Na última quinta-feira (23) repercutiu nas redes sociais uma print de Elize Matsunaga em um aplicativo de transporte. O caso dividiu opiniões, já que muitas pessoas ficaram receosas de ter uma pessoas em liberdade condicional como motorista.
Maxim: aplicativo de transporte não exige antecedentes criminais?
Questionamento surgiu nas redes sociais após a indicação de que Elize Matsunaga estaria trabalhando no app. Confira!
A Uber e a 99 negaram, ao UOL, que Elize fizesse parte da equipe de motoristas. Contudo, há uma terceira empresa envolvida na situação: a Maxim. Essa empresa confirmou, na última sexta-feira (24) que Elize cfaz parte da equipe de motoristas e que não exige antecedentes criminais para cadastro.
Ou seja, as exiggências para ser motorista na Maxim são apenas a CNH, o documento do veículo e o estado de conservação do carro.
Ressocialização
De acordo com a nota oficial da Maxim, Elize tem uma ótima avaliação entre os passageiros da plataforma e nenhuma reclamação em seu nome. Apesar disso, muitas pessoas questionam a decisão da companhia, visto que ela está em liberdade condicional e cumprindo um regime aberto.
Em nova nota, a Maxim alega que essa situação não é um impeditivo de que Elize possa trabalhar, já que o direito ao trabalho está previsto na Constituição Federal. A empresa ainda pontuou que acredita na ressocialização das pessoas.
“Acreditamos na reinserção e damos a oportunidade de trabalho a todos que cumprem com as regras de bom atendimento e cuidados com os passageiros, como no caso de Elize, que não possui nenhuma reclamação em relação ao seu trabalho”, disse a empresa em nota enviada à Band.
Avaliações no app da Maxim
Como dito antes, o caso veio a público no dia 23, quando usuários da plataforma colocaram nas redes sociais um print do cadastro de Elize. No aplicativo, ela usa seu nome de solteira, Elize Araújo Giacomini, dirige um Honda Fit e tem uma avaliação de 4.8. De acordo com a Maxim, a motorista começou a trabalhar com a pltaforma em 2023, na cidade de Franca.
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+311 mil seguidores
Vale destacar que o UOL tentou entrar em contato com os advogados da motorista mas eles não falaram sobre o assunto. Contudo, o MPSP (Ministério Público de São Paulo) destacou que o sistema de execuções penais incentiva o trabalho de sentenciados, desde que as condições impostas a cada caso sejam cumpridas.
Ou seja, não há problema em atuar em atividades lícitas e de acordo com o órgão o trabalho contribui para evitar a reincidência criminal e ajuda na reintegração à sociedade.
Imagem: Reprodução / Redes sociais
