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Luiz Marinho garante preparo do mercado de trabalho diante de tarifaço dos EUA

Ministro Luiz Marinho afirma que Brasil está preparado para enfrentar tarifaço dos EUA com mercado aquecido e medidas de apoio.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos5 min de leitura
Presidente Lula conversando com o Ministro do Trabalho, Luiz Marinho,

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, assegurou nesta quinta-feira (21) que o mercado de trabalho brasileiro está preparado para enfrentar os impactos das tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais.

Durante participação no programa Bom Dia, Ministro, transmitido pelo Canal Gov da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Marinho destacou que o cenário econômico atual, marcado pelo menor índice de desemprego da história, aliado a medidas de apoio do Governo Federal, garante condições para absorver eventuais perdas de postos de trabalho.

“O mercado de trabalho brasileiro está adequado e nós vamos dar conta desse recado. Vamos fazer os socorros necessários às empresas, a partir da Medida Provisória e da legislação vigente. Eu creio que nós vamos sair tranquilamente, sem maiores problemas”, afirmou.

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Plano Brasil Soberano: resposta ao tarifaço

Tarifaco Trump
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

A principal estratégia do governo para lidar com as tarifas norte-americanas é o Plano Brasil Soberano, instituído por Medida Provisória em 13 de agosto. O programa prevê financiamento de R$ 30 bilhões para compensar prejuízos de exportadores afetados pelo aumento de 50% nas tarifas.

Entre as ações estão:

  • Linhas de crédito especiais para empresas exportadoras;
  • Prorrogação de prazos do regime de drawback;
  • Compras públicas para absorver parte da produção;
  • Aportes a fundos garantidores de crédito;
  • Ampliação do Reintegra (mecanismo de devolução de tributos);
  • Prorrogação de prazos tributários.

Marinho ressaltou a importância da diversificação de mercados e do fortalecimento da demanda interna.

“Tem as medidas olhando para os produtores alimentícios, as frutas, enfim, todo esse processo de substituição para a gente buscar incorporar no mercado interno. A partir da Medida Provisória desejamos que os municípios, estados e a própria União possam assimilar e comprar esses alimentos, seja para os hospitais, para a merenda escolar, para os presídios, a quantidade de possibilidades que você tem para substituir. Evidente não é o mesmo preço do mercado internacional, especialmente americano. É preciso que as empresas olhem também para essa margem, para poder adequar a condição de resolver essa equação”, destacou.

Cenário econômico: desemprego recorde e salários em alta

Segundo dados recentes do IBGE, a taxa de desocupação entre abril e junho ficou em 5,8%, a menor da série histórica iniciada em 2012. O número de trabalhadores com carteira assinada também atingiu recorde, com 4,4 milhões de novos empregos formais criados nos últimos dois anos e meio.

Além disso, a taxa de informalidade caiu para o segundo menor nível já registrado, o que reforça a qualidade do mercado de trabalho brasileiro.

Marinho destacou ainda a valorização do salário mínimo e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até dois salários mínimos como políticas que ampliam o poder de compra da população.

“De forma que nós estamos criando, como o presidente Lula gosta de chamar, um País de classe média. Nós queremos aquela pessoa que hoje ganha pouco, passe a ganhar mais. E é isso que o mercado do trabalho brasileiro tem demonstrado. Nós não temos somente aumentado o número de empregos, nós temos aumentado a renda dos trabalhadores. O crescimento dos salários, da massa salarial, tem tido crescimentos reais”, afirmou o ministro.

Impactos limitados do tarifaço

Um estudo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aponta que, no pior cenário, o tarifaço norte-americano poderia resultar no fechamento de até 320 mil postos de trabalho.

Marinho ponderou que, diante do atual estoque de 48 milhões de empregos formais, o impacto não seria devastador.

“Para um mercado, um estoque de 48 milhões (de empregos), convenhamos que não seria o desastre total. Evidentemente, tem alguns setores que são fortemente atingidos, outros são levemente, outros não são atingidos, porque produz especialmente para outros mercados, para o mercado brasileiro”, explicou.

O ministro afirmou ainda que a economia brasileira está menos dependente dos Estados Unidos do que no passado.

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“E nós temos, sim, a satisfação de olhar que a dependência da economia brasileira com a economia americana já foi maior no passado do que é hoje. Hoje ela é menor, já foi 25% no período recente, hoje é 12%, e seguramente quando saímos disso vão ser menos que 12%. E vamos ampliar outros mercados”, disse, lembrando que o governo já abriu 400 novos mercados para produtos brasileiros nos últimos dois anos e meio.

Capacitação e absorção de mão de obra

Feriados
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital

Para Marinho, o mercado aquecido pode absorver as vagas que eventualmente forem fechadas. Ele ressaltou que muitas oportunidades já abertas não são preenchidas por falta de mão de obra qualificada.

“Isso seria reaproveitado nas vagas existentes hoje. Nós temos vagas abertas no mercado de trabalho não preenchidas por ausência de capacitação de mão de obra. Esse é um desafio importante que nós estamos discutindo com o empresariado brasileiro, com o sistema S, com os institutos de formação, os institutos federais, com a rede das universidades para responder uma necessidade crescente de mão de obra preparada. Então eu não vejo assim, com esse temor todo, o impacto que venha ocorrer”, afirmou.

O ministro enfatizou a importância da qualificação profissional como fator estratégico para enfrentar os efeitos das tarifas externas e manter a competitividade da economia brasileira.

Menor dependência dos EUA e novos horizontes

O governo brasileiro tem buscado reduzir a vulnerabilidade do país em relação ao mercado norte-americano, ampliando exportações para a Ásia, Europa e países da África.

Com o Plano Brasil Soberano e as políticas de abertura de mercados, Marinho reforçou a confiança de que o Brasil atravessará esse período de forma fortalecida.

“E é nisso que nós devemos apostar, para ter uma classe trabalhadora que tenha capacidade de consumo e nesse consumo da sustentabilidade da economia crescente do País. E dessa forma, nós vamos nos tornando mais competitivos no mercado internacional. Então, isso é que nós precisamos olhar”, disse.

Com informações de: Agência Gov

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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