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Lula reavaliará autonomia do BC ano que vem

Lula voltou a comentar sobre o futuro do Banco Central em uma entrevista para à CNN, nesta quinta-feira (16). Entenda o motivo da decisão!

Beatriz CapiraziPor Beatriz Capirazi2 min de leitura
Presidente da Republica, Luís Inácio Lula da Silva, discursando com uma blusa branca

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a comentar sobre o futuro do Banco Central (BC) em uma entrevista para a CNN, nesta quinta-feira (16).

O petista afirmou que a autonomia do órgão regulador não será revista agora, mas somente no final de 2024, quando o mandato de Roberto Campos Neto, presidente da instituição, chegar ao fim.

Ainda em entrevista, o político afirmou que embora a entidade seja “autônoma”, o Banco Central tem um compromisso com a sociedade brasileira e com a presidência.

Ele destacou que se a independência do banco melhorar a economia, ele continuará a ser autônomo. Caso contrário, eles precisarão mudar. 

Fim de brigas com Campos Neto

O político ainda salientou que o responsável por ter um contato mais direto com o Banco Central é o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). No entanto, Lula disse que pode ter conversas com o presidente da entidade se for necessário. 

Lula ainda defendeu que ao longo dos últimos dias Haddad e Campos Neto têm tido conversas e vão continuar a ter para conduzir o país em um rumo econômico positivo.

Ainda em entrevista, Lula destacou que a queda da Selic é essencial em sua visão, afirmando que nenhum empresário vai investir em empregos ou nas suas empresas com uma taxa de juros em 13,75%. 

Críticas de Lula ao Banco Central

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Nos últimos dias, Lula e o BC travaram uma espécie de guerra, com troca de farpas. Lula criticou diversas vezes o presidente da instituição ao afirmar que ele deveria baixar a taxa básica de juros, após a última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a Selic.

Após a reunião, o político afirmou que para o desenvolvimento econômico do país era preciso baixar a taxa. Após as falas, ele ainda reclamou de não poder indicar o presidente do BC e deu a entender que levaria para o Congresso a alteração nas normais atuais, assim, desligando Campos Neto.

Por fim, o presidente do BC voltou a reafirmar a importância de manter a taxa de juros alta para frear a inflação, mas ressaltou que se esforçará para se aproximar do governo e trabalharem juntos.

Imagem: Joédson Alves/Agência Brasil

Beatriz Capirazi

Autor

Beatriz Capirazi

Jornalista especializada em Jornalismo Econômico pela Fundação Getúlio Vargas/Estadão com interesse em Economia, Política e Direitos Humanos. Autora do livro “Vidas Sucateadas — um olhar sobre a devolução de crianças adotadas”.

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