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3 medicamentos populares que podem levar à demência: saiba o que a ciência diz

Estudo revela que medicamentos comuns, como zolpidem, clonazepam e diazepam, podem elevar o risco de demência. Confira os detalhes.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto4 min de leitura
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O uso prolongado de certos medicamentos tem sido associado ao aumento do risco de demência. Um estudo conduzido pela Universidade da Califórnia e publicado no Journal of Alzheimer’s Disease revelou que medicamentos para dormir, como zolpidem, clonazepam e diazepam, podem aumentar em até 79% as chances de desenvolver demência, principalmente em indivíduos brancos.

O estudo, que durou nove anos, analisou cerca de 3.000 idosos sem demência, oferecendo percepções importantes sobre o impacto desses fármacos no cérebro.

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Medicamentos sedativos e seus riscos

A imagem mostra um homem idosos, com a cabeça baixa, apoiada em uma das mãos, aparentemente triste.Demência
Imagem: Divulgação/ Freepik

Os pesquisadores encontraram uma forte correlação entre o uso de sedativos e o desenvolvimento de demência. O zolpidem, clonazepam e diazepam estão entre os medicamentos que mais geram preocupações devido aos seus efeitos sedativos no sistema nervoso.

Zolpidem: os riscos do medicamento para insônia

O zolpidem, conhecido por tratar insônia, pertence à classe dos hipnóticos não benzodiazepínicos. Ele age sobre os receptores cerebrais ligados ao sono, promovendo relaxamento e indução ao sono.

No entanto, seu uso prolongado pode afetar a memória e aumentar o risco de demência, conforme apontado pela pesquisa. Seus efeitos colaterais incluem sonolência excessiva, tontura e dificuldades motoras, sendo necessário acompanhamento médico rigoroso.

Clonazepam: efeitos sedativos e riscos cognitivos

O clonazepam, popularmente chamado de Rivotril, tem uma ação relaxante e sedativa, sendo usado no tratamento de transtornos de ansiedade e convulsões. Embora eficaz, ele possui sérios efeitos colaterais, como sonolência excessiva, perda de memória e dificuldades de concentração.

Estudos indicam que o uso prolongado deste medicamento pode contribuir para problemas cognitivos e até acelerar o desenvolvimento da demência.

Diazepam: potenciais riscos a longo prazo

O diazepam, uma benzodiazepina amplamente prescrita para tratar ansiedade e distúrbios do sono, age potencializando os efeitos do GABA, um neurotransmissor que tem um efeito calmante sobre o cérebro. Contudo, seu uso prolongado também está associado a um risco elevado de declínio cognitivo. Os efeitos adversos incluem confusão, redução da capacidade de coordenação e da vigilância, além de problemas de memória.

O estudo e suas implicações

Pessoa organizando uma prateleira de remédios em uma farmácia Anvisa
Imagem: i viewfinder / shutterstock.com

A pesquisa realizada com idosos revelou que o uso frequente de medicamentos sedativos, especialmente entre brancos, aumentava em 70% a chance de desenvolver demência em comparação com aqueles que raramente ou nunca usavam esses fármacos.

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Além disso, a dependência desses medicamentos também foi associada a um maior risco de problemas cognitivos.

Yue Leng, principal autor do estudo, alertou que pessoas com distúrbios de sono devem considerar alternativas mais seguras, como a terapia cognitivo-comportamental, que tem se mostrado eficaz no tratamento da insônia sem recorrer a medicamentos sedativos.

Como reduzir os riscos?

A alternativa mais recomendada para aqueles que sofrem de insônia é procurar tratamentos não farmacológicos, como a terapia cognitivo-comportamental, que pode ajudar a lidar com os problemas de sono sem os riscos associados ao uso de medicamentos. A melatonina, um suplemento natural, também foi sugerida como uma opção mais segura, embora o impacto a longo prazo ainda precise ser mais investigado.

Embora os medicamentos para dormir sejam comumente prescritos para lidar com distúrbios de sono, é importante que os pacientes estejam cientes dos riscos associados ao seu uso prolongado.

Estudos científicos indicam que zolpidem, clonazepam e diazepam podem aumentar o risco de demência, especialmente entre pessoas mais velhas. Consultar um médico e explorar opções de tratamento não farmacológico pode ser uma maneira mais segura de preservar a saúde mental a longo prazo.

É fundamental que os pacientes sejam vigilantes quanto ao uso contínuo desses medicamentos e discutam com seus médicos alternativas que possam minimizar ou anular os riscos à saúde cerebral.

Imagem: Nudphon Phuengsuwan/shutterstock.com

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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