Prédio de R$ 55 milhões das Lojas Americanas não atrai lances e volta ao patrimônio do grupo

Em março de 2025, um imóvel icônico localizado no coração de Campo Grande, onde funcionam as Lojas Americanas, foi colocado à venda em leilão com lance inicial de R$ 55 milhões. No entanto, o prédio não recebeu nenhuma proposta e acabou retornando ao patrimônio da credora, que já planeja realizar uma nova tentativa de venda.

O edifício, situado entre as ruas Dom Aquino e Cândido Mariano, possui três pavimentos e uma área construída de 12.028,72 metros quadrados, e é alvo de duas ações judiciais no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, o que pode ter influenciado a falta de interesse dos investidores no leilão.

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Imóvel retorna ao patrimônio da credora sem lances

Leilão
Imagem: Freepik / Reprodução

De acordo com a plataforma de leilões Zuk, operada pela leiloeira Dora Plat, responsável pelo certame, o imóvel foi aberto para ofertas, mas nenhuma proposta foi apresentada durante o período do leilão. “Esse imóvel não teve lances, ele retornou ao patrimônio da credora que definirá uma nova data de leilão sem aviso prévio na Zuk ou em outra leiloeira”, informou a plataforma.

A nova data para a realização do leilão ainda não foi divulgada. O imóvel é de propriedade do Shopping Center Cidade Morena (SCCM S/A), e a venda foi conduzida pela SVV Participações e Empreendimentos Imobiliários Ltda.

Ações judiciais envolvem débitos milionários

O prédio está envolvido em dois processos judiciais movidos por empresas que cobram valores referentes à compra de cotas do Shopping Center Cidade Morena em 2010. A Platina Agropecuária e a Passaletti Modas Calçados e Confecções demandam juntas R$ 24,1 milhões.

No processo movido pela Platina Agropecuária, a primeira instância decidiu favoravelmente à empresa, mas o caso ainda está em fase de recurso. Já o processo da Passaletti Modas teve resultado desfavorável e atualmente tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Esses processos criam uma situação de incerteza jurídica sobre o imóvel, o que possivelmente afastou potenciais compradores durante o leilão.

Histórico e posicionamento da família Saad

O imóvel está ligado ao grupo familiar Saad, através de empresas como Saad Administração e Participação Ltda, Camelódromo Saad Empreendimentos Imobiliários Ltda, e Saad Empreendimentos Imobiliários Ltda. Os irmãos Fernando e Gioconda Saad permanecem à frente dessas organizações.

Em manifestações anteriores, a administração do SCCM afirmou que o shopping prometido em 2011 nunca foi construído e negou qualquer má-fé no andamento do projeto. Além disso, ressaltou que os acionistas continuam sendo os proprietários dos imóveis e que é possível solicitar a retirada da sociedade, desde que respeitadas as cláusulas contratuais.

O que significa o retorno do imóvel ao grupo?

O fato do prédio voltar ao patrimônio da credora após não receber lances pode indicar que o mercado imobiliário ainda não vê valor atrativo no imóvel, seja pela situação jurídica ou pela avaliação econômica do ativo. A ausência de propostas também pode refletir a cautela dos investidores diante das pendências judiciais e do cenário econômico regional.

A nova tentativa de leilão poderá trazer condições diferentes, ajustes no preço ou até mesmo a resolução das disputas judiciais, fatores que poderão incentivar ofertas futuras.

Considerações finais

O leilão do prédio onde funcionam as Lojas Americanas em Campo Grande representa um capítulo complexo dentro das negociações do grupo Saad. Entre as pendências judiciais e a falta de interesse inicial no leilão, o imóvel segue em um impasse que reflete o cenário atual de ativos imobiliários com passivos legais e financeiros significativos.

O acompanhamento das próximas movimentações será fundamental para avaliar se o imóvel conseguirá ser vendido, qual será o impacto para as partes envolvidas e como isso influenciará o mercado local.

Com informações de: Campo Grande News

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