O mercado financeiro tem demonstrado apreensão em relação às margens do Nubank no setor de cartões de crédito. No entanto, o Goldman Sachs acredita que essas preocupações podem estar exageradas. Em um relatório recente, o banco americano argumenta que a redução da margem bruta do produto pode ser compensada por um risco mais baixo, o que ampliaria o ganho líquido da fintech.
Essa visão se baseia na estratégia do Nubank de diversificar sua base de clientes e aprimorar seus serviços financeiros. Com um modelo de negócio baseado em tecnologia, a empresa tem conseguido reduzir custos e aumentar sua eficiência operacional, fatores que podem contrabalançar qualquer impacto negativo nas margens.
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Cenário financeiro do Nubank em 2024 e 2025
O ano de 2024 foi marcado por desafios para o Nubank, principalmente devido à desvalorização do real frente ao dólar e ao aumento das taxas de juros. Esses fatores impactaram significativamente os números apresentados pela fintech em seu balanço anual. No entanto, parte desses desafios já começou a se reverter nos primeiros meses de 2025, o que pode melhorar a rentabilidade da empresa.
Além disso, a digitalização do setor financeiro e a crescente adesão a serviços bancários digitais estão favorecendo empresas como o Nubank, que possuem estrutura enxuta e conseguem oferecer taxas mais competitivas.
Redução de margens pode ser positiva
O Goldman Sachs destaca que o foco crescente do Nubank em clientes de alta renda pode resultar em uma redução nas margens dos cartões de crédito. Contudo, isso também pode levar a um custo de risco mais baixo, o que se traduziria em uma maior rentabilidade líquida. Essa mudança estratégica pode ajudar a fintech a se consolidar ainda mais no mercado financeiro.
Além disso, a empresa possui um forte modelo de alavancagem operacional, que pode se tornar um dos principais motores de rentabilidade no futuro próximo. A capacidade do Nubank de operar de maneira eficiente, com custos controlados e maior escalabilidade, pode compensar possíveis reduções marginais nos ganhos.
Outro ponto relevante é o impacto da concorrência no setor de fintechs. Empresas tradicionais estão investindo pesadamente em digitalização, o que pode pressionar as margens de lucro do Nubank. No entanto, a fintech ainda tem uma vantagem competitiva significativa devido à sua marca forte e alta satisfação dos clientes.
Perspectivas do mercado para o Nubank

Projeções otimistas para crescimento
A projeção do Goldman Sachs para os próximos anos é otimista. O banco americano estima que o lucro líquido do Nubank crescerá 37% em 2025 e 54% em 2026. Já o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) deve passar dos 28,1% em 2024 para 29,5% em 2025 e 32,5% em 2026.
Essa projeção se baseia na combinação de um modelo de negócio eficiente, aumento do ticket médio de clientes de alta renda e uma estratégia sólida de expansão em outros mercados, como México e Colômbia.
Impacto do crescimento no México e Colômbia
Outro fator apontado pelo Goldman Sachs é a desaceleração do crescimento dos depósitos do Nubank no México e na Colômbia. Segundo o relatório, isso pode ser positivo ao reduzir o ritmo de aumento das despesas financeiras associadas à remuneração desses depósitos. Esse ajuste pode garantir um controle mais rigoroso dos custos e, consequentemente, aumentar a margem de lucro.
Parcelamento de Pix: um novo motor de crescimento?
O Goldman Sachs também menciona a possibilidade de uma reaceleração do parcelamento de Pix como um elemento favorável ao Nubank. Esse serviço, que permite o parcelamento de pagamentos via Pix, pode gerar novas receitas e contribuir para um desempenho financeiro ainda mais forte nos próximos anos.
Conclusão: um futuro promissor para o Nubank
Apesar das preocupações do mercado com as margens dos cartões de crédito, o Goldman Sachs acredita que o Nubank tem vantagens estratégicas que podem impulsionar sua rentabilidade. A fintech segue expandindo sua base de clientes e aprimorando seus serviços, o que pode garantir um crescimento sustentável nos próximos anos.
