Os resultados do segundo trimestre de 2025 (2T25) dos bancos Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11) vieram acima das expectativas dos analistas e do mercado. Os números reforçam a resiliência do setor bancário diante de um cenário macroeconômico desafiador, com juros ainda elevados e inadimplência pressionada. Apesar do desempenho financeiro sólido, as ações de ambas as instituições enfrentam correções técnicas, refletindo movimentos naturais de ajuste e realização de lucros.
Bradesco (bbdc4) e Santander (sanb11) corrigem; entenda o que dizem os analistas
Bradesco e Santander divulgam lucros robustos no 2T25. Veja a análise técnica das ações BBDC4 e SANB11 e os principais suportes.
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Lucro do Bradesco dispara e supera projeções
O Bradesco reportou um lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões no 2T25, representando uma alta de 28,6% em relação ao mesmo período de 2024. O Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio (ROAE) também avançou, atingindo 14,6%, consolidando uma trajetória de recuperação.
O principal motor do crescimento foi o forte desempenho nas receitas de prestação de serviços e no segmento de seguros, o que motivou o banco a revisar para cima suas projeções para o ano nesses setores. O resultado sinaliza uma melhora na eficiência operacional e na diversificação das fontes de receita.
Santander Brasil mantém trajetória de crescimento
O Santander Brasil também apresentou crescimento sólido, com lucro gerencial de R$ 3,659 bilhões no trimestre, um avanço anual de 9,8%. Apesar da queda de 5,2% em relação ao trimestre anterior, o banco elevou seu ROAE para 16,4%, um dos maiores entre os grandes bancos brasileiros.
A margem financeira bruta somou R$ 15,396 bilhões, ainda que com retração sequencial. O recuo refletiu a necessidade de reforçar provisões para perdas com crédito, num momento em que o cenário macroeconômico ainda exige cautela.
Análise técnica das ações: BBDC4 e SANB11 em correção
Mesmo diante de lucros robustos, as ações dos bancos não escaparam da pressão vendedora no mercado financeiro. As movimentações nos gráficos diários e semanais revelam padrões de correção técnica, que não anulam as tendências de médio prazo, mas exigem atenção dos investidores.
Ações BBDC4: consolidação após forte valorização no ano

No gráfico diário, a ação preferencial do Bradesco (BBDC4) trabalha abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, o que indica viés negativo no curtíssimo prazo. O papel iniciou um movimento de correção após testar a resistência em R$ 16,88 — patamar que, até o momento, se mantém como um obstáculo relevante à retomada da tendência de alta.
Suportes imediatos e possíveis alvos de queda
A perda do suporte em R$ 15,27 pode intensificar o movimento de baixa, com alvos técnicos projetados em:
- R$ 14,50
- R$ 13,50
- R$ 13,26
Caso o fluxo vendedor se mantenha, zonas de atenção adicionais se encontram em R$ 12,79 e R$ 11,61.
Condições para reversão no curto prazo
Para que haja uma recuperação no curtíssimo prazo, BBDC4 precisa:
- Romper as médias móveis de 9 e 21 períodos
- Superar a zona de resistência entre R$ 15,64 e R$ 15,97
A partir desse rompimento, os próximos objetivos técnicos são:
- R$ 16,88 (resistência anterior)
- R$ 17,60
- R$ 18,59
- R$ 19,21
Gráfico semanal: tendência de alta segue intacta
No semanal, a ação mostra força compradora desde janeiro de 2025, quando tocou a mínima do ano em R$ 10,65 e iniciou um ciclo de valorização até os R$ 16,88. Apesar da correção nas últimas semanas — com queda acumulada de 6,23% em julho — BBDC4 ainda sobe 42,79% no ano.
Atualmente, a ação opera entre as médias móveis de 9 e 21 períodos, que funcionam como suporte dinâmico. O rompimento da resistência em R$ 15,64 é o ponto-chave para destravar nova perna de alta rumo a:
- R$ 17,60
- R$ 18,60
- R$ 20,25
- R$ 21,46
Por outro lado, a perda da mínima recente em R$ 15,27 acende o alerta para possíveis quedas até:
- R$ 14,52
- R$ 13,55
- R$ 12,79
- R$ 10,65
- R$ 9,73
SANB11: consolidação lateral e pontos de atenção
O papel do Santander Brasil (SANB11) também enfrenta correção técnica no gráfico diário. Após encontrar resistência em R$ 30,22, a ação passou a trabalhar abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, sinalizando enfraquecimento da pressão compradora.
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Atualmente, a ação testa a média de 200 períodos, um dos suportes mais relevantes do gráfico. A perda da região entre R$ 25,49 e R$ 24,86 pode aumentar o ímpeto vendedor, levando o papel aos níveis de:
- R$ 24,06
- R$ 23,58
- R$ 23,17
- R$ 22,22
Possibilidades de recuperação e resistências futuras
Para reverter a trajetória de curto prazo, SANB11 precisa romper a resistência entre:
- R$ 26,57 e R$ 27,19
Superado esse nível, os alvos seguintes são:
- R$ 27,74
- R$ 28,55
- R$ 29,80
- R$ 30,22
Gráfico semanal: congestão lateral ainda predomina

No longo prazo, SANB11 segue consolidado em uma ampla congestão lateral, oscilando entre o suporte em R$ 22,22 e a resistência na faixa de R$ 30,28 a R$ 31,20.
Apesar do viés neutro, o ativo vinha apresentando recuperação desde o início de 2025, sustentado acima da média de 200 períodos. Contudo, a queda de 9,52% em julho comprometeu o impulso de alta.
Para retomar a tendência positiva, o ativo precisa:
- Romper as médias móveis de 9 e 21 períodos
- Superar a resistência em R$ 26,76
- Alcançar alvos em R$ 27,63, R$ 30,28, R$ 31,20, R$ 33,21 e R$ 35,42
Se perder o suporte na média de 200 (R$ 26,19), o papel pode buscar:
- R$ 25,49
- R$ 24,06
- R$ 22,22
- R$ 19,93
- R$ 17,26
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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