Os três maiores bancos privados do Brasil – Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4) e Santander (SANB11) – fecharam o primeiro semestre de 2025 com lucro acumulado de R$ 42 bilhões.
Lucro de 3 grandes bancos privados pula quase 20% no 1º semestre: Itaú, Bradesco e Santander somam R$ 42 bi
Lucro dos bancos Itaú, Bradesco e Santander sobe quase 20% no 1º semestre de 2025, chegando a R$ 42 bilhões apesar da crise econômica.
O valor representa um crescimento de 19,8% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o resultado somou R$ 35,1 bilhões, mesmo em um cenário marcado pela alta dos juros e incertezas econômicas.
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Itaú mantém liderança com lucro recorde no semestre

O Itaú voltou a ser o grande destaque do setor bancário, entregando mais da metade do lucro total dos três grandes bancos privados. No primeiro semestre, o banco registrou lucro recorrente de R$ 22,6 bilhões, um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2024.
Esse desempenho é resultado de uma combinação de fatores, incluindo a melhora na rentabilidade, controle da inadimplência e crescimento da carteira de crédito, além da ampliação das receitas provenientes de prestação de serviços e seguros.
Antecipação de dividendos ao acionista
Com os números positivos, o Itaú sinaliza o pagamento de um dividendo adicional “importante” aos acionistas, a ser anunciado no fechamento do balanço anual, previsto para o início de 2026. O banco segue consolidando sua posição como líder do setor, apesar dos desafios do mercado.
Bradesco supera expectativas e apresenta alta expressiva no lucro
O Bradesco também teve um semestre positivo, registrando lucro líquido de R$ 11,9 bilhões, o que representa um salto de 33,7% em relação ao primeiro semestre de 2024.
O resultado superou as previsões do mercado e foi impulsionado pela melhora da rentabilidade, maior receita com serviços e seguros, além do controle da inadimplência.
Reestruturação e planos para o futuro
Em processo de reestruturação, o Bradesco busca acelerar ainda mais seus resultados. O CEO Marcelo Noronha ressaltou, durante a apresentação dos resultados do segundo trimestre, que o banco elevou seu guidance para as receitas de serviços, seguros, previdência e capitalização em 2025.
O objetivo é aumentar a competitividade e eficiência nos próximos meses, embora o executivo reconheça que ainda há espaço para avanços.
Santander cresce, mas analistas demonstram cautela
O Santander encerrou o primeiro semestre com lucro líquido de R$ 7,5 bilhões, um crescimento de 18,4% sobre o mesmo período do ano anterior. Apesar do aumento no resultado, o desempenho do banco não empolgou os analistas devido ao aumento das despesas com provisões para perdas.
Impacto do cenário macroeconômico
O banco atribuiu o aumento das provisões ao cenário macroeconômico desafiador, com juros elevados que têm elevado o endividamento das famílias e o número de pedidos de recuperação judicial. Mesmo assim, o Santander conseguiu reduzir levemente a taxa de inadimplência, que ficou em 3,1%.
Comparação com o Banco do Brasil: queda nos lucros preocupa o mercado
Diferentemente dos bancos privados, o Banco do Brasil (BBAS3) deve divulgar seus resultados do segundo trimestre apenas em 14 de agosto, após o fechamento do mercado.
As expectativas, entretanto, são negativas. O setor aponta para uma queda superior a 40% no lucro em comparação com o mesmo período de 2024.
No primeiro trimestre, o lucro do Banco do Brasil caiu 20,7%, para R$ 7,37 bilhões, refletindo desafios no agronegócio e aumento da inadimplência.
Caso as projeções se confirmem, o lucro acumulado no primeiro semestre será de aproximadamente R$ 12,5 bilhões, muito abaixo dos R$ 18,8 bilhões registrados em 2024.
Impacto nas ações e perspectivas futuras
Diante desse cenário, várias casas de análise revisaram para baixo as projeções para o Banco do Brasil, e suas ações têm sofrido na bolsa, sendo negociadas na casa dos R$ 18.
Panorama econômico e perspectivas para o setor bancário
Cenário de juros altos e incertezas
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O crescimento robusto do lucro dos bancos privados ocorre em meio a um cenário econômico desafiador, marcado por juros elevados, inflação controlada, mas incertezas globais que impactam o consumo e o crédito.
Estratégias de crescimento e diversificação de receita
Itaú, Bradesco e Santander vêm adotando estratégias que passam pela diversificação das fontes de receita, apostando no crescimento das operações de seguros, previdência, serviços financeiros e tecnologia.
O controle rigoroso da inadimplência e o investimento em eficiência operacional também têm sido cruciais.
Digitalização e inovação
A digitalização do setor bancário tem acelerado, com os grandes bancos ampliando suas plataformas digitais para aumentar a capilaridade e melhorar a experiência do cliente, gerando receita adicional e reduzindo custos.
O que esperar do setor bancário no segundo semestre de 2025

Especialistas indicam que, apesar dos desafios econômicos, a tendência é de continuidade no crescimento dos resultados, desde que os bancos mantenham o controle da inadimplência e a eficiência operacional.
Potenciais riscos
O cenário global, volatilidade cambial, e a possibilidade de aumento de juros ainda representam riscos ao desempenho do setor. A recuperação da economia brasileira e a evolução das políticas econômicas serão determinantes.
Conclusão
O primeiro semestre de 2025 confirma a força dos três grandes bancos privados do Brasil, que somaram R$ 42 bilhões em lucro, crescimento próximo a 20% frente ao ano anterior.
Itaú, Bradesco e Santander demonstram resiliência e capacidade de adaptação em um ambiente econômico complexo, destacando-se pelo controle da inadimplência e expansão de receitas.
Enquanto isso, o Banco do Brasil enfrenta desafios maiores, refletidos em resultados e expectativas mais modestas. O desempenho dos bancos será decisivo para a recuperação e o desenvolvimento do setor financeiro brasileiro nos próximos meses.
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