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Justiça determina despejo da Igreja Mundial em SP

A juíza decretou ainda o pagamento de R$ 14,7 mil referente a pagamentos não realizados pela Igreja Mundial do Poder de Deus. Veja mais!

Adriane SacramentoPor Adriane Sacramento2 min de leitura
Apóstolo Valdemiro Santiago (fundador da igreja Mundial) de chapéu, óculos escuros e segurando microfone

A Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago, deve sair de um imóvel que ocupa no centro da cidade de Monte Alto, em São Paulo. A decisão é da Justiça do município e o motivo do desejo é por causa de dívidas de aluguel.

Na decisão, a juíza Juliana Francini dos Reis Costa, da 3ª Vara do Foro de Monte Alto autorizou que haja arrombamento e reforço policial, caso seja necessário, para garantir que a Igreja Mundial deixe o imóvel. A propriedade é um salão comercial, alugado em agosto de 2018 por R$ 3 mil mensais.

Igreja Mundial deve pagar quase R$ 15 mil aos proprietários

Na decisão, expedida no dia 17 do mês passado, a juíza deu prazo de 15 dias para o despejo, a partir da notificação. Isso ocorreu após o imóvel não ter sido desocupado voluntariamente. A igreja de Valdemiro Santiago, no entanto, ainda pode recorrer da determinação.

A ação contra a igreja foi ajuizada no ano passado pelos proprietários do imóvel. Segundo a alegação, os pagamentos de aluguel e IPTU não foram realizados. O valor dessas dívidas já chega a R$ 14,7 mil considerando multas, correção monetária e quitações realizadas após o ajuizamento do processo.

Processo corre desde 2022

O imóvel em Monte Alto (SP) foi alugado em agosto de 2018 por um prazo inicial de 3 anos. Em 2021, o contrato foi prorrogado até o mês oito deste ano. Só que em fevereiro e abril de 2022 os donos alegaram que a igreja não estava realizando os pagamentos.

Em maio do ano passado, os proprietários ajuizaram uma ação de despejo. Em agosto deveria ocorrer uma audiência de conciliação, mas nem os donos da propriedade nem a igreja aceitaram.

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Entre as quitações após o ajuizamento da ação, em setembro, os donos pediram que a igreja pagasse cerca de R$ 16,2 mil ou que então deixasse a propriedade. Depois do pedido, a igreja pagou R$ 1,5 mil e não saiu do salão comercial.

A juíza decretou, em fevereiro deste ano, a rescisão do contrato de aluguel e ordenou o pagamento de R$ 14,7 mil. Desse valor foi abatido a quantia paga pela igreja após a solicitação dos proprietários no ano passado.

Imagem: Reprodução / Instagram (@apvaldemirooficial)

Adriane Sacramento

Autor

Adriane Sacramento

Formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e redatora do Seu Crédito Digital desde 2022.

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