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Lula e Bolsonaro querem taxar dividendos para pagar auxílio de R$ 600

Entenda como cada um dos candidatos à Presidência da República pretende taxar os dividendos para manter o auxílio de R$ 600.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Transição de Bolsonaro para Lula

Em 4 de outubro, o candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) abordou novamente o tema de taxação de lucros e dividendos. Assim, ao ser questionado sobre qual seria a fonte de renda para arcar com o aumento do Auxílio Brasil e com a correção da tabela do Imposto de Renda, o candidato afirmou que a taxação de dividendos acima dos R$ 500 mil é o bastante para cumprir todas as promessas. 

Além disso, essa questão da tributação também faz parte dos planos do candidato Lula (PT). Dessa forma, o ex-presidente pretende taxar os mais ricos para conseguir pagar os R$ 600 a todos os beneficiários do Auxílio Brasil em 2023. Porém, até o momento, o candidato ainda não confirmou abertamente sua estratégia. 

Bolsonaro 

O atual presidente, Jair Bolsonaro (PL), articula para por em votação a reforma do Imposto de Renda. Sendo assim, a taxação de dividendos seria instituída, tendo em vista que o governo procura, por meio dessa medida, obter verbas para manter os pagamentos de R$ 600 do Auxílio Brasil em 2023. 

Ademais, Bolsonaro afirma em seu plano de governo que continuará a implementar mudanças e reformas estruturantes na área econômica. Portanto, o candidato à reeleição propõe a tabela do Imposto de Renda para pessoas físicas para isentar aqueles contribuintes que recebem até cinco salários mínimos. 

“Como bancar o Auxílio em R$ 600? Um dia depois da eleição, basta aprovar a reforma tributária no Senado, já que na Câmara ela já passou”, destacou Paulo Guedes, na ocasião. 

Lula

Primeiramente, o candidato do PT afirma, em seu plano de governo, que pretende criar um novo regime fiscal. Dessa maneira, há indícios de uma possível simplificação de taxas para que as pessoas mais pobres paguem menos e os mais ricos paguem mais. 

Além disso, Lula sinalizou que tem a intenção de aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda Pessoa Física dos atuais R$ 1.903,98 para cerca de R$ 5 mil. O petista deseja, ainda, passar a cobrar impostos sobre lucros e dividendos e elevar a tributação sobre heranças.

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Há também a questão da reforma tributária, que na visão de Guilherme Mello, que pertence ao grupo de economistas que integram o programa governamental de Lula, é uma prioridade. Contudo, Mello afirma ser complicado saber se a reforma ocorrerá antes ou após do arcabouço fiscal das contas públicas do possível governo de Lula. 

“Precisamos fazer uma reforma tributária nesse país. a gente tem que desonerar os salários, tem que onerar as pessoas mais ricas desse país”, declarou. “Lucros e dividendos têm que pagar Imposto de Renda. Não é possível que a gente não consiga fazer uma política tributária que não garanta o Estado arrecadar o suficiente para cuidar do seu povo”, acrescentou. 

Imagem: Isaac Fontana/shutterstock.com

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

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