Um ano após a entrada em vigor da lei que restringe o uso de celulares nas escolas brasileiras, os primeiros resultados apontam mudanças significativas no ambiente escolar.
Lei que restringe celulares completa um ano; 92% das escolas mantêm proibição
Pesquisa do MEC mostra que 92% das escolas já restringem o uso de celulares e relatam melhora na concentração, socialização e aprendizado.
Segundo pesquisa divulgada pelo Ministério da Educação (MEC), 92% das instituições de ensino públicas e privadas já adotaram a nova política e a maioria dos gestores relata melhorias na concentração, na participação em sala de aula e na convivência entre os estudantes.
O levantamento foi realizado em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Instituto Alana e a UNESCO, ouvindo gestores de 8.189 escolas de todos os estados brasileiros.
Os dados reforçam que a restrição ao uso recreativo dos celulares não reduziu o espaço da tecnologia na educação, mas estimulou um uso mais planejado e pedagógico dos recursos digitais.
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A pesquisa mostra que a maior parte das escolas já incorporou a nova legislação à rotina.
Quase todas as escolas já seguem a regra
Segundo o levantamento:
- 92% das escolas públicas e privadas já adotaram a restrição ao uso de celulares;
- 45% dos gestores afirmam que a implementação está totalmente consolidada;
- 47% informam que a adaptação continua em andamento, mas com resultados positivos.
Antes da lei, 13% das escolas permitiam o uso dos aparelhos em qualquer espaço e horário. Atualmente, esse percentual caiu para zero.
Ao mesmo tempo, o número de instituições que restringem o uso em todos os ambientes escolares passou de 20% para 48%.
Concentração dos alunos melhorou
Um dos principais objetivos da legislação era reduzir as distrações durante as aulas.
Gestores percebem maior participação
Os resultados indicam melhora significativa no desempenho cotidiano dos estudantes.
Segundo os gestores entrevistados:
- 97% observaram aumento da participação dos alunos nas atividades escolares;
- 95% perceberam melhora na concentração durante as aulas.
Para muitas escolas, a redução do uso constante dos smartphones facilitou a atenção dos estudantes e aumentou o envolvimento com o conteúdo apresentado pelos professores.
Socialização também apresentou avanços
Os efeitos da medida não ficaram restritos ao aprendizado.
Mais interação entre os estudantes
O levantamento aponta que:
- 95% dos gestores perceberam aumento da convivência presencial entre os alunos;
- 88% associaram a política à redução de conflitos, agressões virtuais e casos de cyberbullying;
- 86% acreditam que houve melhora no bem-estar e redução da ansiedade no ambiente escolar.
Esses resultados reforçam a percepção de que limitar o uso recreativo do celular favorece o relacionamento entre os estudantes durante os intervalos e demais atividades escolares.
Atividades sem telas cresceram
Outro efeito observado foi a valorização de outras formas de aprendizagem.
Mais práticas manuais e esportivas
Segundo a pesquisa:
- 67% das escolas registraram aumento das atividades manuais, artísticas e lúdicas;
- 56% passaram a utilizar com maior frequência espaços como pátios, quadras e áreas externas para atividades pedagógicas.
Essas mudanças contribuíram para diversificar as experiências oferecidas aos alunos ao longo da rotina escolar.
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Tecnologia continua presente nas escolas
Apesar das restrições ao uso dos celulares durante atividades recreativas, a pesquisa mostra que a tecnologia continua sendo utilizada para fins educacionais.
Uso pedagógico foi mantido
Os dados mostram que:
- 86% das escolas mantiveram ou ampliaram atividades pedagógicas com recursos digitais;
- 71% dos gestores discordam que a restrição prejudique o desenvolvimento das habilidades digitais dos estudantes.
Além disso, nas escolas públicas:
- 51% ampliaram ações de educação digital e midiática em 2025;
- 36% pretendem iniciar novos projetos em 2026.
Isso demonstra que a legislação não pretende eliminar a tecnologia do ambiente escolar, mas incentivar seu uso de forma planejada e com objetivos pedagógicos.
O que diz o MEC
Para a Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação, um dos principais resultados da política foi a recuperação das relações presenciais entre os estudantes.
Segundo a secretária Katia Schweickardt, a restrição ao uso dos celulares contribui para fortalecer a socialização sem impedir que a tecnologia continue sendo utilizada como ferramenta de ensino.
A avaliação do MEC é que o desafio atual consiste em equilibrar o desenvolvimento das competências digitais com a redução do uso excessivo dos dispositivos durante a rotina escolar.
Lei busca equilibrar tecnologia e aprendizagem

Os resultados apresentados pelo Ministério da Educação mostram que a maioria das escolas brasileiras conseguiu adaptar sua rotina às novas regras sobre o uso de celulares.
Ao mesmo tempo em que houve melhora na concentração, na participação dos estudantes e na convivência escolar, o levantamento indica que as atividades pedagógicas com recursos digitais continuaram presentes nas salas de aula.
O cenário reforça que a proposta da legislação não é afastar os alunos da tecnologia, mas incentivar um uso mais consciente, equilibrado e voltado ao aprendizado, preservando também momentos importantes de interação social e desenvolvimento fora das telas.
INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:
