Aumento na conta de luz? A tarifa estabelecida pela Central Hidrelétrica de Itaipu tornou-se motivo de controvérsia entre Brasil e Paraguai. A discordância gira em torno do valor do Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade (Cuse), que foi reduzido para US$ 16,71/kW em abril do ano passado, posição defendida pelo governo brasileiro.
O impasse evidencia divergências entre as nações sobre o custo justo da energia gerada por Itaipu, destacando a complexidade nas negociações bilaterais. Dessa forma, resolução desse conflito impactará diretamente os termos do acordo energético entre os dois países e requer abordagens diplomáticas para alcançar um consenso satisfatório para ambas as partes.
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Aumento na conta de luz
O atual presidente do Paraguai, que entrou no poder em agosto passado, defende um aumento entre US$ 20/kW e US$ 22/kW. No Brasil, a Itaipu é responsável por 8,6% da energia consumida no país, sendo assim, abastecendo prioritariamente as regiões Sul, Sudeste e parte do Centro-Oeste.

Portanto, caso seja efetivado um aumento na conta de luz, o reflexo será um aumento direto na conta de luz local. Além disso, há a questão dos trabalhadores da Usina Itaipu que ainda não receberam seus pagamentos devido ao bloqueio do orçamento da usina imposto pelo Paraguai.
Entenda o impasse em relação ao Tratado de Itaipu
O Tratado de Itaipu, assinado em abril de 1973, prevê a revisão de suas cláusulas após 50 anos. O prazo expirou em agosto do ano passado, sendo então prorrogado até dezembro deste ano. A principal controvérsia entre os dois países diz respeito à venda de excedente de energia ao Brasil a preço de custo, conforme estipulado no “Anexo C” do acordo.
O presidente Lula chegou à reunião na semana passada em estado de desconforto. Já que, seu plano era de manter o Cuse vigente e mesmo reduzi-lo para até US$ 12. Já o ex-ministro da Fazenda paraguaio, Peña, vinha sinalizando o desejo de um aumento na tarifa e apresentou uma série de dados para confrontar o ponto de vista brasileiro.
Segundo o Planalto, os assessores brasileiros não tiveram o mesmo entusiasmo na defesa de sua posição. O resultado desse impasse é que o orçamento de Itaipu para 2024 permanece bloqueado, em razão da falta de consenso sobre as tarifas.
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