Na última terça-feira (18), o presidente Lula assinou o projeto de lei (PL) que libera o dinheiro para o pagamento do novo piso da enfermagem de R$ 4.750. O PL, que ainda precisa da aprovação do Congresso, libera R$ 7,3 bilhões para arcar com os custos, entretanto o setor privado não está satisfeito.
Lula sofre forte pressão após assinatura de novo piso salarial da enfermagem
Hospitais e clínicas particulares pressionam Lula para conseguir recursos para arcar com o novo salário. Entenda a situação.
De acordo com o projeto, o governo vai arcar com os custos do aumento para os enfermeiros que trabalham em qualquer esfera do setor público. Além disso, ele também vai pagar para as instituições particulares que façam 60% dos atendimentos pelo SUS.
Contudo, o setor privado está pressionando o presidente Lula para conseguir a desoneração da folha salarial e do imposto de renda. Caso contrário, os hospitais e clínicas particulares não vão conseguir arcar com os custos do novo piso da enfermagem.
Hospitais particulares alertam Lula sobre crise na saúde
A Confederação Nacional da Saúde (CNSaúde), sindicato das empresas da área de saúde, alerta que a decisão de Lula sobre o piso da enfermagem pode causar um colapso no sistema. Já que 73% dos hospitais e clínicas do setor possuem menos de 50 leitos e não receberão recursos do governo.
Ou seja, eles terão de arcar sozinhos com o aumento de salário dos enfermeiros. Desse modo, para manter o equilíbrio financeiro das empresas, será necessário cortar custos. Assim, os enfermeiros podem perder os empregos e os leitos serão fechados.
Dessa forma, a CNSaúde e outros órgãos do setor estão pressionando o presidente Lula e em outros atores do governo, para encontrarem formas de diminuir o impacto do piso da enfermagem nos caixas das empresas. A Confederação estima que o piso gere um aumento de R$ 6 bilhões nos custos.
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SUS sobrecarregado
Os hospitais e clínicas particulares também alertaram o presidente Lula sobre a sobrecarga do Sistema Único de Saúde (SUS). Com menos profissionais e menos leitos, as empresas particulares terão que diminuir os atendimentos que devem ser ir para o SUS. À vista disso, o sistema, que já funciona no seu limite, terá que atender um fluxo maior de pacientes.
Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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