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Kwai obriga funcionários a pedirem demissão para negar direitos trabalhistas, revela Revista Piauí

Revista Piauí revela: Kwai obriga funcionários a pedirem demissão para negar direitos trabalhistas. Saiba mais!

Avatar de Helena Serpa Helena Serpa · · 2 min de leitura
Mão segurando celular que mostra logo do Kwai e pessoas ao fundo

A transição dos funcionários da rede social chinesa Kwai para a Joyo Brazil em 2023 foi marcada por polêmicas legais e éticas. Dessa forma, segundo a ComScore, a Kwai é uma das maiores concorrentes globais do TikTok, com o Brasil como seu principal mercado internacional, contando com 48 milhões de assinantes.

Durante uma reunião realizada em fevereiro de 2023, os funcionários foram orientados a deixar seus empregos na Adecco Recursos Humanos SA, uma empresa terceirizada sediada na Suíça, para serem recontratados pela Joyo Brazil. Essa prática implicaria na renúncia aos direitos trabalhistas caso fossem dispensados pela nova empresa, uma medida considerada ilegal de acordo com a CLT.

Respostas ao apelo

Dessa forma, a reação dos funcionários à orientação não foi uniforme, com alguns questionando a legalidade da decisão e outros expressando preocupações sobre os colegas que não aceitaram a orientação. Além disso, um ex-diretor da empresa relatou à Revista Piauí que, ao levantar dúvidas sobre a legalidade da medida, foi confrontado com a escolha entre assinar ou ser demitido.

Mão segurando celular que mostra logo do Kwai e pessoas ao fundo
Imagem: Miguel Lagoa / shutterstock.com

Após o registro dos funcionários pela Joyo Tecnologia em abril de 2023, um grupo de empregados com salários mais elevados foi dispensado meses depois. Causando sentimentos de decepção entre os demitidos. Enquanto a Adecco alegou seguir suas obrigações legais ao processar as demissões. A Kwai sustentou a legalidade de suas ações e negou qualquer sugestão de má conduta.

Repercussões com o Kwai

Assim, além do controverso incidente envolvendo a transição de funcionários, o Kwai enfrenta uma série de polêmicas. Incluindo acusações de disseminação de fake news e conteúdo pirata. Adicionalmente, o aplicativo é acusado de promover candidatos à presidência, indo contra as regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

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Recentes denúncias também apontam para a presença de conteúdo que sexualiza menores no aplicativo. Diante dessas questões, o Kwai está sob investigação do Ministério Público Estadual de São Paulo, que busca apurar as possíveis irregularidades. Destacando um contexto de controvérsias que envolvem a plataforma.

Imagem: Miguel Lagoa / shutterstock.com

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