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Mais pobres poderão ter ajuda para custear alimentos e energia. Confira

O presidente do Banco Central defendeu que a melhoria da arrecadação poderia ser utilizada para subsidiar itens como alimentos e energia.

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins3 min de leitura
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Em videoconferência com instituições financeiras internacionais, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central (BC), na última quarta-feira (1º), defendeu que a melhoria da arrecadação devido à alta global de preços poderia ser utilizada para subsidiar, de forma temporária, itens como alimentos e energia. Para Campos Neto, essas medidas amenizariam o custo social da inflação sobre a população mais pobre.

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O presidente do órgão afirmou, ainda, que nem sempre a dinâmica do mercado pode fazer a correção dos choques de preços ocasionados por eventos externos. Contudo, Campos Neto defendeu que os subsídios provisórios podem evitar a criação de gastos permanentes que prejudiquem as contas públicas futuramente.

“Temos um grande custo social. Preços de alimentos estão subindo, preço da energia está subindo, e temos a parcela mais pobre da população com necessidade de alguma assistência. Transferir uma parte do choque positivo [aumento de arrecadação] para resolver as questões sociais, via subsídios. Essa é uma solução boa, mas o problema é: uma vez que você cria os subsídios, há o risco de se tornar um gasto permanente”, afirmou Campos Neto.

Aumento da arrecadação

Na avaliação de Campos Neto, o Brasil está sendo beneficiado com as exportações recordes de grãos e petróleo, o que impulsiona a arrecadação do governo. As commodities (bens primários com cotação internacional) têm se valorizado desde o 2º semestre de 2020. E, com o começo da guerra na Ucrânia, em fevereiro deste ano, as cotações aumentaram mais ainda e chegaram aos maiores níveis em 20 anos.

Esperar os preços se adequarem

Embora seja favorável aos subsídios em determinadas circunstâncias, Campos Neto afirmou ser contrário à intervenção direta nos custos de produção, como os países europeus têm feito.

Disse também, que a solução “liberal” para a forte inflação de aguardar a adequação dos preços de acordo com a oferta e a demanda não seria produtivo. Pois, segundo ele, seria prejudicial aos investimentos privados mexer nos custos de produção, o que levaria ao atraso em infraestrutura e a empecilhos na produção futura.

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“Se intervirmos em preços, no processo de produzir petróleo e energia, isso resolverá o problema no curto prazo, mas desencorajará investimentos. Ao final, eu acho que o setor privado é quem vai resolver o problema, e não os governos”, acrescentou.

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Imagem: Jair Ferreira Belafacce / Shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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