Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, a primeira-dama, Rosângela Lula da Silva (PT), mais conhecida como Janja, apresentou o programa “Papo de Respeito”, do canal TV Brasil, por meio de uma live transmitida no Youtube, no dia 7 de março.
Live de Janja gera polêmica e entra na mira da Justiça
Entenda o que foi abordado na live para gerar polêmica. A Justiça determinou o prazo de 72h para a União e a EBC prestar esclarecimentos.
A live teve como tema o enfrentamento à violência contra a mulher e também contou com a participação da Ministra das Mulheres, Aparecida Gonçalves e da apresentadora Luana Xavier.
No entanto, a live tem sido alvo da Justiça. O motivo é a ação movida pelo vereador Rubinho Nunes (União Brasil/SP) pedindo que o programa saia do ar. Ademais, os deputados federais Kim Kataguiri (União Brasil/SP) e o Carmelo Neto (PL/CE) também solicitaram a exclusão da live.
Acusada de propaganda política
Segundo Nunes, a primeira-dama utilizou a transmissão para fazer promoção ao atual governo. Assim, Rubinho Nunes menciona na petição que foi assinada pelo juiz da 25ª Vara Federal de São Paulo, Djalma Moreira Gomes:
“A primeira-dama durante toda a apresentação do programa evidencia e enaltece os feitos do marido presidente da República, tratando a programação da empresa pública como um boletim informativo das supostas bondades realizadas pelo atual mandatário do Poder Executivo Federal”, relatou o vereador Rubinho Nunes.
Já o parlamentar Kataguiri, que moveu uma ação popular na Justiça do Distrito Federal, alegou que Janja e Lula agiram de forma “imoral e inconstitucional” ao utilizar uma rede estatal para prestar “elogios” ao atual governo.
Todavia, a ação popular movida pelo deputado Carmelo Neto na Justiça do Ceará, não citava a primeira-dama, Janja, enquanto ré.
Justiça determina o prazo de 72h
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Nesse sentido, a Justiça determinou o prazo de 72h para que o governo, juntamente com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC), prestasse esclarecimentos acerca do programa transmitido no último dia 7.
Ao portal Estadão, o presidente da EBC relatou que ainda não recebeu notificação da Justiça, mas que está tranquilo em relação às acusações, pois afirmou que se trata de frenesi “natural” devido à oposição política. “Estamos tranquilos, não há ilegalidade nem irregularidade”, disse.
Contudo, após ser procurada pela imprensa, a assessoria de Janja afirmou que não irá comentar sobre o assunto.
Imagem: Wagner Vilas/ shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
