Motoristas de todo o Brasil passam a contar com novas regras para a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, sem vetos, a lei que torna permanente a renovação automática para condutores com bom histórico no trânsito e modifica o processo para obtenção da primeira habilitação.
Nova lei muda regras da CNH: renovação automática é definitiva e primeira habilitação fica mais flexível
Lei sancionada altera regras da CNH, torna permanente a renovação automática para bons condutores e muda a primeira habilitação.
As mudanças já estavam sendo aplicadas desde o fim de 2025 por meio de uma medida provisória. Com a sanção presidencial, porém, elas passam a integrar de forma definitiva o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), trazendo alterações importantes tanto para quem já possui CNH quanto para aqueles que pretendem conquistar o primeiro documento.
Entre as principais novidades estão a consolidação da renovação simplificada para motoristas sem infrações, a adoção da CNH digital como versão padrão e a flexibilização do processo de formação de novos condutores.
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Renovação da CNH exige avaliações previstas na legislação

Renovação automática da CNH passa a ser definitiva
A principal mudança beneficia os motoristas que mantêm um bom histórico de condução.
A partir da nova legislação, a renovação automática da CNH deixa de ser uma medida temporária e passa a fazer parte do Código de Trânsito Brasileiro.
Na prática, o procedimento busca reduzir etapas burocráticas para condutores que cumprem determinados requisitos estabelecidos em lei.
No entanto, durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional, os parlamentares mantiveram uma exigência considerada essencial para a segurança viária.
Exames médicos continuam obrigatórios
Embora o processo de renovação seja simplificado, a legislação preserva a obrigatoriedade dos exames de aptidão física e mental.
Assim, os motoristas continuarão precisando comprovar que possuem condições para dirigir com segurança.
Além disso, a avaliação psicológica permanece obrigatória nas situações já previstas pela legislação de trânsito, como em determinadas categorias profissionais ou casos específicos definidos pelos órgãos competentes.
Segundo o governo, a manutenção desses exames busca conciliar a desburocratização dos serviços públicos com a preservação da segurança nas vias.
Quem poderá utilizar a renovação automática
Nem todos os condutores terão acesso ao procedimento simplificado.
Para utilizar a renovação automática, será necessário cumprir todos os requisitos previstos na nova lei.
São eles:
- não ter recebido pontos na CNH nos 12 meses anteriores ao vencimento do documento;
- não ter cometido infrações de trânsito nesse período;
- estar inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).
Caso todas essas condições sejam atendidas, o motorista poderá realizar a renovação pelos sistemas digitais disponibilizados pelos órgãos de trânsito.
O que é o Registro Nacional Positivo de Condutores
O Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC) é um cadastro criado para reconhecer motoristas que mantêm comportamento responsável no trânsito.
O objetivo é incentivar a direção segura por meio da valorização dos chamados “bons condutores”.
Além de facilitar a renovação da CNH, o cadastro também pode servir de base para programas de benefícios oferecidos por empresas privadas ou órgãos públicos, conforme regulamentações específicas.
Como fazer o cadastro no RNPC
A adesão ao Cadastro Positivo de Condutores pode ser feita de forma digital.
O procedimento ocorre por meio do aplicativo CNH Brasil.
O passo a passo é simples:
- abrir o aplicativo CNH Brasil;
- acessar a opção “Condutor”;
- selecionar o menu “Cadastro Positivo”;
- autorizar a participação no programa.
Após a confirmação, o motorista passa a integrar o registro, desde que cumpra os critérios estabelecidos pela legislação.
CNH digital passa a ser o documento padrão
Outra mudança importante diz respeito ao formato da Carteira Nacional de Habilitação.
A nova lei estabelece que a versão digital passa a ser a modalidade padrão e gratuita para todos os condutores.
A medida acompanha o avanço da digitalização dos serviços públicos e amplia o uso dos documentos eletrônicos.
Mesmo assim, quem preferir continuar utilizando a carteira impressa poderá solicitar sua emissão.
Nesse caso, será necessário pagar a taxa correspondente cobrada pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).
Valores dos exames serão definidos nacionalmente
A legislação também altera a forma de definição dos preços dos exames exigidos durante o processo de habilitação e renovação.
A partir da nova regra, os valores dos exames médicos e psicológicos serão estabelecidos nacionalmente pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran).
Segundo o governo, a medida busca reduzir as diferenças de preços atualmente observadas entre os estados e promover maior uniformidade no atendimento aos condutores.
Primeira habilitação terá mudanças importantes
As alterações não atingem apenas quem já possui CNH.
O processo para obtenção da primeira habilitação nas categorias A (motocicletas) e B (automóveis) também foi reformulado.
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O objetivo é ampliar o acesso ao documento e reduzir os custos enfrentados pelos candidatos.
Aulas teóricas deixam de ter carga horária mínima
Uma das principais novidades envolve o curso teórico.
Com a nova legislação, deixa de existir a obrigatoriedade das atuais 45 horas mínimas de aulas teóricas.
O candidato poderá escolher entre:
- estudar gratuitamente pela plataforma digital disponibilizada pelo governo;
- continuar realizando o curso em um Centro de Formação de Condutores (autoescola).
Independentemente da forma de preparação escolhida, o exame teórico continua obrigatório para obtenção da CNH.
Formação prática também fica mais flexível
As mudanças também alcançam a etapa prática da formação.
A exigência de carga horária mínima de 20 horas de aulas práticas deixa de existir.
Além disso, o candidato poderá optar por diferentes modalidades de preparação.
Será possível:
- contratar instrutores autônomos credenciados pelos Detrans;
- realizar o treinamento em autoescolas tradicionais.
Apesar da flexibilização, o exame prático permanece obrigatório para todos os candidatos.
Ou seja, a aprovação continuará dependendo da demonstração das habilidades exigidas para conduzir veículos com segurança.
Objetivo é reduzir custos e ampliar o acesso à CNH
Segundo informações divulgadas pelo portal especializado Mundo do Automóvel para PCD, as mudanças têm como principais objetivos:
- reduzir os custos da primeira habilitação;
- diminuir a burocracia;
- ampliar o acesso da população à CNH;
- modernizar os serviços oferecidos pelos órgãos de trânsito.
A expectativa é que a possibilidade de utilizar plataformas digitais e instrutores credenciados aumente a concorrência e ofereça mais opções aos candidatos.
O que muda para os motoristas na prática

Com a nova legislação, os principais impactos para os condutores incluem:
- renovação automática passa a ser permanente para quem atende aos requisitos;
- exames médicos continuam obrigatórios durante a renovação;
- CNH digital torna-se o documento padrão;
- versão impressa continua disponível mediante pagamento;
- preços dos exames passam a ser definidos nacionalmente pela Senatran;
- fim da carga horária mínima obrigatória para aulas teóricas;
- fim da exigência de carga mínima para aulas práticas;
- possibilidade de estudar gratuitamente em plataforma digital;
- autorização para contratação de instrutores autônomos credenciados;
- manutenção dos exames teórico e prático para obtenção da habilitação.
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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