O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, comentou sobre a relação de seu governo com o agronegócio, com falas ríspidas sobre o setor. Segundo Lula, o problema entre eles é puramente ideológico e não tem a ver com a distribuição de recursos.
Essa fala foi em entrevista para rádios de Goiás, onde ele ainda ressaltou que não se interessa em saber se os produtores rurais gostam dele ou não. A única coisa que interessa ao presidente é a recuperação da capacidade produtiva do país.
Nesta próxima sexta-feira (16), o presidente vai até Rio Verde, em Goiás, para a inauguração do trecho ferroviário Norte-Sul, que estava em obras desde 1987.
Presidente Lula fala mais sobre o desmatamento
Em suas falas, Lula ainda comentou sobre o desmatamento da Amazônia: “o produtor rural hoje no Brasil, a pessoa séria, vive da produção e da exportação, sabe que será prejudicial para os seus negócio a gente extravasar em queimadas e entrar em terras que não pode entrar, poluir rio que não pode poluir”.
O presidente deixou claro que todos os produtores inteligentes reconhecem a preservação ambiental, e entendem que esse é um passo essencial para dar mais valor aos produtos exportados do Brasil.
Setor do agronegócio deve ser racional
Ainda em entrevista, Lula pediu para que todo o setor tenha racionalidade para que o acordo entre Mercosul-Europa aconteça. Ressaltou, principalmente, que o assunto principal é o uso de venenos em produtos agrícolas.
“Eu não sei se você percebeu, mas ontem o Senado francês, o parlamento francês disse que não vai votar o acordo Mercosul-União Europeia por causa da quantidade de veneno usado nos produtos agrícolas brasileiros”, disse.
Assim, Lula deixou claro que, produzir produtos de alta qualidade, sem uso desnecessário de agrotóxicos, é uma qualidade competitiva para o país. Dessa forma, o Brasil pode fechar acordos bem vantajosos com os países europeus, além dos Estados Unidos e China.
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