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Lula define nova taxa de juros do consignado do INSS

O governo Lula decidiu definir uma nova taxa de juros para o consignado oferecido para beneficiários do INSS; entenda.

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Presidente Lula com expressão de preocupação

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) definiu uma nova taxa de juros do consignado do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi tomada nesta terça-feira (28), durante uma reunião ministerial. A proposta é de que o percentual seja de 1,97% ao mês para os beneficiários do órgão.

Vale destacar que a reunião contou com nomes de peso do governo federal, após eles terem se reunido na data anterior e não terem chegado a um consenso. Dentre os presentes, estavam os ministros Fernando Haddad, Carlos Lupi e também Luiz Marinho.

Taxa se torna motivo de impasse no governo

A deliberação não foi unânime, já que entidades que também participaram da reunião buscavam taxas diferentes. Nesse sentido, o Ministério da Previdência pedia por uma de 1,90%. Em contrapartida, os bancos privados pediam a taxa de 1,99% de juros.

Dessa forma, com a posição destas três entidades, agora a escolha de Lula será apresentada ao Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que tem a função de definir o valor final.

Nesse sentido, a reunião do CNPS para a definição será feita hoje, com membros do Conselho se reunindo para discutir sobre essa situação. Vale ressaltar que a taxa voltou a ser discutida depois de o assunto ter se tornado polêmico nos últimos meses.

Decisão de baixar o teto de juros do governo Lula

No início de março, o governo anunciou a redução do teto de juros cobrado em empréstimos consignados para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Na época, a decisão foi de cortar a taxa para o patamar de 1,70% ao mês como limite para ser cobrado de aposentados e pensionistas do INSS em créditos consignados. Com isso, diversos bancos deixaram de oferecer essa modalidade por não poderem mais estabelecer a cobrança com seus próprios parâmetros.

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Inclusive, bancos públicos também suspenderam essa modalidade, por não a enxergarem mais de forma vantajosa. Na ocasião, as instituições afirmaram que não poderiam arcar com os custos para adquirir novos clientes. 

Assim, o governo tenta achar uma alternativa com a intenção de fazer os bancos voltarem a oferecer este serviço.

Imagem: Marcus Mendes / Shutterstock

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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