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Lula é acusado de pedalada fiscal após encobrir rombo de R$ 7,7 bilhões no INSS

A pedalada fiscal de Lula aconteceu após o reajuste do salário mínimo previsto para maio não constar no Orçamento. Entenda o caso.

Wendell SoaresPor Wendell Soares2 min de leitura
presidente Luís Inácio Lula da Silva levando as mãos ao rosto com expressão de preocupação

Após alteração, realizada pelo presidente Lula (PT), da previsão de gastos com o INSS em 2023, um rombo de R$ 7,7 bilhões foi denunciado pela Folha de São Paulo. De acordo com o documento obtido pelo jornal através da Lei de Acesso à Informação, identificou-se que o governo reduziu de forma artificial a previsão de gastos com o órgão.

Na prática, o fato aconteceu porque o novo valor do salário mínimo que será pago a partir de 1º maio (R$ 1.320) teve elaboração após a previsão do orçamento. Ou seja, não foi considerado dentro dos gastos do governo com o INSS para este ano.

Ausência do reajuste nas contas do Orçamento reduziu o déficit do INSS

Nesse sentido, ao não colocar na grade orçamentário a diferença de R$ 18 de todos os beneficiários do INSS que recebem salário mínimo, um rombo de R$ 7,7 bilhões não constava na previsão final dos gastos. Com isso, o valor ficou fora do bloqueio de recursos anuais. Tal fato criou uma previsão de despesas incompatível com a realidade.

Ademais, os técnicos da área financeira avaliaram que o procedimento foi indevido, mesmo que a Fazenda tenha negado que ele aconteceu a fim de evitar o bloqueio de despesas. Segundo nota do órgão, “A alteração ocorreu por motivos puramente técnicos, refletindo posicionamento da JEO [Junta de Execução Orçamentária] e visou apenas seguir o protocolo padrão.”

O que dizem os ministérios sobre a “pedalada fiscal” de Lula

Em resposta à publicação da Folha, o Ministério da Fazenda declarou que o novo valor do salário mínimo não foi incluído no orçamento de 2023 devido à data de aprovação da Medida Provisória que oficializou o aumento. Por sua vez, o Ministério do Planejamento e Orçamento informou sobre o cumprimento das diretrizes fixadas para o bimestre.

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Por fim, o Ministério da Previdência Social pontuou que os valores divergentes que causaram o rombo de R$ 7,7 milhões nas previsões orçamentárias do INSS terão alteração após a aprovação oficial do novo valor do salário mínimo. Até o momento, o presidente Lula não se manifestou sobre o caso.

Imagem: Marcus Mendes / Shutterstock

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Wendell Soares

Autor

Wendell Soares

Pós-graduado em Marketing Digital, jornalista, redator SEO e apaixonado pela escrita e leitura.

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