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Imóveis da Caixa entram em leilão com valores a partir de R$ 51 mil

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 6 min de leitura
Caixa economica federal 24

A Caixa Econômica Federal colocou em disputa 596 imóveis em 23 estados, em um leilão marcado para outubro de 2026. O certame será realizado em duas etapas, nos dias 14 e 20 de outubro, às 10h, e reúne casas, apartamentos, terrenos, imóveis comerciais e propriedades rurais.

Segundo a Globo Leilões, responsável pelo certame, os valores iniciais vão de R$ 51 mil a R$ 8 milhões, com descontos que podem chegar a 67% sobre o valor de avaliação, dependendo do imóvel e da etapa da disputa.

As condições de pagamento variam conforme cada lote. Há imóveis que aceitam recursos próprios, financiamento pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) e utilização do FGTS, enquanto outros permitem apenas pagamento à vista. Por isso, a consulta individual ao edital é indispensável antes de qualquer lance.

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Quando acontece o leilão de imóveis da Caixa

Caixa Leilao imoveis
Imóveis da Caixa entram em leilão com valores a partir de R$ 51 mil 4

A primeira etapa está programada para 14 de outubro de 2026, às 10h. Os imóveis que não forem vendidos podem seguir para a segunda fase, marcada para 20 de outubro, também às 10h.

Na prática, o segundo leilão pode apresentar um valor mínimo diferente do primeiro. Há lotes em que a redução é significativa, mas isso não significa que todos os imóveis terão desconto na segunda etapa.

O próprio catálogo oficial da Caixa mostra essa diferença entre os lotes. Um apartamento em São Paulo, por exemplo, aparece com valor mínimo de R$ 232 mil na primeira etapa e R$ 148.787,10 na segunda.

Por isso, comparar as duas fases antes de definir uma estratégia de lance pode ser importante, especialmente para quem possui limite financeiro determinado.

Quais imóveis estão disponíveis

O catálogo reúne propriedades espalhadas por diferentes regiões brasileiras. Há apartamentos compactos, casas, terrenos e imóveis de maior porte.

No Rio de Janeiro, por exemplo, um apartamento de dois quartos em Vargem Pequena aparece com 44 metros quadrados e uma vaga de garagem. O imóvel tem valor de avaliação de R$ 240 mil e lance mínimo definido em R$ 255.567,41 na primeira etapa e R$ 192.930,31 na segunda.

Em São Paulo, também existem apartamentos com possibilidade de utilização do FGTS. Um dos lotes disponíveis no catálogo da Caixa, no Jardim Helian, tem dois quartos, 41,56 metros quadrados de área privativa e valores mínimos diferentes entre as duas etapas.

Há ainda imóveis no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, por exemplo, apartamentos de dois quartos aparecem no edital com possibilidade de utilização do FGTS, conforme as condições estabelecidas para cada lote.

Esses exemplos mostram por que não basta olhar apenas para o percentual de desconto. Localização, metragem, ocupação, estado de conservação, despesas e forma de pagamento podem alterar significativamente o custo final da compra.

Como funciona o pagamento

A Caixa informa, para os lotes que possuem essa condição, a possibilidade de financiamento pelo SBPE. Alguns imóveis também permitem utilização do FGTS, desde que o comprador cumpra os requisitos aplicáveis.

O catálogo oficial deixa claro que essas condições não são iguais para todos os imóveis. Há lotes que aceitam somente recursos próprios, enquanto outros permitem financiamento ou FGTS.

Além do lance, o comprador precisa considerar a comissão do leiloeiro, de 5% sobre o valor arrematado. Assim, um imóvel comprado por R$ 200 mil, por exemplo, gera uma comissão de R$ 10 mil, antes mesmo de serem considerados outros custos relacionados à aquisição.

O edital também estabelece prazos específicos para pagamento e formalização da compra. Em determinadas situações, o não cumprimento das obrigações pelo arrematante pode resultar em consequências previstas nas regras do certame.

FGTS pode ser usado na compra?

Sim, mas somente nos imóveis e situações em que essa modalidade esteja expressamente autorizada e desde que o comprador cumpra as regras do FGTS e do financiamento habitacional.

O catálogo da Caixa informa individualmente quando o imóvel permite utilização do fundo. Um apartamento em Porto Alegre, por exemplo, consta com possibilidade de uso do FGTS, enquanto há outros lotes que aceitam exclusivamente recursos próprios.

Quem pretende utilizar o FGTS deve verificar previamente seu enquadramento e não deixar essa análise para depois do arremate. A aprovação do recurso precisa ser compatível com as regras aplicáveis ao imóvel e ao comprador.

Cuidado com dívidas e situação do imóvel

Um dos pontos mais importantes antes de participar de um leilão é verificar quem será responsável pelas despesas existentes.

Nas páginas oficiais de diversos lotes, a Caixa informa expressamente que condomínio e tributos podem ficar sob responsabilidade do comprador. Essa informação varia conforme o imóvel e deve ser analisada antes do lance.

Também é fundamental verificar se o imóvel está ocupado. A ocupação pode tornar a posse mais complexa e gerar custos ou procedimentos adicionais para o comprador.

Outro cuidado é consultar matrícula, edital e demais documentos do lote. Existem imóveis em que a própria página da Caixa informa a existência de gravames, penhoras ou indisponibilidades e atribui ao adquirente determinadas providências de regularização.

Como participar do leilão da Caixa

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Imagem: Daenin / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

A participação ocorre pela plataforma indicada no edital e exige cadastro prévio. A Globo Leilões informa que os interessados devem realizar o cadastro antes de ofertar os lances.

O caminho mais seguro é começar pelo catálogo oficial de imóveis da Caixa, localizar o lote de interesse e conferir o edital correspondente. Depois, o comprador deve acessar a plataforma do leiloeiro indicada nos documentos oficiais.

Antes de fazer qualquer oferta, vale conferir o valor de avaliação, lance mínimo nas duas etapas, comissão, forma de pagamento, possibilidade de FGTS ou financiamento, ocupação, matrícula e responsabilidades por condomínio e tributos.

Também é importante verificar cuidadosamente o endereço eletrônico utilizado. Leilões de imóveis são alvo de golpes com páginas falsas, boletos fraudulentos e contatos que tentam se passar por empresas ou leiloeiros legítimos.

A recomendação é não realizar pagamentos a partir de links recebidos aleatoriamente por WhatsApp, redes sociais ou e-mail. Os dados devem ser confirmados diretamente nos canais oficiais e no edital do imóvel.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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