Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar os juros do Brasil ao afirmar que a meta da inflação não deve ser a principal razão para o Banco Central (BC) aumentar a Selic. Esta é a taxa básica de juros, responsável por balizar todos os outros investimentos do Brasil.
Lula afirma que meta de inflação não pode ser motivo para aumento de juros
Embora tenha garantido não mexer na autonomia do BC agora, Lula criticou a forma como a política monetária é conduzida; entenda melhor!
Nesta quinta-feira (16), Lula defendeu novamente que não entende o motivo pelo qual a taxa está tão alta, apontando que, no momento, o Brasil não possui uma inflação de demanda que justificaria a alta da Selic. Além disso, ele destacou que aumentar a taxa nesse cenário não resolverá o problema.
“Aumentar o juro é importante quando você tem uma inflação de demanda. Quando você tem a sociedade consumindo demais, aumenta o juro para diminuir o consumo. Mas não é o caso do Brasil. Não tem inflação de demanda neste País”, disse Lula.
Campos Neto X Lula
Nos últimos dias, Lula tem feito diversas críticas ao presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, que é um dos responsáveis por definir Selic. Escolhido por Bolsonaro, o representante da instituição foi criticado por manter a taxa alta, o que atrapalha o desenvolvimento da economia do Brasil.
Com os juros sendo muito altos para os empresários, por exemplo, estes deixam de investir em suas companhias — sem gerar novos empregos e desenvolver, de fato, a economia.
As críticas a Campos Neto chegaram a um nível ainda maior após a Folha de S.Paulo revelar que o presidente do órgão regulador estava em grupos de WhatsApp como ex-ministros de Bolsonaro. Isso demonstrou que ele continua ligado com o antigo governo.
Após este fato, Lula, inclusive, sugeriu revogar a independência do Banco Central, destacando que precisava de alguém de confiança no cargo.
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BC promete trégua
Após várias trocas de farpas, na última segunda-feira (13), Campos Neto participou do ‘Roda Viva’, da TV Cultura, e garantiu que tentará se aproximar do governo visando a melhora da economia brasileira.
Depois dessa fala, nesta quinta-feira (16), Lula se comprometeu a avaliar a questão da autonomia do BC apenas no final de 2024. Isso pois a data marca o fim do mandato de Campos Neto, então o político poderá escolher um nome de sua confiança para o órgão regulador.
