios do futuro presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dentre as alterações, foi possível notar a queda dos juros do Tesouro Direto.

No Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, a equipe de transição fará o anúncio oficial dos ministros e presidentes de estatais escolhidos por Lula. Até então, 21 nomes já são de conhecimento geral.

Mercado de títulos públicos opera com queda nas taxas

Desde a manhã do dia 29, na última sessão, os juros do Tesouro Direto apresentaram declínio, chegando a 12,59% no Tesouro Prefixado 2025, assim como há redução na taxa do Tesouro IPCA+, que se encontra em 6,16% ao ano.

Na indicação do dia anterior, o prefixado tinha taxa de 12,70% e os papéis associados à inflação (IPCA) registravam 6,18% ao ano. Apesar da redução dos juros, o Tesouro Direto ainda permanece um investimento rentável e bastante seguro.

Posicionamento de Haddad acalma investidores

Segundo o co-fundador da Escola de Investimentos, Rodrigo Cohen, o futuro ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), está se posicionando devidamente em relação ao mercado de investimentos, visto que sua primeira preocupação é a responsabilidade fiscal.

Para o futuro ministro, é essencial garantir estabilidade do governo e assegurar ao mercado interno e externo de que o país está em ordem. Sendo assim, além de avaliar e organizar as despesas, Haddad também vai rever desonerações sem embasamento técnico do governo anterior.

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Segundo ele, despesas para reeleição de Bolsonaro e essas desonerações custaram 3% do PIB. Assim como foi bem recebido por investidores nacionais, a perspectiva de Haddad foi positiva para o mercado internacional.

Neste contexto, os focos de atenção englobam uma possível recessão em 2023 e a repercussão de uma nova onda de Covid-19.

Imagem: Brenda Rocha – Blossom / Shutterstock.com

Liliana Luísa

Autor

Liliana Luísa

Formada em Letras, Liliana é uma profissional com 10 anos de experiência no mercado de trabalho, atuando como revisora e redatora.

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