Lula recebeu uma dura cobrança do novo embaixador da Ucrânia, Andrii Melnyk, que afirmou que o Brasil deve se posicionar como mediador do conflito entre Rússia e Ucrânia. Ele ainda completou que diplomacia não se faz com palavras vazias.
Lula recebe dura cobrança internacional para participar mais de conflito polêmico: ‘precisa agir’
O Presidente Lula recebeu uma dura cobrança do embaixador ucraniano, Andrii Melnyk, pela falta de atenção em relação a este conflito. Veja!
Melnyk destacou sua preocupação com o fato do conflito no Oriente Médio estar “roubando a atenção” do Ocidente, que já não fala muito em Ucrânia e Rússia. Em entrevista à Revista Veja, o embaixador reforçou: “Se Lula tem a ambição de desempenhar esse grande papel geopolítico, como poderá ter sucesso se nem sequer foi à Ucrânia desde o início desta guerra?”. Confira mais detalhes a seguir!
Dura cobrança em Lula
Nesse sentido, é preciso prestar atenção ao conflito que está acontecendo entre o Hamas e Israel. Porém, não é possível dizer que está tudo bem entre Ucrânia e Rússia. Isso porque o conflito entre os dois países vem se intensificando desde fevereiro de 2022, com ataques sistemáticos feitos pelos russos em território ucraniano.
Ademais, Lula recebeu uma dura cobrança de Andrii, porque, até hoje, o presidente não foi à Ucrânia desde o início dos bombardeios. Esse fato deixa o embaixador preocupado e desapontado com a gestão brasileira, que estaria à disposição para ser mediadora do conflito. Melnyk afirma que foi ele quem pressionou o presidente Zelensky para firmar relações com a América Latina, principalmente o Brasil e, por isso, se sente dessa forma.

Ucrânia X Rússia
As tensões entre Rússia e Ucrânia, em 2021, têm raízes históricas, com a ex-república soviética se tornando um país independente dos russos logo após a queda da URSS, em 1991.
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A partir desse contexto, a recente e possível adesão da Ucrânia à Otan, ameaçaria a influência russa, desempenhando um papel significativo na guerra. Além disso, essa aliança poderia proteger a Ucrânia, aumentando sua capacidade militar, o que seria visto como uma ameaça pela Rússia.
Adicionalmente, a crise política na Ucrânia, desencadeada pela suspensão das negociações com a União Europeia e a questão da Criméia, também contribuiu para o conflito. Por fim, a Rússia reconheceu a independência de regiões separatistas da Ucrânia antes de realizar a invasão em fevereiro de 2022, o que acarretou no agravamento da crise na região.
Imagem: MarcusMendes/Shutterstock.com
