Com base em uma operação que investiga desvios de verbas do chamado orçamento secreto, dois suspeitos foram presos pela Polícia Federal no Maranhão. Os irmãos foram apontados como responsáveis por inserir informações falsas nos sistemas do SUS (Sistema Único de Saúde).
Justiça bloqueia mais de R$ 50 milhões de desvios no orçamento secreto
Dois irmãos foram presos no Maranhão apontados como responsáveis por desvios no orçamento secreto.
A ação tinha como objetivo aumentar o número de procedimentos realizados pelas unidades de saúde maranhenses, em teoria, para conseguir um volume maior de repasses de verbas.
Desvios no orçamento secreto no Maranhão
Segundo as informações divulgadas, são 8 pessoas e 4 empresas envolvidas na operação. Até o momento, a polícia determinou o bloqueio de R$ 57 milhões em bens dos participantes. Há ainda a possibilidade de esse bloqueio chegar a R$ 78 milhões, considerando outros municípios do Maranhão.
De acordo com a apuração da Controladoria-Geral da União (CGU), um dos envolvidos foi responsável pelo cadastro de solicitações de recursos no Sistema de Indicação Orçamentária (SINDORC) da Câmara dos Deputados.
Ainda foi descoberto que o autor não tinha vínculo com a cidade maranhense apontada como destino dos recursos desviados. As denúncias foram realizadas pela imprensa.
Conforme indica a investigação da PF, a cidade teria declarado a realização de mais de 12 mil radiografias de dedo. Contudo, a população da cidade de Igarapé Grande não passa de 11,5 mil habitantes.
Na mesma cidade, foram descobertas empresas que receberam mais de R$ 52 milhões, por meio de fraudes em contratos para desvio de recursos.
A operação foi iniciada na manhã desta sexta-feira (14). Ao todo, a polícia dispõe de 16 mandados de busca e apreensão dos outros envolvidos.
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Orçamento secreto
O orçamento secreto, também conhecido como emendas de relator, foi criado pelos parlamentares durante o governo Bolsonaro. As emendas são recursos do Orçamento da União destinados por deputados para suas bases de apoio.
A diferença é que, na emenda de relator, o nome do deputado que destina a verba fica oculto.
Imagem: RHJPhtotoandilustration/shutterstock.com
