Justiça determina que iFood informe dados de cliente que chamou entregador de macaco

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Na última segunda-feira (09), a Justiça de Goiás acatou a solicitação de quebra de sigilo de todos os dados da usuária do iFood que chamou um entregador do aplicativo de macaco.

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O entregador Elson Oliveira, de 39 anos, foi barrado por uma cliente e chamado de “macaco” quando tentava entrar em um condomínio de Goiânia. Na ocasião, disse que vai “até o fim” para que a autora da ofensa racial seja punida.

“Quero ser a última pessoa a passar por isso. Estou muito triste, mas não vou deixar passar. Vou levar até o fim”, disse ao Estadão nesta quarta-feira, 28.

Entregador é alvo de racismo em Goiás (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)

Justiça determina que iFood informe dados de cliente que chamou entregador de macaco

Em nota, o iFood informou que recebeu a ordem judicial e que enviará as informações disponíveis dentro do prazo requerido.

“A empresa reitera que repudia o racismo e atos de discriminação racial e continua à disposição das autoridades para a investigação”

A delegada Sabrina Leles, que é a titular da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), solicitou a quebra de sigilo em 29 de outubro, ao receber as primeiras informações solicitadas ao aplicativo de maneira extrajudicial, por meio de ofício. No entendimento da delegada, as respostas foram muito rasas e optou pela representação judicial.

Rafael Maciel, advogado especializado em direito digital, explicou que a quebra de sigilo telemático solicitada pela Polícia Civil envolve o fornecimento do número de IP do usuário. “Cada vez que uma pessoa se conecta à internet, é gerado um número IP. Com esse dado, a polícia vai descobrir, por exemplo, se a usuária estava ou não dentro do condomínio citado no momento da conexão. Ainda pode ser fornecido pelo aplicativo o número de Imei do aparelho celular cadastrado. A polícia pode saber até quem comprou o celular”, disse ele.

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Via Isto É

Imagem: Leonidas Santana/shutterstock.com

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