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Lei Rouanet: pagamentos atrasados geram revolta e cobrança a Margareth Menezes

Atrasos nos pagamentos da Lei Rouanet geram preocupações no cenário cultural. Saiba mais sobre os principais problemas da pauta!

Bruna MachadoPor Bruna Machado3 min de leitura
Várias notas de reais e moedas pix

O setor da cultura passou por inúmeros desafios durante a gestão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o comando de Margareth Menezes no Ministério da Cultura (MinC), muitos acreditavam que viria, enfim, um alívio, sobretudo acerca dos pagamentos da Lei Rouanet.

Contudo, os profissionais que desempenham o papel crucial de avaliar projetos culturais submetidos ao MinC estão enfrentando desafios contínuos em sua jornada. Em vista disso, o grupo está reivindicando condições de trabalho justas e pagamentos regulares.

Os pareceristas, responsáveis por emitir avaliações críticas de projetos submetidos à Lei Rouanet, decidiram denunciar a falta de transparência na contratação e os atrasos nos pagamentos. Em vista disso, os profissionais divulgaram uma carta aberta para a ministra Menezes

Pareceristas denunciam falta de pagamento na Lei Rouanet

O principal ponto abordado na carta aberta diz respeito a um histórico de negligência, principalmente por parte dos gestores da Cultura, em diversos governos. Conforme os pareceristas explicaram na carta, eles são responsáveis por analisar a viabilidade dos projetos culturais.

Além disso, eles também analisam a viabilidade econômica e garantem a sua conformidade com a legislação. No entanto, eles não possuem vínculo empregatício com o MinC e são remunerados por cada serviço prestado ao ministério.

MinC responde a carta aberta

O MinC, em uma declaração oficial, informou que apenas 20% dos pagamentos estão pendentes e que eles serão regularizados até o final de novembro. Além disso, mencionou que os pareceres emitidos a partir de abril de 2023 estão sendo pagos em prazos mais curtos.

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Mensalmente, cerca de 190 pareceristas estão recebendo remuneração, com uma média de 2.800 pareceres, totalizando R$ 108 mil. Ademais, a situação desses profissionais piorou durante o período entre 2019 e 2022, quando o MinC foi extinto.

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Extinção do MinC causou “apagão”

Quando o ex-presidente Bolsonaro extinguiu o MinC, houve um “apagão” administrativo que também impactou os pareceristas. De acordo com Marcus Gatto, um dos pareceristas, durante a gestão de Mario Frias na Cultura, houve retaliações contra profissionais que levantavam preocupações ou buscavam melhorias.

A esperança de melhoria surgiu com a reintegração do MinC no governo petista. Porém, infelizmente, os pareceristas continuam enfrentando falta de respeito e reconhecimento. Muitos deles alegam que trabalham “no escuro” na maioria dos casos.

Imagem: rafapress / shutterstock.com

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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